Após duas semanas de funcionamento integral, estação Mendes-Vila Natal já atrai muitos passageiros

Nova estação da Linha 9-Esmeralda passou a operar de forma integrada com o restante do ramal após quase um ano de operação assistida
Estação Mendes-Vila Natal (Jean Carlos)

Passadas duas semanas do início da operação integral da estação Mendes-Vila Natal, atual terminal da Linha 9-Esmeralda, já é possível um grande aumento no número de passageiros que circulam pelo local.

O site esteve presente na estação na quinta-feira, 21 de julho, para acompanhar de perto as melhorias realizadas no trecho e também na própria estação. Confira os pontos de destaque:

Nova comunicação visual

A estação Mendes Vila Natal recebeu uma nova comunicação visual. Assim como aconteceu com João Dias, parada também inaugurada em 2021, a estação teve placas, testeiras e totens alterados para um novo padrão.

Em geral, as mudanças dão mais ênfase na cor da linha ao invés da cor da empresa. O padrão tipográfico, símbolos e demais elementos também foram alterados trazendo melhorias significativas na legibilidade das informações.

Aumento da velocidade operacional

Um dos pontos de destaque foi o aumento da velocidade operacional no trecho. Até pouco antes da operação da estação em tempo integral, os trens circulavam a 20 km/h.

A situação atual é completamente diferente. Com a liberação do sistema de sinalização e as melhorias na via permanente, os trens já conseguem desenvolver a velocidade máxima do projeto que é de 90 km/h. 

A operação ocorre em loop único entre as estações de Osasco e Mendes Vila Natal, o que permite plena integração dos passageiros da estação ao restante do sistema metroferroviário sem a necessidade de baldeação na estação Grajaú.

Trens podem circular em até 90km/h (Jean Carlos)

Aumento expressivo da quantidade de passageiros

O aumento do tempo da operação da estação e as melhorias em termos de desempenho trouxeram, por consequência, aumento na demanda da estação. Durante o período de observação foi possível observar uma movimentação considerável no número de passageiros.

Passageiros saindo da estação (Jean Carlos)

As linhas de ônibus já conectadas com a estação também permitem a alimentação mais efetiva da parada. Resta saber se a operação plena da estação afetará de forma mais intensa o fluxo de passageiros na estação Grajaú.

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  1. Estive conhecendo a estação no último domingo e achei uma catástrofe. Após Grajaú e, chegando próximo à Mendes, o trem ficou num anda e para interminável por cerca de 20 minutos. O mesmo trem que peguei para retornar ao meu destino demorou 10 minutos para sair da estação e a lentidão permaneceu até chegar ao Grajaú. Tanto que, no noticiário de segunda, foi replicada a lentidão por falhas também neste dia. Péssima experiência para quem só foi uma vez ao local. Imagina os moradores que dependerão todo dia.. Uma pena…

    1. Quando usei na estréia do horário integral, bem como numa quarta-feira (9 e 13), estava normal. O trem foi mais lento pra Mendes. Mas saiu rápido de lá (após passar do AMV) pro Grajaú.

      1. Só acho que está longe dessa perfeição toda. No começo da oração integral foi uma catástrofe muitos problemas operacionais cheguei a ficar 40 minutos dentro do trem parado e entre a estação Grajaú e Mendes até que retornou para a estação Grajaú. Em horário de pico, ele chega a demorar cerca de 10 minutos pra chegar na estação dos Mendes. Isso é extremamente ridículo, depois de tantos testes e ajustes, ainda ter essas falhas. Daqui a a pouco será integrada novas linhas de ônibus, além da (Circular terminal Varginha) e será uma futura estação Grajaú. Será somente uma questão de tempo, só irá mudar o problema de lugar a íneficiencia será a mesma.

  2. Como você msm disse, vc foi num domingo. O headway é maior e também são feitas manutenções na via aos domingos.

  3. Estou utilizando todo dia de manhã e estou achando simplesmente perfeita, acelerou bastante o processo, ate o tempo de saída dos trem diminuiu, antes era 10min parado no Grajaú, lotava até o pessoal começar se empurrar e gerar briga, agora fica alguns segundos e sai, esta mais confortável, só falta opções de onibus que vá até a estação

  4. Como não é mais possível adicionar comentários na outra postagem, vou comentar por aqui.

    ●  Sobre a capacidade dos trens do Metrô (formação de 6 carros cada): aqueles números (pouco acima de 2 mil passageiros) estão corretos também, porém levam em conta uma teórica capacidade máxima de lotação para 8 pessoas em pé por m². Com 8 é “possível” se chegar naquela capacidade (em teoria). Mas com 6 por m², fica mesmo em torno de 1.600 passageiros por composição. Todos esses dados eu obtive via SIC do Metrô SP, uma fonte bem mais confiável, além de oficial.

    Para se chegar a 2 mil pass, e já com 6 por m², é necessário um trem com 8 carros, como os da CPTM.

    ●  Sobre a densidade de lotação dos trens: a realidade (que pode ser comprovada com dados verídicos e oficiais) é que a proporção de obesos na população brasileira aumentou substancialmente nas últimas décadas. Por isso, em média, hoje 6 pessoas em pé por m² vão sim ocupar mais espaço do que ocupavam há 30 ou 40 ou 50 anos, gerando, assim, muito mais desconforto e até impossibilitando o transporte de todos dentro da oferta programada nas horas de pico (nos trechos mais carregados).

    Atualmente, nem a Linha 3–Vermelha está levando mais de 6 pessoas por m². Por esse ponto de vista, poderíamos dizer que a linha não está mais saturada e que nem precisa mais ser desafogada. Mas não é assim tão simples. Além disso, sabe-se que hoje a partir de 4 pessoas por m² já se começa a ter problemas com lotação nos trens. Por isso, o ideal seria que as linhas conseguissem manter uma densidade de lotação entre 4 e 5 pessoas por m² no máximo, a fim de dar mais fluidez no transporte como um todo — como já ocorre, aliás, com as linhas 1 e 15; e, em partes, pelo menos por ora, também com a Linha 2, mas esta já sabemos que não vai conseguir manter este “conforto” por muito tempo, pois mesmo com o incremento de oferta no futuro, sua demanda de pico aumentará ainda mais (quando chegar em Penha).

    Por curiosidade, há uma publicação oficial, feita pelo Metrô SP, de poucos anos atrás, que sugere a adoção de um novo padrão máximo de lotação de pico: abaixo de 5,4 pessoas em pé por m² (ou seja, pelo menos 10% a menos do que o padrão de 6 por m²). Mas isto para as linhas mais carregadas/pendulares, pois para linhas bem movimentadas/”lucrativas” (em termos de transporte de passageiros por dia por km de linha), como o caso da Linha 1, claro que vão sempre procurar oferecer uma oferta que resulte em menos de 5 pessoas por m² no trecho mais carregado na hora de pico, chegando inclusive a por volta de 4 por m², como está atualmente.

    Espero que eu tenha conseguido agora passar meus comentários de forma mais clara do que anteriormente.

    Agradeço pela atenção e por terem lido até aqui!!

    😁

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