Construtora EGTC obtém benefício fiscal para obras de extensão da Linha 4-Amarela

Empresa lidera consórcio contratado pela ViaQuatro por R$ 3,27 bilhões para construir trecho entre Vila Sônia e Taboão da Serra

Os três poços em escavação na estação Taboão da Serra
Os três poços em escavação na estação Taboão da Serra (Willian Moreira)

A EGTC Infra, uma das duas construtoras responsáveis pelas obras de extensão da Linha 4-Amarela até Taboão da Serra, obteve autorização da Receita Federal para utilizar benefícios tributários do Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (REIDI).

A decisão consta do Ato Declaratório Executivo DRF/SOR nº 1.458, assinado em 18 de setembro e publicado no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (21). A Receita concedeu à construtora a coabilitação no regime para sua participação no projeto da Fase III da Linha 4.

O REIDI permite a suspensão da cobrança de PIS/Pasep e Cofins sobre bens e serviços destinados à implantação de projetos de infraestrutura. No caso da EGTC, o benefício poderá ser aplicado às aquisições, locações e importações vinculadas à execução da extensão da Linha 4, dentro das condições previstas pela Receita Federal.

EGTC lidera consórcio de R$ 3,27 bilhões

A EGTC Infra lidera o Consórcio Expresso Linha 4, formado também pela portuguesa Teixeira Duarte – Engenharia e Construções. O grupo foi contratado pela ViaQuatro em 2025 após uma concorrência realizada de acordo com regras do Banco Mundial.

Estação Taboão da Serra terá portas de plataforma por padrão (ViaQuatro)

O contrato tem valor de R$ 3,274 bilhões e inclui a construção das estações Chácara do Jockey e Taboão da Serra, dos poços José Soarez de Azevedo e Yoshiharu Ogawa, da subestação José Braz, de uma nova subestação primária, dos túneis e da via permanente, além da implantação de sistemas previstos no pacote.

A extensão terá cerca de 3,3 km entre Vila Sônia e Taboão da Serra. As obras já estão em andamento em diferentes pontos do traçado e serão executadas sem tuneladora, com a abertura dos túneis pelo método convencional NATM a partir de diversos pontos de ataque. A previsão é de conclusão em 2031.

O contrato do consórcio, no entanto, não incluiu outros escopo como a sinalização CBTC, contratada junto à Siemens, e o fornecimento de seis novos trens, que caberá à CRRC.