Deságue marca primeira etapa da retomada das obras da estação Gávea do Metrô Rio

Retirada de 60 milhões de litros de água permite avanço da Linha 4 após quase uma década paralisada

O poço da estação Gávea está sendo drenado
O poço da estação Gávea está sendo drenado (GERJ)

A estação Gávea do Metrô do Rio de Janeiro entrou em uma nova fase de obras após o início do processo de deságue, que começou em 14 de agosto. O procedimento envolve a retirada controlada de aproximadamente 60 mil litros de água acumulada diariamente, somando até o momento cerca de 9 milhões de litros escoados.

O deságue, realizado pelo Consórcio Construtor Gávea e autorizado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), deve ser concluído em até quatro meses. Após este processo, serão iniciadas as etapas de instalação dos trilhos e a detonação de um trecho de 60 metros de rocha, que exigirá a remoção de 140 mil toneladas ao longo de 11 meses.

A obra conclui o projeto original da Linha 4 do metrô carioca e, quando finalizada, tem previsão de beneficiar aproximadamente 20 mil pessoas por dia. Segundo a Secretaria de Transportes, o projeto deve gerar cerca de 2.500 empregos durante sua execução.

O governador Cláudio de Castro visitou as obras de Gávea (GERJ)

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O esgotamento da água ocorre de forma gradual, com capacidade de retirada de 250 mil litros a cada 24 horas, sob monitoramento permanente de órgãos técnicos para garantir a segurança da operação. A instalação da via permanente e das passagens de emergência será realizada em paralelo a outras frentes de trabalho.

O Plano Diretor Metroviário apresentado pelo governo do estado inclui, além do avanço da Linha 4 até o Recreio dos Bandeirantes, a ligação entre Estácio e Praça XV e a criação da Linha 3. A estação Gávea é apontada como elemento central dessa expansão, segundo a Secretaria de Transporte.

A estação deveria fazer parte da abertura da Linha 4, ocorrida em 2016, mas as obras pararam em meio a problemas com o consórcio construtor. O poço escavado de Gávea teve de ser inundado em 2018 porque ameaçava ruir.