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Em rede social, Alexandre Baldy promete “novidades” sobre retorno da Linha 15-Prata nos próximos dias

Secretário dos Transportes Metropolitanos havia dito que ramal de monotrilho deve retomar operação até no máximo o início de junho
Estação Jardim Planalto: retorno da Linha 15 "nos próximos dias"

Sem funcionar desde o dia 29 de fevereiro, a Linha 15-Prata do Metrô pode retomar sua operação perto de completar três meses após o incidente com o estouro de um pneu de um dos trens de monotrilho. Segundo afirmou o secretário dos Transportes Metropolitanos na semana passada durante live com blogs de mobilidade, incluindo o MetrôCPTM, o ramal deverá reiniciar seu serviço “nos próximos 23 dias”. Nesta segunda-feira, o executivo voltou a tocar no assunto em seu perfil no Instagram ao responder a um seguidor que “nos próximos dias, deveremos ter novidades” na Linha 15.

O consórcio CEML, do qual faz parte a Bombardier, fabricante do monotrilho, continua a trabalhar na correção das falhas do trem e também das vias, como explicou o secretário. “Tem sido motivo de testes constantes dos trens pela Bombardier, as intervenções na via estão sendo realizadas e quase concretizadas por parte das construtoras OAS e Queiroz Galvão que compõem o consórcio CEML. Acreditamos que o relatório apresentado de modo ainda não conclusivo pela Bombardier dá a correta posição de que o run flat é o responsável por aquela situação que nós vimos, do pneu estourar e parar no meio da via. Portanto, foram muitas as investigações, muitos os testes, raio-X, idas e vindas de peças, até troca de graxa foram realizados para que todos os pontos pudessem ser criteriosamente analisados. Cada teste desse, ‘AW2’ salvo engano, com determinada carga, ‘AW3’, com carga total e velocidade plena está sendo realizado, envia-se para o Canadá, para a França, para os países em que a Bombardier tem seus técnicos para que eles possam analisar e enviar relatórios conclusivos“, explicou.

A nossa cobrança efetiva é que o monotrilho da Linha 15-Prata retome definitivamente nos próximos 23 dias (em relação ao dia 14 de maio). Como essa alteraração tem sido feita em cada conjunto de roda de cada trem, existe um período para que nós possamos retomar a operação completa, de Vila Prudente a São Mateus. A equipe do Metrô tem trabalhado dia e noite, de madrugada em meio à pandemia, reuniões, testes, análises muito profundas para a gente saber qual o volume de trens que estarão disponíveis para decidirmos o trecho que irá operar nesse início de retomada. Mas que vai ser retomada na sua totalidade da linha, será sim“, afirmou Baldy.

Perfurações após Jardim Colonial para construção de novos pilares da Linha 15 (CMSP)

Defesa do monotrilho

Enquanto os testes para retomar a linha são feitos, as obras de ampliação do ramal seguem normalmente e ganham novas frentes de trabalho. O próprio consórcio CEML já está iniciando as obras de construção da extensão da via após a estação Jardim Colonial, onde será erguido um aparelho de mudança de via, como o site revelou em primeira mão. O local já conta com tapumes e os primeiros movimentos de funcionários. Enquanto isso, a futura estação Jardim Colonial se prepara para receber as vigas-trilho, que estão sendo fabricadas no próprio canteiro da obra, como mostrou o presidente do Metrô, Silvani Pereira também no Instagram.

Chamou a atenção inclusive uma afirmação do executivo sobre o futuro da Linha 15, uma rara defesa do monotrilho como modal viável para a Grande São Paulo. Confrontado por um seguidor, que relatava ter lido boatos de que o motivo do estouro do pneu estava relacionado com o excesso de passageiros no trem, Silvani foi enfático ao desmentir a desinformação sobre o monotrilho: “A causa do estouro do pneu já foi identificada e o consórcio responsável realiza testes para que possamos retornar a operação com segurança. Quanto a capacidade do monotrilho, é preciso esclarecer que todo o projeto de trens, vias, estações e sistemas foi elaborado para atender a demanda prevista em toda a sua extensão. No mundo há monotrilhos que atendem capacidades até mais elevadas do que a da Linha 15, como por exemplo, em Chongqing (China), onde apenas uma das linhas transporta mais de 1 milhão de passageiros todos os dias. Sendo assim, não vemos motivo para não continuar a implantação da linha, pelo contrário, já estamos construindo mais uma estação (Jardim Colonial), que deverá estar pronta no próximo ano, e desenvolvendo os projetos para sua expansão“, disse.

De fato, como revelou o site recentemente, a companhia já está avançando com mais três estações além de Jardim Colonial: Ipiranga, para conectá-la à Linha 10-Turquesa, e Boa Esperança e Jacu Pêssego.

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About the author

Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

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