Aquático-SP completa dois anos com 1,1 milhão de passageiros e prefeitura projeta expansão
Sistema hidroviário na represa Billings deverá ganhar novas linhas antes de chegar à Guarapiranga, segundo gestão municipal
O sistema Aquático-SP completou dois anos de operação na represa Billings com mais de 1,1 milhão de passageiros transportados, segundo dados divulgados pela Prefeitura de São Paulo. Implantado na zona sul da capital, o serviço se tornou o primeiro modal hidroviário público regular da cidade.
Atualmente, o sistema opera com seis embarcações e liga bairros da região da Billings em trajetos que, segundo a administração municipal, reduziram deslocamentos antes feitos em até 1h20 para viagens de aproximadamente 17 minutos.
A operação atende uma área historicamente marcada por conexões lentas de transporte público e grandes distâncias até os principais eixos ferroviários e corredores de ônibus da capital. Apenas em abril deste ano, o sistema registrou mais de 61 mil embarques.
A prefeitura pretende agora ampliar o serviço dentro da própria Billings antes de iniciar uma nova etapa de expansão hidroviária na represa Guarapiranga. Em declarações recentes, o prefeito Ricardo Nunes citou a intenção de atender bairros como Jardim Ângela, Horizonte Azul, Vila Calu e outras regiões do extremo sul da cidade.
Transporte aquático já atendeu mais de 1 milhçao de passageiros (Prefeitura de São Paulo)
A expansão também poderá incluir novos trajetos na região do Apurá, além de conexões para bairros próximos à represa como Grajaú, Pedreira e Cidade Dutra.
O Aquático-SP faz parte do Plano Municipal Hidroviário, proposta mais ampla que prevê transformar rios e represas da capital em corredores de transporte urbano. O estudo considera ligações envolvendo a Billings, Guarapiranga, rio Pinheiros e rio Tietê.
Os mapas apresentados pela prefeitura durante a consulta pública indicam uma rede hidroviária que pode ultrapassar 70 quilômetros de extensão caso todos os trechos planejados sejam implantados.
Dentro desse cenário, o eixo do rio Pinheiros aparece como uma das principais conexões estruturais, com cerca de 25 quilômetros navegáveis entre Jurubatuba e a confluência com o Tietê. Já o trecho urbano do rio Tietê poderia somar cerca de 20 quilômetros de navegação.
Metrô aquático deve operar nos rios Pinheiros e Tietê (Montagem com uso de IA)
Nas represas da zona sul, os estudos apontam aproximadamente 20 quilômetros de rotas na Billings e cerca de 12 quilômetros na Guarapiranga.
Além do transporte de passageiros, o plano municipal também prevê uso logístico das hidrovias. A proposta inclui ecoportos para apoio operacional, embarque de cargas e serviços ligados à gestão de resíduos sólidos.
Para permitir a navegação em diferentes trechos, os estudos consideram ainda implantação de estruturas complementares como marinas, estaleiros e eclusas, sistemas usados para transpor diferenças de nível da água.
Segundo a prefeitura, a prioridade atual do Programa de Metas 2025-2028 é ampliar os atracadouros da Billings e viabilizar o futuro sistema hidroviário da Guarapiranga. Já os projetos envolvendo o rio Pinheiros seguem em fase de estudos técnicos e ambientais.
