Por estação 14 Bis, Acciona irá construir nova sede para a Vai-Vai no Bixiga

Escola de samba cederá terreno onde está a quadra e que será um dos acessos da futura estação da Linha 6-Laranja. Como contrapartida, construtora fará um novo prédio nas proximidades do atual
O projeto original da estação 14 Bis, que utiliza o terreno da Vai-Vai (

Um dos pontos pendentes na obra de construção da Linha 6-Laranja de metrô teve um novo desfecho nesta terça-feira (21). A futura estação 14 Bis, no bairro do Bixiga, voltará a ter um dos acessos onde hoje se encontra a sede da escola de samba Vai-Vai, uma das mais tradicionais de São Paulo.

A informação foi confirmada ontem pelos diretores da agremiação durante apresentação do projeto de uma nova quadra que será erguida nas proximidades e bancada pela construtora Acciona, responsável pela Linha 6.

O novo arranjo foi discutido desde o começo deste ano, explicaram os diretores da Vai-Vai. Será uma solução de longo praza para o fato de a escola não ter a posse definitiva do terrena atual, que pertence à prefeitura.

O conselho da Vai-Vai argumentou também que mesmo que se mantivesse a atual sede, os ensaios não poderiam ocorrer nos próxmos anos por conta das interdições causadas pela construção da estação.

Maquete 3D da nova sede apresentada nesta terça-feira (21)

A solução encontrada foi a aquisição de um terreno na rua Almirante Marques de Leão, a cerca de 500 metros da sede atual. Segundo um dos diretores, o terreno pertence a um membro da Vai-Vai e que venderá a área para a Acciona. A construtora então erguerá uma sede mais ampla e moderna, incluindo até mesmo o isolameno acústico do prédio a fim de evitar poluição sonora no entorno.

Enquanto a nova sede é construída, a escola de samba fará ensaios no Pacaembu e na Vila Itororó, neste último caso, no próprio Bixiga.

Idas e vindas

A revelação do novo acordo ocorre após várias soluções terem sido buscadas para acomodar a Vai-Vai. Originalmente, a escola de samba teria sua sede levada para a região do Anhangabaú, mas durante o período em que a concessionária Move São Paulo assumiu o projeto, buscou-se manter a sede e alterar o projeto da estação.

Projeção de como ficará a futura estação 14 Bis da Linha 6 Laranja
A implantação da futura estação 14 Bis da Linha 6 Laranja. Á direita, o terreno onde está a Vai-Vai

Era esse o panorama até a entrada da Acciona no lugar da Move. A empresa espanhola, ao que parece, considerou mais viável investir na mudança, mantendo a Vai-Vai no Bixiga (não por acaso uma das atrações do bairro) e retomar o projeto original da estação 14 Bis.

A nova estação ficará localizada, como sugere o nome, nas imediações da praça 14 Bis, com acessos nas ruas dr. Lourenço Granato, Cardeal Leme e São Vicente, segundo as plantas originais.

Ao jornal Agora São Paulo, a Acciona enviou a seguinte nota: “A diretoria executiva da escola de samba Vai-Vai chegou a um acordo amigável com a Construtora Acciona para a realocação da quadra localizada no bairro da Bela Vista. Este é um passo importante para a continuidade das obras da linha 6-laranja de metrô”.

Além de 14 Bis, a Acciona deve iniciar as obras das estações Bela Vista e São Joaquim até o final do ano, completando todas as frentes de trabalho. A previsão é que a Linha 6-Laranja seja inaugurada em 2025.

A estação 14 Bis, juntamente com as estações Bela Vista e São Joaquim serão as últimas frentes de trabalho a serem iniciadas pela Acciona
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6 comments
  1. UE’, MAS ESTAS ESCOLAS NÃO UTILIZAM TERRENOS PÚBLICOS ????
    E VAMOS PAGAR AO INVÉS DE RECEBER ALUGUEIS ATRASADOS ???

  2. Além de jogar a conta pra nós contribuintes, vamos pagar pela diversão alheia em plena região central. Porque não construir um hospital, um centro de saúde que tanto a população precisa. Além disso grande parte dessas escolas de samba são ligadas com o crime organizado. O Ministério Público tem que intervir, pois o povo de São Paulo não pode pagar mais essa conta….

  3. A Acciona vai construir mas o povo de São Paulo é que vai pagar, o povo nem foi consultado, prefiro a construção de um hospital. A escola pode ir pra algum galpao em bairro mais retirado, não esquecendo que a região é lotada de residências, perguntaram se as pessoas vão querer um vizinho desses.

  4. Que situação!! Imaginem só quantos serão privilegiados com isso!!tem que acabar com essas mamatas de Carnaval,a título de curiosidade??!!alguém sabe me responder o que virou aquele elefante branco que fizeram na Av. Dr. Abraão Ribeiro, 505 – Bom Retiro, São Paulo – SP com o nome de fabrica do samba,onde já foi gasto milhões e não acabaram as obras e até onde fiquei sabendo o espaço seria utilizado pelas “escolas de samba”,dinheiro jogado fora ,local poderia abrigar um belo hospital,universidade pública ou algo que trouxesse futuro

  5. Deixa ver se entendi , a escola de samba estava em uma área pública sem pagar um centavo de aluguel , agora vai “ganhar” uma quadra de terreno no centro e a construção. E eu como pagadora de imposto é que vou pagar a conta? Socorro MP….

  6. Se alguns desses comentaristas acima morassem em São Paulo (o que não é o caso), saberiam que a região da estação 14 Bis já possui hospitais em profusão suficiente para a população ali residente. Inclusive, o hospital mais recente da região (Brigadeiro) foi inaugurado pela prefeitura de São Paulo em fevereiro.

    Esse preconceito contra as escolas de samba serve para maquiar outro tipo de preconceito velado contra povos e raças (que não é aceito em nenhum lugar decente do mundo).

    A escola de Samba Vai-Vai é uma das mais antigas de São Paulo, com quase 100 anos de história. Nesses quase 100 anos, a Vai-Vai contribuiu com a cultura, economia, educação e com a sociedade paulistana. A escola ocupa a região há décadas e merece apoio do estado, dado que investir em cultura é uma das obrigações do estado.

    A quadra da escola é um pólo de atração de tráfego de pessoas e veículos e a função do transporte público é transportar pessoas entre esses pólos de atração. Assim, é positivo que a Acciona trabalhe pela manutenção desse pólo de atração que trará demanda de passageiros para a Linha 6, demandando menos subsídios do estado para a concessão. Assim ganham todos.

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