Conpresp abre processo para tombar sede do Sindicato dos Metroviários em SP

Edifício construído nos anos 80 está localizado em terreno leiloado pelo Metrô para a empresa UNI 28 SPE, que ofereceu R$ 14,4 milhões pela área de 2,2 mil m²
Sede do Sindicato dos Metroviários (Google)

O Sindicato dos Metroviários e o Ministério Público de São Paulo tiveram êxito em convencer o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) a abrir um processo de tombamento da sede da entidade, localizada no bairro do Tatuapé, na Zona Leste da capital paulista.

O tema foi discutido na 755ª reunião do conselho nesta segunda-feira, 30, e a abertura do processo acabou aprovada por unanimidade pelos presentes. Os conselheiros concordaram também em estabelecer uma meta de 60 dias para realizar o levantamento de informações a fim de julgar o tombamento o quanto antes.

Durante a sessão, os presentes salientaram um suposto interesse arquitetônico do prédio de três andares, que teria características construtivas semelhantes a de estações da Linha 3-Vermelha do Metrô.

A estratégia do sindicato, que é apenas permissionário do terreno, é de tentar barrar a desocupação do imóvel, que foi construído em terreno cedido pelo Metrô de São Paulo na década de 80, próximo à estação Tatuapé.

No ano passado, a gestão do ex-governador João Doria (PSDB) determinou que a companhia se desfizesse de várias propriedades para cobrir parte do rombo financeiro – fez parte desse pacote a antiga sede do Metrô, na Rua Augusta, entre outros imóveis.

O terreno onde fica a sede do Sindicato dos Metroviários

Apesar do protesto da entidade, o Metrô leiloou o imóvel em 28 de maio do ano passado. A Uni 28 SPE, empresa criada pela construtora Porte, conhecida pelos inúmeros empreendimentos na região, arrematou o terreno pelo valor de R$ 14,4 milhões.

Em novembro de 2021, o imóvel foi escriturado em nome da arrematante, que move um processo na Justiça para obter a imissão de posse do imóvel – o Sindicato dos Metroviários deveria ter deixado o local em junho.

A reunião contou com a participação de pessoas ligadas ao sindicato, mas não houve o comparecimento de representantes do Metrô ou da empresa que venceu a leilão.

Em tese, o tombamento não impediria que o sindicato seja despejado do local já que o imóvel é de terceiro (leiloado pelo Metrô). Também teria sido oportuno que tanto a companhia quanto a Uni 28 SPE tivessem se manifestado na sessão, já que sofrerão um prejuízo milionário com o tombamento, por conta da obrigação em manter suas características.

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3 comments
  1. Pqp mano, que órgão nojento esse conpresp !!!! Tombam tudo na base da CANETADA, desrespeitando a democracia e o desenvolvimento da cidade!! Me diz, qual o valor histórico e arquitetónico deste edifício?? Percebe-se claramente a atitude política e golpista deste órgão que deveria zelar verdadeiramente pelo patrimônio arquitetónico da cidade…. lamentável!

    1. Tá falando em democracia??? O governador vende um imóvel cedido na base da CANETADA, desrespeitando um movimento sindical, numa atitude claramente política e golpista e vc vem acusar o Conpresp??? Vcs são uma piada mesmo

  2. edificio sem valor nenhum, querem se meter nos negocios da inciativa privada ! um nojo este conselho, bando de inuteis e desocupados !

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