O Metrô de São Paulo informou por meio de suas redes sociais que espera receber o resultado dos testes com o monotrilho da Linha 15-Prata nesta quarta-feira, 11. A Bombardier, fabricante do trem, está realizando simulações com as composições desde a semana passada em busca de identificar o que causou a explosão de um pneu e obrigou todo o ramal a suspender a operação desde o dia 29 de fevereiro.

“A Bombardier se comprometeu a apresentar nesta quarta-feira, 11, os resultados das análises feitas nos pneus e trens do monotrilho da Linha 15-Prata, após realizar testes dinâmicos complementares nessa madrugada. O Governo do Estado segue cobrando urgência na apuração e resolução do problema para que a linha volte a atender os passageiros com todas garantias de seu funcionamento adequado”, diz a nota.

Como medida de precaução, a companhia acionou junto à SPTrans o sistema Paese, que fornece até 60 ônibus articulados para percorrer o trecho entre Vila Prudente e São Mateus sem custos para os usuários, até o próximo domingo, dia 15 de março.

Metade da frota ativa

No começo desta semana, o jornal SPTV, citando fontes, afirmou que a Bombardier havia afastado problemas estruturais como provável causa dos danos nos pneus. Restaria então as rodas e próprios pneus como suspeitos do problema. Para tentar identificar a falha, a empresa trouxe técnicos do Canadá para colher resultados e enviá-los a laboratórios no exterior. Embora seja um modelo novo, o Innovia 300 se baseia na experiência da fabricante em outros monotrilhos produzidos anteriormente.

O novo problema com o monotrilho ocorreu em um período em que a linha do metrô passou a ter uma demanda crescente, após o início da operação plena em três novas estações. A expectativa do governo é que esse trecho seja capaz de atender a mais de 300 mil pessoas por dia útil. No entanto, chama a atenção uma informação revelada pelo Metrô nas redes sociais, a de que os 60 ônibus articulados possuem “capacidade de atendimento similar aos 12 trens que atendiam na Linha 15”.

Trata-se de metade da frota disponível de trens de monotrilho, atualmente em 23 unidades (além de quatro fora de uso, incluindo dois trens avariados após colisão). Com apenas 12 composições em operação em uma linha de cerca de 13 km, os intervalos têm sido altos, de pelo menos 223 segundos em janeiro, segundo informação do próprio Metrô.

Em novembro, antes da inauguração das estações Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus, o Metrô e a Bombardier realizaram uma simulação de operação que contou com nada menos que 22 trens, mas não se sabe porque a companhia ainda não conseguiu reproduzir esse carrossel durante a operação real. Um sintoma claro de que o ramal ainda sofre com mais problemas além do rompimento do pneu.

Técnicos da Bombardier estão analisando as causas do incidente desde a semana passada