O governo federal, por meio da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) do Ministério da Economia, aprovou nesta semana que a gestão Doria contraia um empréstimo de US$ 550 milhões (cerca de R$ 2,9 billhões) para financiar as obras da Linha 2-Verde entre Vila Prudente e Penha.

Segundo comunicado da União, o valor será usado “no atendimento da crescente demanda enfrentada pelo sistema de transporte da região metropolitana da capital paulista, aumentando a oferta e os níveis de mobilidade por meio da expansão da linha 2 e da aquisição de 44 novos trens para o sistema metroviário”.

O financiamento será feito por meio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) que, por ser uma instituição estrangeira, exige que o governo federal seja avalista do contrato. O governo Doria havia dado entrada no Cofiex no início do primeiro semestre e aguardava a aprovação desde então.

O montante deverá ser suficiente para que a obra de 8 km de extensão e oito estações seja tocada até praticamente o final. Atualmente, o Metrô tem bancado o projeto com outros recursos, suficientes para cerca de um ano de obras, segundo apurou o site. No entanto, o ritmo dos trabalhos é bastante aquém do planejado. Até outubro, a companhia havia investido apenas R$ 68 milhões, ou 25% dos 272 milhões previstos para 2020.

A expectativa é que essa situação mude a partir de 2021 quando os canteiros das estações e poços estarão em pleno funcionamento. Um dos pontos mais importantes, a fabricação da tuneladora que escavará os túneis, foi adquirida recentemente pelo consórcio responsável por esse trabalho.

O custo dos 8,3 km de ramal é de R$ 5,5 bilhões já incluídos os valores pagos para desapropriações. A intenção do Metrô é de entregar as oito estações em duas etapas: as estações Vila Formosa, Anália Franco, Santa Clara e Orfanato em 2025 e as estações Penha, Aricanduva, Guilherme Giorgi e Santa Isabel em 2026.

Maquete do tatuzão da Linha 2-Verde(Reprodução)