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Estação Eucaliptos da Linha 5-Lilás enfim abre nesta sexta-feira

Com operação assistida, parada localizada em frente ao Shopping Ibirapuera funcionará das 10h às 15h, de segunda a sábado
Estação Eucaliptos: enfim inaugurada nesta sexta-feira (02)

Depois de vários adiamentos, o Metrô inaugura nesta sexta-feira (02) a estação Eucaliptos, 11ª parada da Linha 5-Lilás. Localizada no bairro de Moema, a nova estação fica em frente ao Shopping Ibirapuera e acrescentará cerca de 2,8 km à linha além de levá-la para uma região hoje sem transporte sobre trilhos.

Como em outras inaugurações, Eucaliptos funcionará em horário reduzido, das 10h às 15h e sem cobrança de tarifa para quem embarcar nela até Brooklin. A partir dali, para seguir viagem será preciso subir até o piso onde estão os bloqueios e pagar passagem.

A novidade é que a operação assistida funcionará de segunda à sábado, já antecipando que aos domingos a Linha 5 deverá ser fechada para testes do CBTC, o sistema de comunicação e sinalização dos trens e motivo principal pelo atraso na entrega da estação.

Moema em abril

A “fatura” do atraso está sendo colocada no colo da Bombardier, empresa responsável pelo sistema que comanda os trens no chamado carrossel. É ele quem determina a velocidade, distância e ritmo das composições a fim de manter a operação segura e eficiente. Mas, para isso, é preciso aprimorar os software que comanda a operação. Segundo o governo, a empresa canadense deveria ter entregue nesta semana o certificado de operação do novo trecho.

No entanto, as pressões para que as estações sejam abertas antes do fim do prazo de descompatibilização do governador Geraldo Alckmin, pré-candidato à presidência do Brasil, tem causado seguidos adiamentos nas previsões de expansão da Linha 5, entre outras.

Seis meses atrás, o governo falava em abrir todas as estações restantes da linha (com exceção de Campo Belo), em dezembro do ano passado. Depois houve uma divisão de datas, com Eucaliptos devendo abrir em janeiro, Moema, AACD-Servidor e Hospital São Paulo em fevereiro, e Santa Cruz e Chácara Klabin em abril. Agora, além de Eucaliptos ter ficado para março, o Metrô diz que Moema será aberta ainda no início de abril enquanto as duas estações seguintes, vizinhas de hospitais, em maio – já as duas principais paradas por ligarem o ramal ao restante da rede de metrô, não têm uma data certa para serem inauguradas.

Longa viagem

Os passageiros que decidirem seguir viagem de Brooklin, atual estação terminal, até Eucaliptos percorrerão um longo trecho até lá. Passarão pela estação Campo Belo, que ainda está no meio das obras civis e que só ficará pronta no final do ano, pelo VSE Bandeirantes, local onde a linha deixa de percorrer túneis singelos (separados) para entrar num túnel de vias duplas para então parar na nova estação.

Como o blog mostrou numa visita recente, a nova estação segue o projeto visto nas três primeiras paradas abertas em 2017. Tem a imensa cúpula arrendondada além de um acesso lateral, ao lado do Shopping Ibirapuera. São quatro níveis até chegar à plataforma que não conta com portas de plataforma, postergadas para serem instaladas já durante a operação pela concessionária Via Mobilidade.

Com o fim das obras, a região ganha duas praças, um bicicletário e terá um rearranjo no viário com a reabertura da avenida dos Eucaliptos, fechada há anos. Confira ainda hoje como foi a inauguração da estação Eucaliptos em nosso site.

About the author

Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

4 Comentários

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  • Tenho viagem marcada para São Paulo em Junho e Julho. Pelo jeito em nenhuma das duas verei a linha 5 conectada às linhas 1 e 2. Infelizmente…

    • Rodrigo, mantenha as esperanças! É bem provável que as duas já estejam abertas ao menos em operação assistida.

  • Qual a proporção dos custos via/estações numa obra de metrô?
    Deveria dar prioridade em interligar as extremidades das linhas e depois ir entregando estações intermediárias como fizeram na linha 4. A prioridade precisa ser transportar o máximo de passageiros entre pontos opostos da cidade.

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