Nesta sexta-feira, 3, o secretário dos Transportes Metropolitanos publicou novas fotos do avanço das obras da estação Morumbi da Linha 17-Ouro em seu perfil no Instagram e aproveitou para cobrar a Justiça a respeito de processos que estão aguardando julgamento como o das obras civis das demais estações do ramal de monotrilho. Alexandre Baldy só deixou de comentar que a estação Morumbi deveria ter sido concluída no dia 1º de julho, como aliás constava da página da construtora Camargo Correa, responsável pela obra, quando esse artigo foi redigido.

A realidade é que nesta semana o Metrô assinou um novo aditivo com a empresa postergando o prazo de entrega em 104 dias. Agora, a construtora tem até o dia 14 de outubro para concluir os trabalhos. Originalmente, o contrato previa a entrega no por volta de julho de 2019, mas também não foi cumprido.

O atraso, embora pequeno se comparado ao de outras obras, evidencia uma incômoda falta de transparência do governo quando se trata de dar notícias negativas. Teria sido oportuno se Baldy tivesse aproveitado o post na rede social para informar à sociedade que a obra atrasou quatro meses. Embora sua conclusão, como afirmamos aqui, não se refletir na solução dos inúmeros problemas da Linha 17, é de bom tom que as empresas contratadas cumpram as metas estabelecidas.

Houve inclusive alguns motivos justificados para isso como a pandemia do coronavírus que chegou a paralisar as obras da estação, conforme informado pelo presidente do Metrô também nas redes sociais. Ou seja, não custa ser transparente de fato, mesmo nos infortúnios.

Escadas rolantes

Nos próximos meses, a Camargo Correa terá a missão de concluir o acabamento da nova estação. As images desta semana mostram algumas áreas com pisos aplicados,  cobertura das plataformas concluídas e parte do revestimento da estrutura de ligação com a estação da Linha 9-Esmeralda instalado. As escadas rolantes também foram entregues e devem ser montadas nas próximas semanas.

Mas há ainda bastante trabalho sobretudo no acesso, passarelas e mezanino de ligação, que ainda não receberam vidros e outros detalhes. Nada que impeça que obra seja de fato resolvida até outrubro.

As obras da estação foram iniciadas em dezembro de 2017 a um custo na época de R$ 114 milhões. O prazo de entrega dos serviços era de 18 meses a partir da emissão da ordem de serviço, o que corresponderia a julho de 2019, ou seja, um ano atrás. Se cumprir o novo prazo, a Camargo Correa terá levado quase três anos para conclui-la, comprovando que contratos públicos no Brasil são feitos para não serem seguidos à risca.

Leia no Lulica
Insônia, aumento de apetite, problemas de visão 29/9/2020