Atrasadas, obras da segunda fase da Linha 4-Amarela ficaram R$ 120 milhões mais caras

Jean Carlos
Consórcio TC -Linha 4 Amarela assinou 10º aditivo com o Metrô em março, elevando o custo da obra em mais R$ 10,7 milhões. Trecho com cinco estações e ampliação do pátio deveria ter sido concluído em janeiro de 2020
Estação Vila Sônia em fevereiro (CMSP)

O Metrô assinou um novo aditivo com o consórcio TC – Linha 4 Amarela no dia 25 de março que elevou o custo da obra da fase 2 da Linha 4 em R$ 10,7 milhões. O contrato, assinado em julho de 2016, previa um prazo de execução de 42 meses a um custo total de R$ 858,7 milhões.

No entanto, de lá para cá a obra encareceu nada menos que R$ 120 milhões, chegando a um valor de quase R$ 980 milhões, incluindo o 10º aditivo, assinado no mês passado. O consórcio é responsável por entregar quatro estações e ampliação do pátio e terminal de ônibus em Vila Sônia. Ele assumiu o projeto após outro consórcio, o Isolux Corsan, abandonar a obra após entregar apenas a estação Fradique Coutinho em 2014.

Até o momento, o TC – Linha 4 Amarela entregou as estações Higienópolis-Mackenzie, Oscar Freire, São Paulo-Morumbi e a ampliação do pátio de manutenção para a ViaQuatro. Falta a conclusão da estação Vila Sônia e seu terminal de ônibus anexo e que tem previsão de entrega em maio próximo.

Apesar disso, a nova estação só deverá começar a funcionar em dezembro por conta do atraso na implantação de sistemas pela empresa Siemens. Segundo o governo, a fabricante alemã foi afetada pela pandemia e não conseguiu cumprir os prazos originais.

Os aumentos previstos no aditivo estão concentrados em serviços e equipamentos que deverão ser adquiridos para a finalização da estação e terminal de ônibus Vila Sonia, áreas do Pátio além de serviços no VSE David Matarasso.

O custo atualizado da fase 2 da Linha 4-Amarela (CMSP)

Histórico de atrasos

O aumento nos custos da obra está dentro da lei, que limita em 25% do valor original dos contratos (o gasto extra totaliza até aqui 14% de aumento), mas incomoda pelo fato de que o cronograma original não foi cumprido. Em tese, a obra deveria ter sido concluída em janeiro de 2020.

É normal, no entanto, que o Metrô altere as planilhas de serviços, incluindo novos itens não previstos e também suprimindo parte deles, mas o histórico da companhia é quase sempre de expansão dos gastos e atraso no cronograma, raramente cumprido por diversas razões.

A estação Vila Sônia, por exemplo, tinha uma previsão já atrasada de entrega em dezembro, mas ainda passa pela instalação de itens como iluminação, bloqueios, escadas rolantes, elevadores e testes de funcionamento das portas de plataforma, como explicou o presidente do Metrô, Silvani Pereira, em post nas redes sociais nesta semana.

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