Governo dá luz verde para projeto funcional da Linha 5 até Jardim Ângela

Secretaria dos Transportes Metropolitanos aprovou termo de referência para que a concessionária ViaMobilidade contrate o projeto que detalhará a extensão do ramal Lilás com mais duas estações na Zona Sul
Extensão da Linha 5 até Jardim Ângela terá cerca de 4,3 km
Extensão da Linha 5 até Jardim Ângela terá cerca de 4,3 km (CMSP)

O governo Doria anunciou ter aprovado o termo de referência enviado pela concessionária ViaMobilidade e que visa contratar o projeto funcional da extensão da Linha 5-Lilás até o Jardim Ângela, na Zona Sul de São Paulo.

Na prática, pelo que o site entendeu da nota, apenas agora a ViaMobilidade teve aval para buscar uma empresa para executar esse serviço, que é essencial para se saber detalhes como o traçado, método de construção, locais que serão desapropriados e um custo geral do projeto.

No entanto, em comunicado enviado pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos em junho, já se anunciava que a concessionária havia aberto um processo para “que as empresas interessadas em participar da concorrência para elaboração do projeto funcional da obra civil e sistemas apresentem suas propostas”.

Nesses três meses, aparentemente, a ViaMobilidade finalizou os estudos iniciais do projeto e os passos para tirá-lo do papel, e que foram aprovados pelo governo.

Da mesma forma que em junho, a STM afirma que o processo levará 24 meses para ser concluído. Além do projeto funcional, haverá também estudo de demanda de passageiros e consultoria ambiental.

Sistema CBTC é testado nessas vias no Pátio Capão Redondo
A Linha 5 terá sequência até Jardim Ângela após o pátio Capão Redondo

A ViaMobilidade passou a contar com a possibilidade de assumir os custos de expansão da Linha 5-Lilás por conta de um aditivo assinado no primeiro semestre e que incluiu cláusulas contratauis que preveem reequilíbrios econômico-financeiros em caso de investimentos não previstos.

Até então, essa alternativa era proibida, exigindo que o governo do estado bancasse qualquer expansão ou modernização não prevista no contrato. Ainda assim é preciso que exista concordância de ambas as partes para que o projeto saia do papel.

O site enviou questionamentos à STM e à concessionária sobre os custos dos estudos e a respeito do momento em que será possível saber a viabilidade da extensão nas mãos da ViaMobilidade. A STM retornou nesta quarta-feira com a seguinte resposta:

A ViaMobilidade é responsável pelos custos dos estudos da obra de extensão da Linha 5-Lilás até o Jardim Ângela. Esse processo já está em andamento e inclui as seguintes etapas: projeto funcional, atualização desse projeto de forma aprofundada, consultoria ambiental e estudo de desapropriação“.

Extensão de 4,33 km

As informações preliminares a respeito da extensão da Linha 5-Lilás projetam que o trecho terá 4,33 km e duas estações, Comendador Sant’Anna, que será elevada, e Jardim Ângela, subterrânea. O ramal será ampliado a partir da estação Capão Redondo, passando pela lateral do pátio de mesmo nome e utilizando avenida Carlos Caldeira Filho até a Estrada do M´Boi Mirim.

O córrego Capão Redondo deverá ser canalizado para que as pistas sejam ampliadas. Famílias que estão no trajeto também deverão ser removidas, com destino ainda não conhecido.

O novo trecho deve atrair cerca de 130 mil novos usuários por dia ao ramal.

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12 comments
        1. O Sr. só não considerou duas 2 duas questões até que possa levar ao território de Parelheiros. A 1º Primeira para estender ao local trata-se de um APP ” área de preservação ambiental “.
          A 2º Segunda questão importante seria as desapropriações, pois trata-se de um número considerável de habitante que moram no entorno e haveria necessidade disponibilizar UHs as pessoas. Com o valor empregado neste empreendimento poderia atender outras regiões que estão em projetos, aguardando verbas para sua conclusão e um curto espaço de tempo no caso da Linha 17 Ouro ou 15 Prata ambas do Metrô.

          1. O Sr. não considerou algumas coisinhas:
            1º – Embora seja uma área de proteção ambiental, não excluir a necessidade da população de terem um transporte sobre trilhos de qualidade, pois o grande problema não é o trem, o ônibus, o hospital, a escola etc…, mas sim a fiscalização ambiental que é falha.
            INDEPENDENTEMENTE DO TREM, se a região não for fiscalizada, será degradada.

            2º – As linhas de metrô não são mais importantes que uma estação em Parelheiros, pois um empreendimento não excluir a necessidade da realização de outro. Olhe para hoje, existem obras em todas as regiões da cidade; todas tem sua importância para a população daquela região.

            3º – Nem eu e nem o Sr. sabemos a quantidade de habitações que seriam desapropriadas; o que sabemos é que o direito coletivo sobressai sobre o direito individual e se for necessário o Estado tem sim o direito de desapropriar moradias independentemente do valor. Ex.: Mansões no Morumbi foram desapropriadas para levar o metrô para Paraisópolis.

    1. Se fala da linha 18 Bronze que ia para o ABC ela foi convertida num “BRT” que nunca saberemos quando irá ficar pronto.

  1. Vejo que STM está enrolando esse projeto a 2 semanas atrás pelo Instagram o secretário Alexandre Baldy me informou que a empresa que faria os projetos já estava contratado e ágora eles vem com essa conversa que aprovou e que agora vai contratar, isso ele estão empurrando com a barriga e em 2022 isso vai virar campanha para eleição, já fizeram isso em 2 campanhas anteriores e vão fazer isso novamente.

  2. Suponho que os vagões passarão a ter dois andares? Como caberá mais gente se já saem lotados de Capão Redondo? Não basta expandir uma determinada linha só para vereador ficar pendurando faixa. É preciso verificar a capacidade daquilo que já existe para ver se comporta. E na minha opinião nem os vagões e nem o terminal comportam uma extensão.

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