Empréstimo de R$ 2,9 bilhões para a Linha 2-Verde é assinado nesta quinta-feira

Financiamento de US$ 550 milhões proporcionado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) será usado pelo Metrô na expansão do ramal e na compra de novos trens
Obras da estação Penha da Linha 2-Verde em setembro de 2022 (iTechdrones)

Cerca de dois anos e meio após o governo do estado de São Paulo iniciar os trâmites para obter um empréstimo de US$ 550 milhões (cerca de R$ 2,9 bilhões) junto ao Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), o contrato do financiamento finalmente será assinado nesta quinta-feira, 15, em Brasília.

Os recursos serão usados na expansão da Linha 2-Verde entre Vila Prudente e Penha, com oito estações e 8 km de entensão. As obras tiveram a ordem de início emitida em 2019 e devem ser concluídas até 2026 na mais recente previsão do Metrô.

O prazo total do financiamento é de 23 anos, mas inclui um período de carência de seis anos.  Até o momento já foram aplicados R$ 1,85 bilhão em recursos do próprio governo, explicou o Metrô.

Neste ano, foram aplicados R$ 635,7 milhões na obra, mas até agosto o Metrô informa um volume maior, de R$ 777 milhões. Somente em 2022 estão previstos investimentos de R$ 1,4 bilhão.

Ao todo, o empreendimento deverá consumir R$ 8,6 bilhões, o que inclui não apenas a infraestrutura como o material rodante. Para isso, a companhia finaliza os últimos detalhes da licitação de aquisição de 44 trens novos, que deve ser lançada nas próximas semanas. Metade dessas composições será incorporada à Linha 2-Verde.

Novas estações da Linha 2-Verde (CMSP)

Efeito político-eleitoral

O empréstimo de US$ 550 milhões foi solicitado pelo governo do estado no início de 2020 e logo obteve aprovações do governo federal em dezembro daquele ano e do CAF em agosto de 2021. No entanto, o pedido acabou travado no Cofiex, que examina a capacidade de endividamento dos entes da federação.

Parte do Ministério da Economia e lotado no Tesouro Nacional, o Cofiex manteve o processo de empréstimo parado por vários meses. Somente em julho deste ano o governo Bolsonaro enviou um projeto de lei para o Senado a fim de obter aprovação para a assinatura do contrato, o que ocorreu no início de agosto.

A demora levou o secretário Felipe Salto, do governo paulista, a sugerir que o financiamento havia se tornado um problema político – por conta dos embates entre o presidente e o então governador do estado, João Doria.

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