Funcionários ressurgem nos canteiros da Linha 17, mas obras ainda não retornaram

Avatar
Vídeo de drone mostra Coesa realizando limpeza em estação dois meses após ordem de serviço. Governo Doria diz que há 200 trabalhadores no momento e que número subirá para 350 nos próximos dias
Estação Chucri Zaidan: limpeza do canteiro (iTechdrones)

A retomada das obras da Linha 17-Ouro tem se resumido a limpeza de canteiros e atividades menores dois meses após a ordem de serviço assinada pelo governador João Doria (PSDB). É o que mostram imagens aéreas do canal iTechdrones que sobrevoou a estação Chucri Zaidan nesta terça-feira (16).

O vídeo mostra funcionários em uniforme azul da Coesa Engenharia executando a limpeza em algumas áreas da estação, a primeira a ter a cobertura da plataforma iniciada, mas que até hoje permanece incompleta.

A Coesa, que venceu a licitação após um longo impasse judicial, deve concluir sete estações e o pátio Água Espraiada, que hoje encontram-se com a obra bruta praticamente pronta. Além disso, a empresa terá a tarefa de lançar as vigas-trilho faltantes, sobretudo no trecho à beira do rio Pinheiros e de difícil execução.

Na semana passada, o secretário Alexandre Baldy e o presidente do Metrô, Silvani Pereira, visitaram a obra, quando revelaram que a Coesa já tinha 200 funcionários trabalhando e com a expectativa de chegar a 350 pessoas “nos próximos dias”.

A Coesa iniciou seus trabalhos em meados de dezembro, mas até agora pouca coisa ocorreu (STM)

Em resposta em seu perfil no Instagram, Silvani afirmou que as vigas-trilho já estão prontas, faltando apenas o lançamento. O governo espera concluir o ramal de monotrilho até o ano que vem, mas a judicialização do contrato de sistemas, que inclui a fabricação de 14 trens, persiste.

A BYD SkyRail, vencedora da concorrência, chegou a iniciar os trabalhos em outubro, após julgamento favorável na 1ª instância da Justiça de São Paulo. No entanto, o consórcio Signalling conseguiu liminar na 2ª instância que paralisou o contrato até julgamento colegiado sem prazo para ocorrer.

No momento, o processo está sendo apreciado pela Procuradoria Geral da Justiça, que tem até o dia 30 de março para se manifestar.

Com 6,7 km de extensão operacional, a Linha 17-Ouro será operada pela ViaMobilidade. Ela contará com oito estações em seu primeiro trecho e demanda estimada em 165 mil usuários diários em 2023.

Total
8
Shares
1 comment

Comments are closed.

Previous Post

Acciona retoma obras da estação Freguesia do Ó

Next Post

Veja como o Metrô pretende vender os ‘naming rights’ das suas estações

Related Posts