Linha 2-Verde começará a receber portas de plataforma e escadas rolantes ainda em 2026
Metrô de SP afirma que equipamentos das novas estações já estão em fabricação; obras até Penha também entrarão em fase de reurbanização e recuperação das áreas ocupadas
As obras da expansão da Linha 2-Verde começarão a ganhar elementos mais próximos de sua configuração definitiva até o final deste ano. Equipamentos como escadas rolantes e portas de plataforma já estão em fabricação e deverão começar a ser instalados nas novas estações, segundo o gerente de Empreendimentos do Metrô de São Paulo, Aldo José Frati.
A informação foi revelada pelo engenheiro em entrevista à revista O Empreiteiro. Segundo Frati, além da instalação dos sistemas, os canteiros entre Vila Prudente e Penha começarão a passar por mudanças visíveis na superfície, com recuperação de vias ocupadas pelas obras, reurbanização, paisagismo, estruturas metálicas e instalação de vidros.
A movimentação ocorre em um momento no qual as oito estações da primeira fase apresentam estágios bastante diferentes de construção. Orfanato, Santa Clara e Anália Franco já recebem acabamentos, instalações e sistemas, enquanto outras ainda concentram trabalhos nas estruturas de concreto.
Nas três estações mais adiantadas, o Metrô precisou relicitar parte do escopo original por limitações de aditivos. A empresa gastará mais R$ 127 milhões para completar acabamentos e instalações que deixaram de fazer parte do contrato original.
Fechamento do poço central de Orfanato (iTechdrones)
Portas de plataforma fazem parte de contrato de R$ 2 bilhões
A chegada dos equipamentos não significa que as estações estejam próximas de entrar em operação. Sistemas de alimentação elétrica, telecomunicações, ventilação, elevadores, escadas rolantes, portas de plataforma e outros equipamentos precisam ser instalados e posteriormente testados e integrados à linha existente.
Boa parte desse trabalho está no contrato de aproximadamente R$ 2 bilhões firmado com a Agis Construção. O pacote inclui os sistemas necessários para equipar a extensão até Penha e também intervenções no trecho atualmente em operação.
Ainda há outras etapas independentes, como a extensão do sistema de sinalização CBTC e a chegada dos novos trens da Frota R, fornecidos pela CRRC. O primeiro lote da expansão, formado pelas estações Orfanato, Santa Clara, Anália Franco e Vila Formosa, tem abertura prevista para o final de 2027.
Estação Penha de França em agosto de 2026 (iTechdrones)
Todas as frentes da Fase 2 devem ter obra pesada em 2027
Frati também apresentou uma previsão para a segunda etapa da expansão, entre Penha e Dutra, em Guarulhos. Segundo ele, todas as unidades construtivas deverão estar com trabalhos de construção pesada em andamento ao longo de 2027.
Hoje a situação ainda é bastante desigual. Penha de França e Fernão Dias já têm escavações de seus poços, enquanto o Pátio Paulo Freire passa por terraplenagem e condicionamento do solo. Gabriela Mistral já teve boa parte do terreno limpo e Ponte Grande e Dutra permanecem em etapas de desapropriações e demolições.
A abertura dessas frentes é necessária para preparar o caminho da tuneladora Hebe Camargo, responsável pela escavação dos túneis entre Penha e Guarulhos. Ela deve iniciar as escavações ainda neste mês de outubro.
Roda de corte da tuneladora Hebe Camargo (Primax)
Somadas, as duas fases da expansão possuem mais de 30 frentes de obras. Segundo os números apresentados pelo Metrô à revista O Empreiteiro, o projeto deverá consumir aproximadamente 1,5 milhão de m³ de concreto e mais de 100 mil toneladas de aço, além de exigir a escavação de 5,7 milhões de m³ de solo.
A primeira fase, entre Vila Prudente e Penha, tem investimento estimado pelo Metrô em R$ 15 bilhões. Para a segunda etapa, entre Penha e Dutra, a companhia estima outros R$ 9 bilhões.
