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Governo admite que entrega da estação Vila Sônia da Linha 4 pode atrasar

Afirmação foi pelo secretário Alexandre Baldy durante apresentação à Assembleia Legislativa. Previsão conclusão em dezembro será reavaliada por conta de fornecedores do exterior
Estação Vila Sônia: entrega pode atrasar, admite governo (Gilberto Alonso)

Última estação em obras da Linha 4-Amarela, Vila Sônia pode ter sua inauguração postergada pelo Metrô. É o que revelou o secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, durante prestação de contas para a Assembléia Legislativa do estado nos últimos dias. Ao comentar sobre o projeto, o executivo admitiu que o prazo de conclusão atual, de dezembro de 2020, pode atrasar por conta de dificuldades de fornecedores do exterior.

“Estamos reavaliando sobre a perspectiva da pandemia se pode ocorrer algum atraso por conta dos fabricantes de materiais e de produtos que não estão no Brasil, por haverem paralisado as suas produções. Portanto, no mês de agosto teremos uma reavaliação bem profunda para dar essa resposta, se continuaremos mantendo o ritmo de obra que foi bem intenso desde o início da nossa gestão”, afirmou Baldy aos deputados.

Ainda segundo o responsável pela STM, a obra conta com 1.400 trabalhadores não apenas na estação do metrô como no terminal de ônibus anexo e que está em fase mais avançada de construção. Até então, o governo vinha afirmando que a obra seria concluída em dezembro, mas o início da operação se daria em janeiro. No entanto, o presidente do Metrô, Silvani Pereira, recentemente previu que isso ocorreria no primeiro semestre do ano que vem, sem estipular um mês específico.

Os trabalhos na estação, que deve ser uma das mais movimentadas da Linha 4, seguem intensos, como um vídeo do Metrô desta semana mostrou. Mas é notório que a obra civil pesada ainda está sendo executada em algumas áreas enquanto na superfície o imenso prédio do acesso já está na fase de acabamento, como revelaram imagens enviadas ao site pelo leitor Gilberto Alonso.

A nova estação deve acrescentar cerca de 1,5 km de extensão à malha metroviária e é atualmente a única obra subterrânea da companhia. Esse cenário deverá mudar nos próximos meses com o início das escavações das estações da Linha 2-Verde (extensão entre Vila Prudente e Penha) e também com a retomada dos trabalhos da Linha 6-Laranja com a nova concessionária Linha Universidades, de propriedade da empresa Acciona.

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Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

3 Comentários

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  • E alguém esperava algo diferente dos corruptos ineficientes do PSDB, que há 16 anos estão com essas obras pendentes?
    A única coisa que me surpreende de fato é a capacidade dos paulistas de reelegeram esta trupe consecutivamente, sendo que estes são os mais atingidos pelas ingerências deste partido nefasto, afinal, o status quo do Executivo paulista não anda de transportes públicos, pois têm a sua disposição uma frota de carros executivos.

    • Os tukanos andam de helicóptero, porque se forem de carro executivo ficam presos no trânsito que eles mesmos não tratam de melhorar por não darem atenção ao transporte público.

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