Destaques Linha 15

Linha 15-Prata passa a contar com subestação própria de energia

Metrô acionou subestação São Lucas nesta terça-feira, encerrando período em que energia foi fornecida pela Linha 2-Verde
Subestação de energia da Linha 15: enfim, operacional

Embora seja algo imperceptível para os passageiros, a Linha 15-Prata de monotrilho subiu mais um “degrau” em sua maturidade operacional com o acionamento da subestação de energia São Lucas. A estrutura, que fica próxima à estação Camilo Haddad, passou a fornecer a energia elétrica necessária para que o ramal passe a funcionar por conta própria.

Até então, a energia utilizada pela Linha 15 era fornecida pela Linha 2-Verde, o que, em tese, não limitava a operação até um certo nível. Mas com o crescimento da demanda era esperado que o ramal passasse a contar com sua própria subestação, ainda mais que muito em breve ele será repassado para a iniciativa privada.

O anúncio do início de funcionamento da subestação foi feito nesta terça-feira (22), conforme divulgaram o secretário Alexandre Baldy e o presidente do Metrô, Silvani Pereira, em suas redes sociais. O novo sistema, com equipamentos da Siemens, é quatro vezes mais compacto que subestações mais antigas, segundo o governo.

A Linha 15-Prata está próxima de contar com mais trens estações, Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus, quando chegará a 10 paradas e que estavam previstas para serem abertas no ano passado. A construtora responsável pela obra, no entanto, abandonou os canteiros e foi preciso realizar uma nova licitação para conclui-las, incluindo Jardim Planalto, aberta em agosto.

Quando estive em plena operação, o ramal de monotrilho será um dos maiores do mundo, com demanda diária de mais de 400 mil passageiros – hoje esse total é de quase 100 mil usuários por dia graças à ampliação das partidas e da velocidade média dos trens.

Equipamento da nova subestação de energia: compacta

Novas estações

Quando foi anunciada, a Linha 15 (originalmente parte da Linha 2 por uma drible na legislação) teria 17 estações e 26 km de extensão. Mais tarde, o governo Alckmin adicionou aos estudos uma nova parada, Ipiranga, para distribuir os passageiros em outras linhas e evitar superlotar Vila Prudente. A primeira fase, no entanto, só incluiu duas estações, Vila Prudente, e Oratório, com a segunda fase indo até São Mateus, a maior de todas as paradas, com duas plataformas.

O plano final, no entanto, prevê que a linha chegue até Hospital Cidade Tiradentes, porém, esse trecho acabou congelado por falta de recursos e também espaço para que as vias sejam instaladas na avenida Ragueb Chofhi. No final do ano passado, no entanto, o Metrô lançou o edital da estação Jardim Colonial, cuja construção começou em 2019 e deve terminar em 2021.

A gestão Doria tem afirmado que pretende licitar novos trechos. Em reunião na Assembléia Legislativa, Baldy confirmou que estão em estudo planos para lançar novas estações, seja no sentido Cidade Tiradentes ou Ipiranga. Em apresentações do governo são mostradas duas novas estações, Boa Esperança e Jacu-Pêssego, já no in´ício da avenida Ragueb Chohfi.

Diante do estágio de domínio da implantação do monotrilho, sua expansão agora faz todo o sentido já que o processo de aprendizado foi absorvido pela engenharia da companhia, após vários anos em que tanto a Linha 15 como a Linha 17 serviram de laboratório para o modal.

Fundações de Jardim Colonial: aumento da demanda no monotrilho nos próximos anos (CMSP)

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Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

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