Acciona já executa limpeza e recuperação de equipamentos nos poços da Linha 6-Laranja

Imagens aéreas do canal iTechdrones mostram canteiros em trabalhos de recuperação após terem o esgoto retirado nas últimas semanas
O poço VSE Tietê nesta segunda-feira, 28 (iTechdrones)

A Acciona já está avançando na limpeza e avaliação de danos causados pelo acidente com o interceptor da Sabesp que inundou os túneis e poços da Linha 6-Laranja no dia 1º de fevereiro. Imagens aéreas gravadas nesta segunda-feira, 28, pelo canal iTechdrones mostram que a empresa responsável pela obra de metrô realiza diversas atividades simultâneas no intuiro de recuperar as condições para voltar a escavar os túneis com seus tatuzões.

No VSE Tietê, o imenso poço de onde partiu a tuneladora sul em dezembro, há pouco volume de esgoto enquanto a empresa aparentemente segue no processo de limpeza do concreto e dos equipamnentos que ficaram submersos.

Os dois poços abertos ao norte desse local e que servirão para a partida do segundo tatuzão revelam partes do equipamento ainda envolta em lama. No segundo poço, funcionaram jateavam as paredes num processo que sugere envolver sua limpeza.

Próximos da roda de corte

No outro lado da Marginal Tietê, os trabalhos são mais complexos já que a Acciona está realizando a retirada cuidadosa das rochas depositadas para estancar o vazamento. O poço SE Aquinos já está com um nível de pedras bastante baixo, perto da entrada dos túneis. Por outro lado, o túnel onde o tatuzão havia acabado de concluir sua escavação seguia praticamente inacessível ainda, embora a situação sugira que a empresa está perto de chegar à roda de corte do equipamento.

Certamente, a construtora já teve acesso ao shield pelos túneis escavados por ele, mas a tarefa de chegar ao fundo do poço Aquinos é importante para entender o estado das obras após quase dois meses do acidente.

Na sexta-feira passada, com o fim dos trabalhos de drenagem, as pistas locais da Marginal Tietê puderam finalmente ser liberadas, encerrando os desvios de tráfego na região. Há, no entanto, um longo caminho até que tudo seja resolvido, incluindo a situação do interceptor ITI-7, que rompeu e precisa ser restaurado. E, sobretudo, traçar um plano de recuperação das tuneladoras para que o cronograma de construção da Linha 6-Laranja sofra o menor atraso possível.

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