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Teste realizado neste sábado na Linha 15 simulou operação entre Vila Prudente e São Mateus

Fechada durante quase todo dia, Linha Prata de monotrilho chegou a ter 22 trens circulando ao mesmo tempo, segundo relatos
Linha 15 fez seu maior teste até hoje (GESP)

Fechada durante quase todo o dia de ontem, a Linha 15-Prata do Metrô foi palco de um inédito teste operacional que teria contado com 22 dos 27 trens de monotrilho da frota. A simulação de operação envolveu as três novas estações em fase final de construção – Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus – e já é parte dos preparativos para a abertura dessas novas paradas nas próximas semanas.

Como adiantou o site, o governo do estado tenta antecipar a inauguração para o final de novembro, segundo pessoas envolvidas na obra. Para isso, o teste com o sistema de sinalização CBTC, realizado pela Bombardier neste sábado (09) é parte fundamental para avaliar se o carrossel de trens está a apto a dar conta da demanda esperada com a abertura das três estações. Manobras de retorno dos trens e regularidade do intervalo estão entre os aspectos que teriam sido testados ontem.

As composições circularam entre todas as dez estações, segundo relatos em redes sociais. Um dos pontos cruciais para a futura operação da Linha 15 é a estação São Mateus. Localizada ao lado de um grande terminal de ônibus da EMTU, a parada deverá ter uma demanda alta e por essa razão é a única no ramal a possuir duas plataformas. Com isso, no futuro será possível criar um looping interno com trens partindo de uma dessas plataformas enquanto outros serviços menos frequentes seguiriam até Hospital Cidade Tiradentes, estação mais distante prevista no projeto.

É provável que a Bombardier e o Metrô voltem a interromper o funcionamento da Linha 15 nos próximos fins de semana para aprimorar o sistema. No sábado, o Metrô chegou a estender a paralisação da linha à noite por razões não esclarecidas.

Um dos maiores do mundo

Assim que a operação até São Mateus passar a funcionar de forma plena, a Linha 15-Prata deverá se transformar em uma das maiores linhas de monotrilho do mundo. A expectativa é de mais de 300 mil pessoas passem a utilizar o trecho de 10 estações e 13 km de extensão, uma demanda semelhante à capacidade do Corredor ABD de ônibus que com 33 km teria uma capacidade de 340 mil passageiros, segundo dados enviados ao site pela EMTU. Atualmente, a linha de monotrilho mais movimentada do globo é a linha 3 do Metrô de Chongqing, na China, que transportaria um milhão de passageiros por dia em seus 66 km de extensão.

Após a abertura das três estações, o foco de expansão estará voltado para a estação Jardim Colonial, prevista para 2021, e possivelmente uma nova fase com as estações Boa Esperança e Jacu-Pêssego que tem potencial de acrescentar 2,8 km e 58 mil passageiros por dia ao sistema. Elas dependem, no entanto, de intervenções para alargamento da avenida Ragueb Chohfi.

Até 2021, a Linha 15-Prata deve transportar cerca de 400 mil passageiros por dia

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Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

3 Comentários

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  • Vendo tantos comunicados do Metrô sobre paralisações na linha 15 para testes só reacende a esperança da inauguração das três estações restantes. Essa notícia agora deu um ânimo a mais. Torcer para que elas abram realmente ainda em novembro, ou, pelo menos ainda este ano.

  • Acho um grande absurdo ter uma grande quantidades de pessoas que saem de suas casas todo os dias com o destino aos centros comerciais distantes e mesmo sabendo disso ao invés do governo construir metrô que consegue levar uma quantidade maior de passageiros, eles fazem monotrilho, que com certeza daqui a alguns anos não dará conta da demanda de passageiros.

  • Primeiro: falta a Estação Ipiranga (L15-L10-“L5”-“Expresso Tiradentes”). Segundo: com a L10, entre Tamanduateí e Brás (e a L3 sentido Corinthians-Itaquera), dá pra descer em Belém, Tatuapé, Carrão e Penha (L3-L2), Estação vizinha à problemática Av. Aricanduva e que será interdirada nos próximos anos, a exemplo da São Joaquim da Azul e Higienópolis-Mackenzie da Amarela (devido às obras da 6 – Laranja) É um trajeto longo, mas os senhores encararíam ou a problemática Aricanduva ou as tortuosas Mateo Bei-Rio das Pedras-19-Cons. Carrão?
    Terceiro: será “coincidência” que a inacabada Av. Arquiteto Artigas teve obras retomadas justamente quando o trecho Jardim Planalto-São Mateus está sendo finalizado? Artigas, para quem não sabe, foi o responsável pelo atual Terminal Vila Carrão da CMTC em 1985. E é a Avenida onde se situa o Terminal Sapopemba da SPTrans, anexo à Estação Sapopemba da Linha 15 – Prata, nas proximidades do Supermercado Negreiros. Será alguma “coincidência”?

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