Entenda o que houve com os vagões de trens ‘abandonados’ pela ViaMobilidade

Alguns vagões da Série 7000 têm chamado a atenção por estarem expostos num área não concluída do Pátio Bolívia. Entenda quais são esses trens e se a ViaMobilidade pode tomar essa ação
Composição 7008 canibalizada (Diego Metroferroviário)

Recentemente, imagens de trens aparentemente abandonados no pátio de Presidente Altino circularam pelas redes sociais. As fotos causaram certo espanto em alguns passageiros por conta da idade dos trens, que são consideradas relativamente novos.

Uma questão que deve-se colocar é: quais carros (vagões) e para onde estão sendo deslocados? Existe algum motivo para esta ação por parte da ViaMobilidade?

Carros da composição Q008 no pátio Bolívia (Diego Metroferroviário)

Segundo fotografias registradas pelo canal Diego Metroferroviário, alguns carros da composição Q008 (7008) foram deslocados das vias do pátio de Presidente Altino para uma área mais distante, onde existem as ruínas do chamado pátio Bolívia.

A composição Q008 foi um dos trens entregues pela CPTM já imobilizado, ou seja, retirado da operação. Este trem causou um acidente na estação Palmeiras-Barra Funda onde houve a colisão com uma composição da Série 1700 em 2011.

Desde então o trem 7008 permaneceu parado em processo de canibalismo pela estatal. Neste processo o trem tem suas peças retiradas para alimentar outras composições da mesma série.

Segundo o contrato de concessão, a ViaMobilidade tem a opção de realizar o restauro deste trem, ou de repor a frota com a compra de mais dois novos trens. 

A concessionária optou por adquirir duas novas composições da Alstom, uma vez que o custo benefício seria maior. O site fez uma matéria descrevendo como ficará a frota de trens durante a concessão.

A priori não existe nada irregular com o deslocamento dos trens, entretanto é importante salientar que as composições precisam estar em um local mais protegido, para assim evitar problemas ambientais, sobretudo aqueles decorrentes do acúmulo de água parada.

Em nota enviada ao site, a ViaMobilidade explicou a situação dos vagões. “A ViaMobilidade informa que, ao assumir a concessão das linhas 8 e 9 de trens, recebeu duas composições avariadas. A concessionária optou então por adquirir dois novos trens em vez de recuperar os danificados“, disse a concessionária.

As peças mais complexas dessas composições, que se encontram no pátio em Presidente Altino, estão sendo retiradas para análise do fabricante – entre essas os truques. As demais passarão por reparos internos e externos, testes estáticos e funcionais, para que tenham sua qualidade assegurada. Após essa avaliação e tratamento, as peças retiradas, com capacidade para reaproveitamento, serão utilizadas como sobressalentes“, concluiu a empresa.

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  1. São trens condenados após acidente que causou danos estruturais “irreparáveis” (dado o custo próximo ao de trens novos). Todos os itens aproveitáveis estão sendo removidos para a via morta (via adequada do pátio onde podem ficar estacionados sem atrapalhar a operação e manutenção) enquanto que as carrocerias aguardam sucateamento e reciclagem. Como é uma empresa privada, só precisa contratar uma empresa especializada em descarte e reciclagem.

    Nada demais. Veremos se a Via Mobilidade será mais eficiente em descartar a sucata que a CPTM nesse sentido.
    A empresa estatal abandonou dezenas de trens sucateados durante anos em vários pátios, servindo de criadouro de dengue, abrigo para viciados e afins e ninguém (exceto moradores do redor dos pátios) nunca cobrou a rápida remoção dessas sucatas. De tempos em tempos a estatal faz leilões de sucata (burocráticos) mas a quantidade de sucata aguardando leilão é maior.

  2. Acúmulo de água parada causa problemas sanitários e não ambientais.
    Trem é amiguinho do meio ambiente 😉

  3. Não foram abandonados pela ViaMobilidade, e sim pela CPTM. O título é tendencioso e tenta trazer mais negatividade ao conturbado momento da gestão privada nos trens metropolitanos.

    1. Surpresa será no dia em que o sr. Jean Carlos escrever algo negativo sobre a CPTM e o Metrô. É uma pena, pois destoa muito da linha editorial combativa e independente do site.

      1. Mas aí vocês não viram então as aspas na palavra ABANDONADAS, a qual tem justamente o intuito de se valer de uma expressão que esta sendo veiculada no geral mas que não condiz com os fatos.

        A matéria é a mais detalhada que eu encontrei a respeito, até porque nos demais casos a linha editorial era puramente especulativa, sendo que o espaço aqui além de apresentar um histórico dos fatos, também divulga a versão da concessionária.

        Com todo respeito mas vocês estão vendo algo que não há na matéria.

        1. Enquanto isso, temos matéria nova sobre o Jardim de Chuva premiado da estação Jaraguá da CPTM. Advinha quem postou…

          1. Engraçado que quando postou matéria sobre a nebulização dos trens da viamobilidade ou que a viamobilidade cortou o mato, vc não veio reclamar.

            Agora vc Ivo, já é conhecido de muito tempo e por todos de defender a cupula do governo e as concessionárias.

        2. Lucas A. Santo,
          Não esqueci a respeito daquela sua indagação sobre aquele estudo ligado à inserção urbana de toda malha, o qual por sua vez, foi elaborado em 2010 pela Fupam, ligada à Universidade de São Paulo contratado pela CPTM, estou próximo de conseguir com um parceiro esta informação.
          Estudo este contempla um livro de ~350 páginas, ilustrado, denominado “Plano Diretor de Inserção Urbana da CPTM”, e se ele está acessível ou não.

          O exemplar inicia com uma espécie de apresentação sobre o sistema, devidamente ilustrado com mapas e fotografias, em seguida, são apresentados nove capítulos: 1- Introdução, 2-Metodologia, 3- A rede da CPTM, 4- Linha 7, 5- Linha 8, 6-Linha 9, 7- Linha 10, 8- Linha 11 e 9- Linha 12.

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