Após fracasso inicial, CPTM volta a lançar concessão das estações Mogi das Cruzes, Jundiapeba e Estudantes

Paradas, que fazem parte da Linha11-Coral, terão quase 35 mil m² de área concedida para exploração comercial. Outorga mínima é de R$ 750 mil
Estação Estudantes da Linha 11 (Tetizeraz/CC)

A CPTM voltou a lançar o edital de concessão das estações Mogi das Cruzes, Jundiapeba e Estudantes, da Linha 11-Coral. A ideia é que as três paradas sejam administradas pela iniciativa privada que como contrapartida poderão explorar suas áreas comerciais, num totalm de 34,9 mil m² disponíveis.

No entanto, trata-se da segunda tentativa de concedê-las já que na primeira licitação, em março, não houve interessados no leilão.

O site checou o edital publicado pela CPTM e constatou que os termos são os mesmos de antes, ou seja, uma concessão de 35 anos em que os primeiros cinco anos são destinados às obras e readequações e o restante para exploração comercial.

O vencedor terá de investir o mesmo valor, de R$ 133,3 milhões, ou seja, não houve atualização nesse aspecto. O mesmo ocorreu com o valor mínimo de outorga, que permanece de R$ 750 mil.

Além disso, a concessionária terá de repassar mensalmente à CPTM 0,7% do seu faturamento bruto ou R$ 18.360, o que for maior.

“Além do aumento na arrecadação de receitas não-tarifárias, a Concessão vai proporcionar a modernização das três Estações, que contarão com acessibilidade e mais espaços para a oferta de bens e serviços aos passageiros”, disse Natália Melo, Gerente de Novos Negócios da CPTM.

Estação Área
Mogi das Cruzes16.129,24 m²
Jundiapeba6,428,46 m²
Estudantes12.310,98 m²
Total34.868,68 m²

A estação Mogi das Cruzes responde por quase metade da área disponível para exploração comercial, com mais de 16,1 mil m².

O novo leilão está marcado para o dia 20 de janeiro de 2022, às 9 horas.

Total
12
Shares
4 comments
  1. Um ponto que sinceramente eu creio que a CPTM precisa decidir é o seguinte: se vai conceder as linhas 11, 12 e 13 ou se vai realizar essas concessões pontuais. Digo isso pois como o site tem até brilhantemente deixado claro, uma das principais receitas oriundas das concessões são os espaços nas estações concedidas. Se você oferece uma linha em que boa parte das estações já estão concedidas para fins de exploração comercial, das duas uma: ou você fica sem atratividade suficiente para a concessão ou você (Governo) tem que conceder muito mais benesses.

    O que não pode é a CPTM ficar com ambições e trabalhar com remendos no imediato para querer tampar o caixa. Ou se estrutura com uma visão de médio e longo prazo ou senão teremos uma série de remendos que não irão garantir o máximo de ganho que a companhia poderia ter.

  2. Pra que conceder essas estações? São justamente as piores da Linha 11 ao lado de César de Sousa e Antônio Gianetti Neto. Precisam de reconstruções ao em vez de quiosques.

  3. A principal fonte de arrecadação das concessionárias é a remuneração por usuário que o governo paga, um negócio de risco zero onde o governo garante o lucro. Se fosse depender desse tipo de receita ninguém entra. Esse dinheiro q a CPTM vai arrecadar caso saia essas concessões de estações ajudam, mas é dinheiro de pinga. Se receitas acessórias dessem dinheiro, o metrô não teria prejuízo, visto que se somar todos os pontos comerciais que tem, pode-se considerar o maior shopping de SP

Comments are closed.

Previous Post

Igreja católica quer batizar estação da Linha 6 como “Dom Paulo Arns”

Next Post

Confira o avanço das obras para a troca de piso na estação Palmeiras-Barra Funda

Related Posts