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Novas imagens detalham como ficará a estação Santo Amaro após reforma e ampliação

Ligação entre as linhas 5-Lilás e 9-Esmeralda está sendo executada pela concessionária ViaMobilidade e deve resolver gargalos atuais
Nova disposição da plataforma da Linha 9 (Oliveira Cotta)

Iniciadas em janeiro, as obras de reforma e ampliação da estação Santo Amaro ainda não embalaram, mas ao menos é possível antecipar como ficará o resultado após sua conclusão, prevista para 2022. Imagens do escritório de arquitetura Oliveira Cotta revelam vários detalhes do projeto, que irá ampliar o espaço de ligação entre as duas estações, da Linha 5-Lilás, construída sobre uma ponte estaiada, e da Linha 9-Esmeralda, da CPTM, que foi erguida nos anos 80 e é tombada pelo patrimônio histórico.

Como o site mostrou em primeira mão em fevereiro, a ViaMobilidade, concessionária que opera a Linha Lilás do Metrô, ficou encarregada de resolver o gargalo da ligação entre as duas estações, e que hoje impede que os passageiros consigam se deslocar entre as plataformas com conforto. Tudo por conta do aumento da demanda dos dois ramais, sobretudo após a Linha 5 ter passado a se conectar com outros ramais do Metrô.

Por ser tombada, a estação da CPTM dificultou algumas modificações, mas o projeto conseguiu contornar essas restrições e deverá melhorar significativamente o espaço. A novidade mostrada pelas imagens é justamente esclarecer as mudanças na estação da Linha 9-Esmeralda. Hoje a plataforma conta com apenas um par de escadas rolantes e que estão voltadas para o lado oposto do sentido da Linha 5. Com a reforma, haverá outro conjunto próximo ao extremo norte da estação.

Para abrir espaço para esse acesso, salas técnicas serão deslocadas para a ponta da plataforma, com isso os usuários sairão de frente para um corredor exclusivo de acesso às plataformas da Linha 5. A separação de fluxo deve fazer com que os passageiros que seguem no sentido da CPTM passem a utilizar as duas escadas atuais com exclusividade, evitando assim o cruzamento de pessoas pelo caminho.

Estilo desfigurado

Para facilitar o embarque e desembarque na Linha 5, a ViaMobilidade construirá duas pontes metálicas paralelas à ponte estaiada. Com isso, será possível ampliar o número de escadas e elevadores, hoje um grande problema em horários de pico. A mudança, no entanto, deverá desfigurar o projeto da ponte, uma das primeiras nesse estilo no Brasil. Uma das novidades do projeto é a possibilidade de implantação de um café na ponta de uma dessas estruturas metálicas e que pode ser notado em uma das projeções.

Com 4.000 m² adicionais, a ampliação também possibilitará a mudança do layout dos bloqueios, com a instalação de contadores por câmera em vez de catracas, o que facilitará o deslocamento dos passageiros – a ViaMobilidade também construirá uma nova bilheteria na estação.

Até o momento, no entanto, a concessionária tem realizado apenas modificações pontuais no corredor que liga as duas estações. Antes da pandemia do coronavírus, as duas estações recebiam diariamente quase 100 mil passageiros em dias úteis.

Atualizado às 17h00 de 17 de junho: Algumas imagens foram retiradas do artigo a pedido da empresa Oliveira Cotta.

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About the author

Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

5 Comentários

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  • Desfigurar é pouco Ricardo, deveriam proibir de essas passarelas ao lado das plataformas. Não ficou feio, ficou ridículo! É possível criar soluções sem descaracterizar a primeira ponte estaiada do Brasil, a mesma possui uma arquitetura leve, delgada. Esse projeto é de chorar.

    • Toda estação de integração entre linhas deve ter projeto específico para atender a demanda, que é maior do que a recebida por estações simples (sem integração com outras linhas).

      A estação Santo Amaro do metrô não foi projetada para integração com a Linha 9 e é inadequada para a demanda atual (sendo mera cópia das estações elevadas mais simples sem integração da Linha 5) , tendo sido construído dessa forma por falta de recursos na época (1998-2002).

      Não existe uma forma de ampliar a estação e preservar essa arquitetura sem desativar a Linha 5 por 18 a 24 meses para uma extensiva reconstrução. O projeto proposto permite a operação da Linha 5, o funcionamento da estação e a realização das obras, tudo ao mesmo tempo.

      Entre fechar a Linha 5 por até 2 anos para salvar uma arquitetura de gosto discutível ou atender a população sem parar a linha, creio que a maioria prefere a segunda opção.

  • Até q enfim ficará com cara de estação. A altura da história de Sto Amaro, q admiro d++, mesmo com seus percausos

  • Esse negócio tombamento histórico de não poder mudar a estação é ridículo não deveria existir isso sendo que a mudança é feita sempre para melhorias

    • Se é tombado é meio óbvio que não se pode alterar, se não desconfigura e deixa de preservar parte da história. A questão é a estação santo amaro, antiga largo 13 ser tombada. Não vejo nada de especial ali para ser tombado. Mas se foi assim considerado, há de se respeitar

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