Estação Anália Franco é a mais adiantada da expansão da Linha 2-Verde
Dados obtidos via Lei de Acesso à Informação mostram atual estágio das obras do ramal que chegará até Guarulhos
Diferentemente da Linha 6-Laranja, cuja responsável, a Linha Uni, divulga dados de evolução de cada canteiro a cada dois meses, a expansão da Linha 2-Verde entre Vila Prudente e Dutra não tem seu estágio compartilhado pelo Metrô de São Paulo com frequência.
O site MetrôCPTM, no entanto, conseguiu dados oficiais por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) e revela a seguir o status do projeto.
Na primeira fase, prevista para o fim de 2027, as obras já atingiram um estágio avançado. As quatro estações iniciais — Orfanato, Santa Clara, Anália Franco e Vila Formosa — concentram os maiores percentuais de execução, com destaque para Anália Franco, que lidera com 71,16%. Esta estação, no entanto, terá uma troca de consórcio após o Metrô atingir o teto de aditivos, o que pode atrasar sua conclusão.
O trecho entre Vila Prudente e Penha (CMSP)
A substituição de empresas também afeta Orfanato (63,13%) e Santa Clara (59,17%) que aparecem na sequência, enquanto Vila Formosa ainda está em um estágio intermediário, com 45,85%. Nesse mesmo bloco, o avanço dos túneis e vias do primeiro trecho, com 75,95%, indica que a escavação principal está próxima da conclusão nessa etapa.
Os túneis do trecho entre o Complexo Rapadura e o VSE Falchi Gianini foi concluído pela tuneladora Cora Coralina no primeiro semestre do ano passado.
Estação Penha lidera
A segunda fase, com entrega prevista para 2028, apresenta avanço consistente e mais equilibrado. As estações Santa Isabel (50,83%), Guilherme Giorgi (57,75%), Aricanduva (54,76%) e Penha (59,51%) já superaram ou se aproximam da metade das obras civis, enquanto o Complexo Rapadura, estrutura operacional relevante, está com 49,7%.
A etapa entre Penha e Guarulhos (CMSP)
Apesar dos índices relevantes, esse trecho ainda depende do avanço do tatuzão, que está prestes a chegar à Aricanduva. A previsão é que ele monte todos os túneis até o Rapadura no final deste ano.
A terceira etapa, que levará a linha até Guarulhos, teve os primeiros movimentos de obras iniciados em 2025. Nesse segmento, os percentuais ainda são residuais: Penha de França, a única de fato em obras, aparece com 2,76%, enquanto Gabriela Mistral, Fernão Dias, Ponte Grande e Dutra permanecem abaixo de 1%.
Na prática, apenas Penha de França já conta com frentes mais visíveis de obra, incluindo escavações iniciais e canteiro ativo. As demais estações ainda estão em fases preliminares, como mobilização de áreas, desapropriações, limpeza de terreno e preparação de canteiros.
Projeção do Pátio Paulo Freire (CMSP)
Túneis e vias do trecho final somam apenas 0,16%, basicamente preparativos para a partida do novo tatuzão chinês que chegou dias atrás ao Brasil e começará a escavar no segundo semestre. Já o pátio Paulo Freire, essencial para a operação, registra 0,09% e deve iniciar obras nas próximas semanas.
Ao contrário das duas primeiras etapas, o trecho até Guarulhos ainda não tem uma meta conhecida de entrega. A expectativa, no entanto, é que isso ocorra de 2030 em diante.
