Escavação de túneis da Linha 6 já atingiu 450 metros

Acciona concluiu ligação de dois poços ao norte do VSE Tietê nesta semana e que permitirá que o “tatuzão” sul passe a escavar no sentido Sâo Joaquim. Governo Doria fala em início em dezembro, mas trabalho real pode ficar para 2022
Acciona rompe a divisão entre os dois poços da Linha 6 (Acciona)

O governo Doria realizou nesta terça-feira (23) uma cerimônia simbólica de ligação de dois poços próximos ao canteiro de obras onde estão os tatuzões da Linha 6-Laranja. Segundo a Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM), a nova etapa concluída permitirá a escavação no sentido sul e a montagem da tuneladora que irá em direção ao norte.

O evento, que contou com a presença do novo secretário dos Transportes Metropolitanos, Paulo José Galli, teve como ápice a abertura de uma parede que separava os dois poços, escavados por conta de uma mudança no projeto já que a área possui uma falha geológica que dificultaria o trabalho do tatuzão.

Segundo a STM, o shield que escavará em direção à estação São Joaquim começará a funcionar em dezembro. No entanto, segundo informações apuradas pelo site, o trabalho de fato estaria previsto apenas para o início de 2022.

O primeiro tatuzão da Linha 6: partida em dezembro (iTechdrones)

Diante da complexidade que envolve a operação de uma tuneladora não será surpresa se a imensa máquina comece a avançar de fato apenas daqui a alguns meses.

Nada impede, portanto, que a atual gestão faça um acionamento simbólico do “tatuzão” apenas para registro em dezembro. Isso já ocorreu em outras ocasiões, como na cerimônia em que o equipamento que escavou o túnel duplo da Linha 5-Lilás foi ligado, mas só avançou tempos depois.

Enquanto a montagem do primeiro tatuzão está na reta final, a Acciona, construtora que é parceira do governo no projeto, teve avançado na abertura de túneis pelo método NATM (ou túnel mineiro). Segundo o governo, já existem 450 metros de túneis abertos, em áreas como o pátio Morro Grande e o SE Aquinos, entre outros.

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  1. OFF TOPIC, mas envolve a L6:

    Seria adequado já começarem os estudos da Linha Laranja pra ir pelo menos até São Carlos – Parque da Mooca?

    Seriam só mais 4 estações após São Joaquim: Conselheiro Furtado / Cambuci / Alberto Lion e a própria SC – PDM.

    Junto da Linha 710 da CPTM e levando a 15 – Prata até lá já seriam 3 linhas juntas.

    Considerando que no futuro a 16 – Violeta vai passar ali também, São Carlos – Parque da Mooca se tornaria tão vital quanto Brás e Luz.

    Uma última coisa seria também levar a Linha 5 – Lilás até lá, ao invés de Ipiranga.

    Uma super estação na Zona Leste, planejada desde o princípio pra ser isso.

  2. Concordo Marcos, facilitaria inclusive a concessão da Linha 10, que pelo jeito, vai ser segregada da linha 7. Revitalizando esse trajeto com pelo menos 4 ou 5 estações novas e reformadas.

    Sugeri ao antigo secretário a extensão da linha 5 além do Ipiranga. O correto seria chegar na carregada linha 3-vermelha. A linha com número maior de passageiros deveria ter mais duas estações para troca de passageiros, além da Penha (linha 2-verde).

    Bresser-Mooca ou Belém, uma dessas duas estações, pela linha 5-lilás, após o Ipiranga.

    E nessa futura linha 16, ou 6, a extensão não ficar só no Jardim Brasília, mas ir até Artur Alvim, apenas uma estação a mais no trajeto. Isso diminuiria o fluxo de passageiros numa mesma linha e aumentaria a qualidade da viagem dos passageiros da zona leste.

    1. Na vdd essas medidas só carregariam ainda mais a L16 tornando ela a nova L3, a zona leste inteira tem demanda pendular, interligar linhas nesse trecho com trajeto paralelo é só sobrecarregar uma delas, deixando as pontas delas em áreas diferentes da ZL faz com q a demanda seja seccionada entre as 3 linhas

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