Linha 22-Marrom tem propostas aceitas para projeto básico de seus dois trechos
Consórcios liderados por Pólux e Sener avançaram para a etapa de habilitação; projetos abrangem todo o traçado entre Cotia e Sumaré
O Metrô de São Paulo já tem propostas aceitas para a elaboração do projeto básico dos dois lotes da futura Linha 22-Marrom, que deverá ligar Cotia à região de Sumaré, na capital. Os dois processos entraram na etapa de habilitação dos consórcios selecionados, anterior à homologação e à contratação dos serviços.
O movimento mais recente ocorreu no Lote 2, que compreende o trecho entre as estações Reserva Raposo e Sumaré. O Consórcio Sener-Setec-Systra-Egis-TYLin teve aceita uma proposta negociada de R$ 75,5 milhões.
O grupo reúne cinco empresas. A Sener Setepla terá participação de 24% e será a líder, enquanto Setec, Systra, Egis e TYLin terão 19% cada. A divisão consta do compromisso de constituição apresentado na proposta técnica.
Após o aceite, o Metrô passou à análise dos documentos de habilitação apresentados pelo consórcio. A sessão pública deverá ser retomada em 20 de outubro, às 10h, para continuidade do processo.
Lote 1 aguarda conclusão da habilitação
Situação semelhante ocorre no Lote 1, que compreende o trecho entre Terminal Cotia e Reserva Raposo, sem incluir esta última estação. O Consórcio MNEPI 22, liderado pela Pólux Engenharia, teve sua proposta aceita e foi convocado pelo Metrô em 18 de setembro para apresentar os documentos de habilitação.
Mapa da Linha 22-Marrom, com localização do Pátio de trens e estações (Divulgação)
O grupo encaminhou três anexos naquele dia, incluindo a documentação exigida e o termo de constituição do consórcio. Desde então, não houve no sistema uma nova data indicada para a continuidade da sessão.
Além da Pólux, a proposta técnica do MNEPI 22 reúne Maubertec, Intertechne e Nova Engenharia. O documento identifica expressamente a Pólux como líder do grupo.
A proposta apresentada pelo consórcio é destinada ao desenvolvimento do projeto básico desde Terminal Cotia até Reserva Raposo, ponto que dividirá os dois contratos de engenharia da Linha 22.
Linha 22-Marrom vai explorar empreendimentos comerciais nas estações (Imagem criada com uso de IA)
Projetos detalharão futura Linha 22-Marrom
A divisão em dois lotes permite ao Metrô desenvolver paralelamente o projeto básico de todo o traçado previsto para a Linha 22-Marrom. O primeiro contrato cobre o setor entre Cotia e Reserva Raposo, enquanto o segundo continua a partir desse ponto até Sumaré.
O projeto básico representa uma etapa posterior aos estudos preliminares da linha e deverá aprofundar as soluções de engenharia, arquitetura, estruturas, geotecnia, via permanente e sistemas necessárias para a implantação do ramal.
Apesar do avanço das duas concorrências, os consórcios ainda não podem ser considerados contratados. A habilitação precisa ser concluída e os processos ainda passam pelas etapas administrativas que antecedem a formalização dos contratos.
