Vídeo mostra manobra rápida de trens na operação em carrossel da Linha 17-Ouro
AMV após a Estação Morumbi leva cerca de cinco segundos para alinhar vigas e permitir que monotrilho retorne pela via oposta
A nova operação em carrossel da Linha 17-Ouro colocou em uso regular um equipamento fundamental para a circulação simultânea de vários trens. Imagens aéreas gravadas pelo MetrôCPTM mostram como ocorre a mudança de via após a Estação Morumbi e revelam uma manobra bastante rápida.
O vídeo acompanha uma composição depois de deixar Morumbi e entrar no aparelho de mudança de via (AMV), instalado além da estação. Do momento em que o trem começa a percorrer a estrutura metálica até completar a troca de via e parar do outro lado decorrem cerca de 30 segundos.
A movimentação do próprio AMV é ainda mais rápida. O conjunto de vigas-guia metálicas leva aproximadamente cinco segundos para mudar de posição e ficar alinhado com a via oposta.
Após completar a manobra, o trem permanece parado durante cerca de 29 segundos. Em seguida, volta a se movimentar em direção à Estação Morumbi, onde poderá receber passageiros para uma nova viagem no sentido Aeroporto de Congonhas.
Trem da BYD troca de via após Morumbi (Metrô CPTM)
AMV movimenta as próprias vigas
A operação chama a atenção pela diferença entre o aparelho utilizado no monotrilho e um AMV ferroviário convencional.
Em uma ferrovia, a mudança de direção é obtida com o deslocamento de componentes dos trilhos que conduzem as rodas para uma ou outra via. No monotrilho, é necessário movimentar parte da própria viga sobre a qual o trem circula.
Apesar de visualmente mais complexo, o equipamento da Linha 17 realiza a mudança de posição em poucos segundos. As imagens mostram que a tecnologia não impede que a inversão seja realizada rapidamente, algo importante para sustentar intervalos menores entre os trens.
Trem do monotrilho retornando para Morumbi (Metrô CPTM)
Carrossel estreou com ampliação da operação
A manobra passou a fazer parte da rotina da Linha 17 na quarta-feira (30), quando o Metrô ampliou o horário de funcionamento e colocou seis trens simultaneamente em circulação.
Cinco composições passaram a operar em carrossel entre Morumbi e Aeroporto de Congonhas. Nesse sistema, os trens seguem continuamente pelas duas vias e utilizam os AMVs nas extremidades para inverter o sentido da viagem.

Um sexto trem circula entre Brooklin Paulista e Washington Luís. Como esse trecho ainda não está conectado ao restante da linha, a composição opera separadamente.
Antes da mudança, a Linha 17 utilizava apenas três trens e funcionava das 9h às 16h nos dias úteis. Desde quarta-feira, o monotrilho opera das 6h às 22h, de segunda-feira a sábado, e o intervalo médio caiu de 18 para nove minutos.
Testes anteciparam configuração
A adoção do carrossel vinha sendo preparada nos dias anteriores à ampliação. O canal Trilhos que Movem SP mostrou testes dos aparelhos de mudança de via e informou que o Metrô preparava uma configuração com cinco trens entre Morumbi e Aeroporto de Congonhas e outro entre Brooklin Paulista e Washington Luís.
Naquele momento, a distribuição das composições ainda não havia sido anunciada oficialmente. A configuração acabou sendo adotada quando o Metrô iniciou a nova etapa de operação.
Viga metálica alinhando com a via (Metrô CPTM)
A Linha 17 permanece em período de operação assistida, sem cobrança de tarifa. O Metrô ainda deverá ampliar gradualmente a utilização da frota conforme avançam os testes e o comissionamento dos sistemas.
Segundo o Trilhos que Movem SP, 11 dos 14 trens já entregues pela BYD estariam atualmente liberados para operação. O número não foi confirmado oficialmente pelo Metrô.
