Coesa inicia preparação para lançamento de vigas-trilho na Marginal Pinheiros

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Trecho da Linha 17-Ouro, famoso pelos pilares com ares de abandono, deve ser retomado em breve, segundo presidente do Metrô
Trecho da Linha 17 na Marginal Pinheiros: visual abandonado deve mudar em breve (CMSP)

Uma paisagem incômoda está prestes a mudar finalmente, o trecho de pilares incompletos na Marginal Pinheiros da Linha 17-Ouro. Segundo o presidente do Metrô, Silvani Pereira, a Coesa Engenharia, responsável pela finalização das obras civis do ramal, já iniciou os preparativos de montagem dos canteiros na região.

“Entre preparação e assentamento de pisos, ligação da rede hidráulica, retirada de solo, execução de alvenaria e montagem de canteiro de obras no trecho da Marginal Pinheiros onde teremos o lançamento de vigas. São várias frentes de trabalho, com um único objetivo: concluir as sete estações e o Pátio Água Espraiada”, afirmou o executivo em post no seu perfil no Instagram.

A passagem da Linha 17 pela Marginal Pinheiros ocorreu após uma mudança no estudo inicial do ramal de monotrilho, que chegou a prever utilizar o canteiro central da avenida Chucri Zaidan. Para instalar as estruturas de suporte da via ao largo do rio Pinheiros, o Metrô precisou interditar a ciclovia da CPTM e utilizar uma solução técnica diferente de outros trechos, onde os pilares têm apenas uma fundação.

Funcionários da Coesa na estação Campo Belo (CMSP)

A obra foi iniciada pelo consórcio Monotrilho Integração, mas acabou interrompida várias vezes. O resultado é simbólico dos problemas que a linha teve desde que foi iniciada, em 2012. Ainda não está claro como a Coesa fará o lançamento das vigas-trilho na Marginal Pinheiros já que não seria possível levar guindastes numa distância segura. Originalmente, o Metrô havia projetado uma espécie de ‘trilho’ na região da ponte do Morumbi por onde as vigas seriam transportadas para o canteiro.

Segundo, Silvani, todas as vigas-trilho estão prontas, ou seja, foram finalizadas pelo consórcio anterior. Além da Marginal, a Coesa também lançará essas estruturas no pátio Água Espraiada no futuro.

A construtora tem ampliado o número de funcionário na obra após um início de atividades lento. A meta é concluir a parte civil até o final do ano que vem, restando apenas que o contrato de sistemas (trens, equipamentos e softwares para operação) seja retomado – atualmente suspenso pela Justiça.

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1 comment
  1. Eu acho difícil a COESA terminar todos os trabalhos até o fim do ano.
    Se passar ali no Pátio Aguas Espraiadas, dá pra notar que existe um trabalho IMENSO a ser realizado.
    Tem muita coisa inacabada…
    Não entendi pq o metro desmembrou os trabalhos das estações – deveria ter sido pacote fechado, igual a CCDI fez na estação MORUMBI.

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