Acciona sugere levar Linha 16-Violeta até encontro com as linhas 20 e 22
Empresa espanhola entregou estudos do ramal metroviário com uma extensão após a estação Oscar Freire, da Linha 4-Amarela
A Linha 16-Violeta de metrô pode ter seu traçado alterado mais uma vez. A Acciona, construtora espanhola que foi autorizada pelo governo do estado a aprofundar os estudos do ramal, propôs estender o trajeto na ponta oeste até a estação Teodoro Sampaio.
Trata-se do local onde as linhas 20-Rosa e 22-Marrom se encontrarão, o que formará um grande hub de conexões, ligando o ABC Paulista, Lapa, Cotia e a Zona Leste da capital, para citar algumas regiões.
A informação consta dos documentos entregues pela Acciona à Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) no final de junho, dentro do Chamamento Público nº 0001/2024, aberto pelo governo.
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Vale lembrar que a empresa, sócia principal da Linha Uni (concessionária da Linha 6), já havia proposto uma mudança no traçado entre as estações Parque da Mooca e Jardim Paulista, com uma caminho mais ao sul para afastá-la do ramal Laranja.
A extensão até as linhas 20 e 22 pode ter surgido para atrair mais demanda e assim tornar o projeto da Linha 16 mais atrativo.
Segundo o mapa apresentado pela Acciona, a Linha 16 seguiria após Oscar Freire até a Rua Teodoro Sampaio e então rumaria nesse eixo, cruzando com a Linha 20-Rosa e terminando pouco antes da Linha 4-Amarela, num trecho de manobra e saída de emergência.
Metrô mudou traçado da Linha 22-Marrom
O problema com essa sugestão é que o Metrô afirmou dias atrás que mudou o projeto da Linha 22-Marrom para levá-la para o eixo da Rua Cardeal Arcoverde.
Com isso a ligação com a Linha 20 estaria distante da Linha 16, mas é natural que se essa configuração for adiante, o governo deverá buscar uma solução para os três ramais.
Em tempos em que boa parte do que se publica em sites e redes sociais ganha contornos fantasiosos e exagerados, na ânsia por gerar audiência, é importante lembrar que a Linha 16-Violeta ainda está numa etapa de estudos.
Isso significa que as propostas da Acciona podem ou não ser levadas à frente pelo governo do estado, portanto, é preciso uma dose de paciência até conhecermos o formato final do projeto.

Desde 2019 havia questionamento sobre isso, afinal é uma proposta interessante!
O porém é que esse trecho será profundo (caso saia do papel), por conta da verticalização dessa região, basicamente seria igual a linha 6 laranja entre Higienópolis e 14 Bis.
A profundidade é irrelevante se for pequena entre as transferências.
Por exemplo, adoram falar dos quase 70 metros de descida da estação Higienópolis da L6, porém são apenas 40 metros de diferença na transferência com a L4.
Se não for muito longe e afastado os mezaninos das 3 linhas, então ficará tudo bem.
Onde podemos ler esse estudo?
Seria ainda precoce, neste momento, elogiar a visão de rede da Acciona. Tampouco sou “puxa saco” de concessionária privada (aliás, muito pelo contrário).
Porém, preciso admitir que eles estão fazendo a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô SP) passar vergonha.
Após projetar a L16, o Metrô SP simplesmente matou a L6 em São Joaquim. Mas a Acciona foi lá e sugeriu uma expansão até a futura Estação São Carlos da L10 (independente de vir a existir a L16 posteriormente).
A L16 foi pensada, pelo Metrô SP, até Oscar Freire. A Acciona já enxergou mais longe (algo que alguns leitores aqui já tinham enxergado) e sugeriu agora uma pequena (mas essencial) expansão a mais: até a futura Estação Teodoro Sampaio.
Sem contar também que o novo traçado da L16 atendendo ao Hosp. Dante Pazzanese e ao Parque Ibirapuera, pelo menos de momento, me parece mais interessante que o traçado que o Metrô SP tinha pensado inicialmente para esta linha.
Se a Acciona estivesse com a L5, é possível que já teria, no mínimo, sugerido (por exemplo) a sua expansão de Chácara Klabin até a futura Estação Orfanato (L2), passando pela Estação Ipiranga (L10 e futuramente L15 também), algo que aliviaria bem a L2 justamente no trecho que será mais crítico futuramente (ou seja, entre V. Prudente e Ch. Klabin).
Se a Acciona estivesse com a L15, também é possível que já teria sugerido de a L15 encontrar as linhas 6 e 16 na futura Estação São Carlos (menos de 2 km só de expansão em linha reta, sem necessidade de desapropriação e com espaço de sobra para tal).
Não estou sugerindo que seja melhor passar linhas para a operação privada. Apenas estou ressaltando (e escancarando) a falta de um planejamento de fato integrado e estratégico (com uma visão mais ampla da rede como um todo), de modo realmente integral (e não apenas parcial), por parte do Metrô SP.
Enquanto a Acciona faz essas sugestões, o Metrô SP não se preocupou em expandir a L5 nem para a Estação Ipiranga sequer. Também não dá sinais de que quer expandir mais a L15 além de Ipiranga. Quer levar a L2 para Guarulhos sem nem ter a L19 pronta. E, mesmo com relação a esta última, em vez de projetar a 1ª fase direto até a Estação Brigadeiro pelo menos (para não sobrecarregar mais ainda a L2, pois sabe-se que a L19 só até Anhangabaú NÃO desafoga a L2), o Metrô SP preferiu lançar uma linha curta até Anhangabaú apenas, possivelmente causando também no futuro uma certa sobrecarga tanto nesta estação como em São Bento também, além de manter a L2 como preferida para quem viajará de Guarulhos para a Av. Paulista, o que será péssimo para esta linha, que já chegará bem sobrecarregada a Guarulhos.
Em suma, até o início da próxima década, a marca que o Metrô SP quer deixar é: entregar uma expansão que vai detonar a L2, gerando mais imobilidade do que mobilidade de fato para muitos passageiros, graças à ideia (leia-se teimosia) absurda e fracassada de puxar indefinidamente uma única linha, atravessando toda a zona leste e até para fora da capital, sem sequer trazer nenhuma outra linha mais (como citei acima mais de um exemplo) para ajudar a distribuir toda essa gigantesca demanda.
Enfim, boa sorte para quem for precisar da L2 na próxima década!
Vai precisar de muita sorte mesmo!
E acrescento:
se fosse com a L4, é possível também que a Acciona poderia sugerir a sua expansão pelo menos até a futura Estação Cerealista (antiga Pari), interligando-a à L19.
Amigo, traçar uma linha num mapa é beeeem diferente do que planejar uma linha. Todas essas ideias que você trouxe aí no seu texto são ótimas e parecem lógicas, você acha mesmo que o Metrô não considerou elas? Ou até outras? Problema sempre esbarra em: custo de implantação e vontade politica. A Acciona não se preocupa com nenhum dos dois. Fora que a Acciona não planejou nada, os projetos tanto da L6 quanto da L16 já existiam e são fruto de estudos de demanda, pesquisa “origem-destino”, dados de deslocamentos tudo isso executado por quem? Pelo Metrô!
Longe de mim querer falar que o Metrô seja livre de falhas, porém desmerecer o trabalho de décadas só porque um player novo está propondo “melhorias” em projetos que já existem chega a ser injusto, pra não usar outros termos…
Tantos estudos e tantos dados que NÃO vão se traduzir em melhorias de fato, para muitos, daqui a alguns anos.
Vai precisar explicar isso para o passageiro da L15 e para o passageiro do ABC quando passarem a ter enormes dificuldades para seguir viagem pela Linha 2.
Vai precisar explicar também para aquele que vai pegar na Penha acreditando que, depois de tantos anos (ou décadas), finalmente teria uma viagem com mais dignidade e “conforto”… mas não vai ter, porque resolveram saturar a linha levando até Dutra, mesmo com uma configuração da rede que mostra claramente que não é possível atender adequadamente toda esta nova demanda numa expansão “sem fim” da L2.
Vai precisar explicar para que serviram todos esses estudos (os quais, aliás, custaram bastante dinheiro) e todas essas expansões (que custam muito mais… são bilhões de reais dos impostos desses contribuintes).
Se a preocupação era com custos, então deveriam ter pensando muito bem antes de sair construindo praticamente mais de 6 km de linha (+5 estações e 1 pátio) de Penha a Guarulhos, em vez de, primeiramente, priorizar a construção de uma L19 maior e mais robusta (ou seja, que não fosse somente até Anhangabaú; aliás, desta para a Estação Brigadeiro, são +3 km só).
A verdade é que (com base nesses dados todos produzidos) a expansão após Penha da L2 deveria ser a cereja do bolo (a última das últimas expansões a serem feitas, após uma rede bem robusta na zona leste), e não a massa (ou pior, a forma) do bolo.
Mas não se ainda por que eu deveria me preocupar, pois eu não uso e nem usarei.
Quem utiliza não me parece estar preocupado.
Esse negócio de defender interesses alheios tem hora que cansa!
Só o Victor reclama da expansão do metrô (em especial da Linha 2).
Quando a rede estiver ampliada e funcionando perfeitamente, ele vai reclamar de outra coisa.
Sim, Ivo, sou eu que reclamo e sou contra a expansão do metrô, e não você, né?!
Quem aqui é contra a expansão da L5 para uma região carente em transporte, de difícil mobilidade e bem distante do centro expandido da cidade (ou seja, para o Jardim Ângela)?
Sendo que a L5 tem plena capacidade de atender esta nova demanda (além de desafogar Capão Redondo, que é bem cheia). Hoje a L5 está superlotada apenas por escassez de oferta, não por excesso de demanda.
Quem aqui é contra levar a futura L16 para Cidade Tiradentes (outra região com características similares ao Jd. Ângela nesse sentido)?
Quem aqui é contra levar a L20 para o ABC?
Vale ressaltar que, se esta linha ligasse só Moema (ou Saúde) a Lapa (ou Santa Marina), não faria sentido fazer metrô (seria melhor um VLT, por exemplo, ou no máximo monotrilho). Seria mais ou menos como a L2 quando terminava em Ana Rosa (ou seja, pouca utilidade).
Quem aqui é contra a extensão da L8 de Itapevi até Amador Bueno?
Quem aqui é contra o monotrilho da L15 futuramente poder chegar até a futura Estação São Carlos das linhas 6 e 10 (L16 também alguns anos depois)?
Quem aqui é contra sistema de VLT na 2ª cidade mais populosa (250 mil habitantes) de Alagoas?
Talvez eu até tenha me esquecido de mais exemplos…
Enfim, a resposta para as perguntas acima todo mundo já sabe: o nome tem 3 letras e começa com a letra “i” maiúscula… “i” de “Ivo”!
Em suma, NÃO SOU EU quem é contra a expansão da rede de trilhos.
Sou contra sim a expansão desenfreada, inconsequente e apressada (antes do momento ideal), na frente de outras reais prioridades de fato.
Como eu disse, a expansão da L2 de Penha a Guarulhos deveria ser a cereja do bolo, a última coisa.
Guarulhos pode e deve ser atendido (de forma muito mais eficiente e eficaz) pela L19 (que deveria pelo menos alcançar a Av. Paulista já na 1ª fase).
A L13, ao ser expandida após o aeroporto, também atenderá melhor parte da 2ª cidade mais populosa do estado de SP.
A L2 está sendo colocada nessa história para roubar demanda da L19, quando na verdade deveria ocorrer o contrário, já que é a Verde que estará saturada.
Quanto a Gabriela Mistral, a L12 não precisa ser desafogada. Seu carregamento nem é expressivo com relação às demais linhas. Ela precisa ser dinamizada, melhorada, otimizada…
Portanto, é diferente.
A L13 menos ainda que precisa ser desafogada.
Não precisa e nem vai precisar.
A L2 só está sendo levada a Penha para desafogar as linhas que ali passam, as quais são as únicas que realmente precisam ser desafogadas (ainda que a L11 tenha, em teoria, mais margem para aumento de oferta do que a L3).
Enfim, a diferença, entre todas as novas linhas ou novas expansões citadas acima e a expansão da L2 após Penha, é que apenas a L2 apresenta, nas projeções, dados de carregamento significativamente acima da sua capacidade máxima de oferta.
As demais, não, nenhuma.
Eu NÃO sou contra expansão de linha que tem capacidade de oferta para atender à demanda projetada.
Mas você é sim (como já foi possível perceber), já que, PARA VOCÊ, linha é apenas uma questão financeira, é sempre um custo e nunca é um investimento social.
Você se esquece de que o custo (ou melhor, investimento) de uma obra se dilui por vários anos, décadas… já que toda e qualquer obra fica para a posteridade!
Nessa questão de integração pensei em 2 coisas:
L22 chegar até o Bom Retiro, após Sumaré ter integração com a L6 em FAAP Paecambu e com L3 em Marechal Deodoro e por Bom Retiro (L8, L11, L13), afinal quem vem de Cotia, sul de Osasco, Rio Pequeno e afins devem trabalhar no centro de SP, essa integração pode ajudar a desafogar a estação da LUZ.
L2 chegar na L8 em Imperatriz Leopoldina, colocar uma estação intermediária (entre Cerro Corá e Leopoldina) na AV. Queiroz Filho na altura do 680, onde está a Av. Imp. Leopoldina. Na Queiroz passam diversas linhas de SP vindo de bairros como Rio Pequeno, JD Bonfioli, JD D’abril, João XXIII entre outros.
Desde que a Linha 16 vá até Cidade Tiradentes como prometido na ponta leste, qualquer expansão na ponta oeste é bem vinda
Isso precisa ser colocado como contrapartida (como uma 2ª fase) no contrato de concessão.
Com a expansão acelerada/atropelada (na frente de outras prioridades) da L2 entre Penha e Guarulhos, daria para fazer praticamente mais uns 6 km a leste de Abel Ferreira na L16, né…
Concordo, se for esperar a boa vontade da concessionária fazer, talvez não façam nunca…E na minha visão o trecho entre Abel Ferreira e Cidade Tiradentes é prioritário, pois é carente de metrô, tem que pegar ônibus que demoram para ir pra L15 ou L2 ou L3 e seria bom o encontro da L16 com a L15 em Cidade Tiradentes
Se Teodoro Sampaio mudou para Rua Cardeal Arcoverde, é só mudar a curva da L16 para Cardeal Arcoverde…
Se a estação for na rua Cardeal Arcoverde,
Não é melhor mudar o nome da Estação para Cardeal Arcoverde?
Ps. No Rio de Janeiro, já existe uma estação chamada Cardeal Arcoverde, ou seja, seria “gêmeas” ou primas de SP e RJ.
Onde consigo um mapa similar com as estações pretendidas na Mooca? Obrigado