Linha 5

‘Tarsila’, a tuneladora da Linha 5, é a primeira a concluir escavação dos túneis

Um dos três tatuzões empregados na extensão da Linha 5-Lilás, equipamento chegou ao poço Bandeirantes na segunda (30). Faltam agora outros dois tatuzões para encerrar o trabalho de escavação
Lina (à esquerda) e Tarsila no poço Conde de Itu, de onde partiram no final de 2013
Lina (à esquerda) e Tarsila no poço Conde de Itu, de onde partiram no final de 2013
Lina (à esquerda) e Tarsila no poço Conde de Itu, de onde partiram no final de 2013
Lina (à esquerda) e Tarsila no poço Conde de Itu, de onde partiram no final de 2013

A ‘Tarsila‘, apelido dado pelo consórcio Andrade Gutierrez-Camargo Côrrea para uma das tuneladoras usadas nas obras de expansão da Linha 5-Lilás, concluiu seu trabalho no dia 30 de novembro, como mostra a imagem abaixo publicada no Instagram – o Metrô não divulgou o fato oficialmente. O ‘tatuzão’, como também é conhecido o equipamento, levou 756 dias para concluir o trabalho.

Ela foi responsável por escavar a chamada ‘Via 2’, onde serão instalados os trilhos no sentido Capão Redondo-Chácara Klabin. O shield partiu do poço Conde de Itu em Santo Amaro no dia 4 de novembro de 2013, o que conferiu uma média de 5,6 metros de avanço diário, incluindo aí o período em que ficou parado em manutenção.

O percurso passou pelas futuras estações Alto da Boa Vista, onde chegou em 26 de maio de 2014, Borba Gato (15/10/2014) e Brooklin (13/06/2015). Após isso, a ‘Tarsila’ seguiu para o poço Roque Petroni, última parada antes de chegar ao poço Bandeirantes na segunda-feira. O trabalho, no entanto, teve alguns percalços.

Tarsila chega ao VSE Bandeirantes nesta segunda-feira, 30 (foto: Instagram)
Tarsila chega ao VSE Bandeirantes nesta segunda-feira, 30 (foto: Instagram)

Durante escavação por baixo da Avenida Santo Amaro ela afetou o corredor de ônibus na região próxima à avenida Vicente Rao. Mais tarde, foi preciso mudar o projeto para que ela pudesse passar direto pela futura estação Campo Belo, a mais atrasada da linha. Recentemente, mais oscilações na superfície próxima a rua Vieira de Morais atrapalharam o ritmo também.

A partir das próximas semanas, a tuneladora será desmontada e a via poderá receber o piso onde serão assentados os trilhos.

Espuma invasora

Além da Tarsila, há duas outras tuneladoras trabalhando na extensão, a irmã gêmea ‘Lina’, que constroi a ‘Via 1’, e o shield duplo, que escava as duas vias ao mesmo tempo. Este último está no momento na futura estação Santa Cruz da Linha Lilás. Já a Lina encontra-se próxima da rua Vieira de Morais e deve completar seu trabalho em janeiro, isso caso não encontre mais dificuldades como a que surgiu na semana passada quando a espuma usada na escavação acabou chegando à superfície e danificando um condomínio na região.

A previsão mais recente do governo do estado é que as primeiras estações sejam abertas no primeiro semestre de 2017.

About the author

Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

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