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Linha 2-Verde do Metrô em Guarulhos dependerá de desapropriações, diz secretário

Em reunião na Assembléia Legislativa, Alexandre Baldy também afirmou que se início das obras até Penha em 2020 dependerá do avanço do projeto executivo
Estação Paulo Freire (Fernandes Arquitetos)

Anunciada em junho pelo governador João Doria, a retomada da expansão da Linha 2-Verde dependerá da andamento do projeto executivo para que as obras possam ser iniciadas em 2020, como prometido. A informação foi revelada pelo secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, durante reunião na Comissão de Assuntos Metropolitanos na Assembléia Legislativa do estado.

“A extensão da Linha 2-Verde já está autorizada e inclusive prevista no orçamento do ano que vem para a execução do projeto executivo e caso haja essa execução em tempo hábil em 2020 essa obra será autorizada”, explicou Baldy aos presentes à reunião ocorrida no dia 16. A informação, no entanto, não esclareceu se a previsão do governador, de iniciar as obras no primeiro trimestre do ano que vem, incluía o projeto executivo, que é parte do escopo dos contratos assinados há cinco anos.

As obras civis do trecho, que vai da estação Vila Prudente até a futura estação Dutra, foram licitadas em agosto de 2014 e homologadas no mês seguinte. A extensão até Guarulhos foi dividida em oito lotes e deveria ter sido iniciada meses depois, mas a gestão do ex-governador Geraldo Alckmin preferiu suspender o projeto por falta de dinheiro e do cenário econômico adverso. Seu sucessor, Doria decidiu retomar esses contratos e que incluem empresas que hoje estão proibidas de participar de novas licitações como Mendes Júnior e CR Almeida.

No entanto, o governo do estado optou por levar à frente apenas o trecho até Penha, onde haverá ligação com as linhas 3-Vermelha, do Metrô, e 11-Coral, da CPTM. A razão, esclarecida pelo secretário, tem a ver com a disponibilidade de terrenos desapropriados nesse primeiro trecho, de 8,3 km de extensão e oito estações. Segundo dados divulgados em junho, 226 imóveis ficam nesse trajeto, a maioria já liberada pelo Metrô.

A estação Paulo Freire ficará localizada próxima à Marginal Tietê (Fernandes Arquitetos)

Baldy também esclareceu a situação do trecho entre Penha e Dutra, com cinco estações previstas, e que promete levar o Metrô até o município de Guarulhos finalmente. A dificuldade, segundo o secretário, está no baixo percentual de imóveis desapropriados nessa região. “As desapropriações necessárias não chegam a 20% do total necessário para a execução da obra entre a estação Penha e a futura estação Dutra em Guarulhos. E nesse sentido a desapropriação se faz necessária para fazermos o projeto executivo porque são necessárias perfurações, exames e testes de geológicos sobretudo por ser uma obra subterrânea para que possa se ocorrer a maior taxa de acertividade e o menor número de problemas possíveis”, afirmou.

O objetivo da Secretaria dos Transportes Metropolitanos é que os imóveis que faltam sejam liberados também em 2020 em paralelo ao projeto executivo e as obras do trecho até Penha. Estão incluídas nesse trecho de cerca de 6 km as estações Penha de França, no centro de fato do bairro, Tiquatira, Paulo Freire, ao lado da Marginal Tietê, Ponte Grande e Dutra, ao lado do Shopping Internacional, além do pátio Paulo Freire, que será o maior do ramal.

Maior linha de metrô do Brasil

Quando for concluída, a extensão da Linha 2-Verde até Guarulhos a tornará o maior ramal metroviário do país, com cerca de 28 km, 27 estações e previsão de transportar mais de 1,8 milhão de passageiros em dias úteis, ou seja, algo como 300 mil pessoas a mais do que as linhas 1 e 3 atualmente.

A Linha 2 também terá uma característica rara na malha metroferroviária, ao ter um formato em arco que proporcionará uma ligação perimetral com os demais ramais, quase todos radiais, ou seja, que vão em direção ao centro. Estão previstas conexões com as linhas 12 e 13 na estação Tiquatira, 11 e 3 na estação Penha e no futuro com a Linha 19 em Dutra. Hoje o ramal já recebe passageiros das linhas 15, 10, 5, 1 e 4, ou seja, ela somente não será conectada às linhas 7, 8, 9 e 17.

O trecho que será construído, segundo o governo

 

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Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

7 Comentários

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  • Boa tarde
    Deveria e ligar a linha 2 verde combo a 13 jade, levando do aeroporto de Guarulhos ao coração financeiro na paulista!

  • E a Extensão à Oeste, com a chegada a Vila Leopoldina nada… Seria uma baita mão na roda para nós moradores da região e também de Osasco e arredores… :/

    • Não existe projeto para ampliar a Linha 2 até Vila Leopoldina, pois todos os estudos existentes apontaram baixa demanda para metrô nessa região. O máximo de projeto da Linha 2 é a ampliação entre Vila Madalena até a Avenida Cerro Corá.

  • Sobre as desapropriações na região do Tiquatira, é incompreensível a demora, visto que, se trata de uma área invadida, cuja a propriedade é da CDHU que doou parte do terreno ao Metrô.
    Ocorre que há processo (1006993-39.2014.8.26.0006) de Reintegração de Posse com LIMINAR DEFERIDA desde 30/11/2016.
    Sendo que cabe a Autora (CDHU) fornecer os meios necessários (caminhão, trator, limpeza e etc) para o cumprimento da liminar, ocorre que a CDHU se manteve inerte durante esses anos.
    Quanto mais tempo demora, pior fica, pois é de conhecimento público e notório que a invasão vai aumentando.. é uma pena esse cenário.
    O metro de certa forma poderia pressionar a CDHU para a efetivação da desocupação.

    • Mal há verba para a CDHU tocar seus projetos atuais, imagine fazer uma mega reintegração de posse que não é prioritária nem interessante no momento.

      Considerando o cenário fiscal afetado pela crise econômica desde 2014 é mais do que compreensível a postergação dessa reintegração de posse.

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