Destaques Linha 15

Governo dá início à construção da estação Jardim Colonial da Linha 15-Prata

Parada é a primeira obra de expansão da malha metroferroviária iniciada pela gestão Doria
Projeção da estação Jardim Colonial: entrega em 24 meses (GESP)

O governo do estado dá início oficialmente nesta segunda-feira (27) à construção da estação Jardim Colonial, 11ª parada da Linha 15-Prata. A obra, que será realizada pela empresa Somague, tem previsão de conclusão em 2021 e fará com que o monotrilho chegue à pouco mais de 15 km de extensão, o que o faria superior ao tamanho da Linha 2-Verde caso esta não tenha crescido até lá.

A estação Jardim Colonial também é a primeira expansão iniciada pelo gestão Doria, embora sua licitação tenha sido lançada pelo antecessor, Márcio França. Até aqui, o governo atual apenas tem retomado obras iniciadas em outros mandatos ou lançado licitações de projetos que estão parados.

A expectativa é que a nova estação faça a Linha 15 atingir 410 mil passageiros diariamente quando for aberta – apenas a Jardim Colonial deve atrair 41 mil usuários. Ela é, por assim dizer, a terceira fase de expansão do ramal, que estreou com apenas duas estações em 2014 e teve a entrega parcial da segunda fase, com quatro estações inauguradas no ano passado – mais quatro paradas deverão ser entregues até o final deste ano.

O ramal, primeiro feito por monotrilho, tem ampliado sua demanda mensalmente. Em janeiro, primeiro mês em que operou em horário pleno, a linha transportou 37 mil usuários por dia útil, já em abril essa média subiu para 64 mil pessoas. Com a entrada de mais trens no carrossel e a expansão até São Mateus espera-se que ela atinja 350 mil usuários diários.

O percurso da nova etapa da Linha 15

Horizonte distante

Apesar do “barulho” feito pela nova gestão, até aqui pouco projetos têm potencial de saírem do ostracismo. Além de terminar a expansão da Linha 4-Amarela com a estação Vila Sônia e retomar as obras das duas estações da Linha 9-Esmeralda, o governo tem apenas as estações da Linha 15 num horizonte próximo.

A Linha 17-Ouro, que poderia ser a próxima a ser entregue, vive um impasse enquanto o Metrô busca relicitar trechos parados e escolher um novo fornecedor de trens. Com sorte, o ramal poderia ser aberto no fim da atual gestão, em 2022.

Quanto às três licitadas, a que mais teria condições de sair do papel rapidamente, a Linha 18-Bronze, virou alvo de um novo estudo que pode suprimi-la em favor de um corredor de ônibus no ABC Paulista. A expansão da Linha 2-Verde, embora com contratos assinados e boa parte dos terrenos desapropriados, depende de novos recursos enquanto maior imbróglio de todos, a Linha 6-Laranja, depende de hipóteses heterodoxas para ser viabilizada.

Mesmo que consiga destravar esses projetos, João Doria não deve ter tempo de inaugurar quase nada até 2022, quando teremos as futuras eleições para o governo do estado e presidência da Repúlica.

Somague será a responsável pela 11ª estação da Linha 15 (GESP)

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Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

4 Comentários

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  • Nessa mesma entrevista, o papagaio de pirata do Baldy disse que o maior empecilho para o monotrilho ser implantado na Linha 18 é o orçamento…

    Desculpa esfarrapada, se não tem orçamento para a obra toda, divida ela em 2 ou 3 etapas e vai construindo conforme arrecadação de recursos, por que não?
    Por acaso preferem ceder as vontades das empresas de ônibus? Prece que sim.

    O mesmo Baldy disse que aceita sugestões,rs. E ai João, tem algum contato do seu ídolo para darmos essa ideia?

    • ja falamos com o gov e tambem deixamos claro para o prefeito de São Bernardo que a população do ABC queria metro ou monotrilho O BRT era uma opção equivocada da engenharia falei com ele la na convenção do PSDB E ELE AFIRMOU QUE NÃO ESTAVA DECIDIDO AINDA VAMOS TORCER PARA QUE ELES ACERTEM NA DECISÃO

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