CPTM aponta consórcio que deve gerenciar obras na Luz e Brás
Grupo formado por quatro empresas ficou em primeiro lugar no julgamento final de licitação para acompanhar investimentos da estatal durante quatro anos
A CPTM apontou o consórcio que deve assumir o gerenciamento de um conjunto de investimentos que inclui obras na Estação da Luz e no Complexo Brás. O resultado do julgamento final da licitação foi divulgado em 30 de setembro.
O Consórcio Gerenciador LGPK, formado por LBR Engenharia e Consultoria, Geribello Engenharia, Progetto Engenharia e Kingline Gerenciamento de Projetos e Serviços, terminou em primeiro lugar, com nota final de 95,95.
O resultado ainda não significa a contratação do grupo. O processo permanece em andamento e deverá passar pelas etapas posteriores antes da formalização do contrato.
A futura gerenciadora prestará serviços técnicos de acompanhamento dos empreendimentos, incluindo controle de cronogramas, custos, riscos e qualidade das intervenções. O contrato previsto pela CPTM terá duração de 48 meses.
O pacote faz parte de investimentos financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e reúne projetos em situações bastante diferentes.
Poço ainda a céu aberto na obra do túnel da Luz (Reprodução)
Obras na Luz já estão em andamento
Na Estação da Luz, a gerenciadora acompanhará uma intervenção que está em execução há vários anos e tem conclusão prevista para 2027.
O principal elemento é um novo túnel de aproximadamente 125 metros para melhorar a ligação entre as áreas da CPTM e a Linha 4-Amarela. O projeto também contempla escadas rolantes e fixas, elevadores e modificações nos acessos e espaços de circulação da estação.
As obras sofreram atrasos em relação ao cronograma original. O MetrôCPTM visitou recentemente o canteiro e mostrou o estágio atual da intervenção.
Brás terá remodelação de R$ 388 milhões
O outro grande empreendimento é a remodelação do Complexo Brás. Diferentemente da Luz, nesse caso a CPTM já contratou separadamente a elaboração dos projetos básico e executivo e a execução das obras.
O contrato, de cerca de R$ 388 milhões e prazo de 48 meses, prevê uma ampla reconfiguração da infraestrutura ferroviária no Brás e no Complexo Roosevelt.
Trem com a pintura da Trivia Trens, estacionado na estação Brás da Linha 12-Safira ((MetrôCPTM))
Entre as intervenções estão mudanças na geometria das vias, implantação e alteração de aparelhos de mudança de via (AMVs), adequações na rede aérea e na sinalização e a criação de uma área para estacionamento e limpeza de trens.
O projeto também prevê intervenções para facilitar a circulação das linhas que atravessam o Brás e melhorar o acesso dos trens às instalações ferroviárias existentes na região.
CPTM continuará à frente das obras após concessão
A intervenção no Brás ocorre em um momento de transição da malha. Em breve, as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade passarão a ser operadas pela Trivia Trens, após um curto período tumultuado em julho. A empresa também assumiu as estações atendidas por esses serviços e possui seu próprio programa de investimentos.
A concessão, porém, não eliminou os projetos que permaneceram sob responsabilidade da CPTM. A remodelação do Complexo Brás foi contratada pela estatal e continuará sendo conduzida como investimento público, paralelamente às intervenções previstas no contrato da Trivia, segundo os documentos do edital.
