Entregues em tempo curto para os padrões da CPTM, os oito trens da Série 2500, produzidos na China pela Sifang, acabaram sendo vítimas da pandemia do coronavírus. A expectativa era que houvesse a liberação das composições durante o primeiro semestre, porém, apenas um deles foi colocado em serviço na Linha 13-Jade, no início de fevereiro.

Segundo informações obtidas pelo site, a expectativa é que o segundo Série 2500 comece a operar no ramal até o final de setembro. Três composições podem ser liberadas em outubro e outras três em novembro. Por fim, o último trem deverá entrar em serviço em dezembro, encerrando o processo de testes e aprovação pela companhia.

Apesar disso, é pouco provável que os oito trens sejam utilizados plenamente pela CPTM já que a Linha 13-Jade ainda tem uma demanda baixíssima, fruto em parte dos intervalos altos praticados, de no mínimo 20 minutos. Isso é causado sobretudo pelo fato de o sistema de sinalização, contratado junto à Siemens, não estar pronto, dois anos e meio após o ramal ser inaugurado. Sem um sistema confiável, é impossível para a CPTM oferecer partidas a cada 8 minutos, a meta do projeto.

Com o relaxamento parcial das restrições de deslocamento foi possível retomar os serviços de preparação das composições, inclusive corrigindo o sistema de comunicação áudio visual dos vagões que traziam mensagens artificiais e com erros de português.

A Série 2500 da CPTM é a primeira produzida no exterior. O primeiro trem chegou ao Brasil em setembro de 2019 e logo iniciou testes nas instalações da companhia. Apesar de alguns imprevistos, a composição começou a operar apenas cinco meses após desembarcar do navio, algo bastante raro. Outras encomendas recentes da CPTM como as séries 8500 e 9500 atrasaram demais, seja pelos longos testes, seja pela demora na produção.

30 novos trens

A Sifang, assim como a CAF, Rotem e Alstom, estão na expectativa de uma encomenda de 30 trens que será feita pela futura concessionária das linhas 8 e 9. O edital prevê que esse pedido terá de ser feito logo que a empresa assine o contrato já que 15 meses depois a primeira composição deverá entrar em serviço. Por essa razão, há uma crença no mercado de que a concessão terá de buscar fabricantes que já produziram trens para a CPTM a fim de facilitar sua homologação e fabricação.