Menor proposta para obra do túnel entre as linhas 2 e 4 é de R$ 55,7 milhões

Jean Carlos
Apenas dois consórcios apresentaram propostas para implantar túnel de ligação entre as estações Consolação e Paulista a fim de reduzir o gargalo em horários de pico

As integrações no sistema metroferroviário são importantes pontos de ligação entre duas linhas. É a partir dessa interação que o sistema assume maior dinamismo e a população tem mais opções para se deslocar, economizando tempo nas suas viagens diarias.

Um dos pontos de integração entre linhas com qualidade mais comprometida é o que existe hoje entre as estações Paulista da Linha 4-Amarela e Consolação da Linha 2-Verde. Uma licitação foi aberta no sentido de melhorar a situação atual e, depois dos adiamentos recentes, as empresas puderam apresentar suas propostas.

Consórcios e propostas

Segundo informações obtidas da Ata da Sessão Pública que ocorreu no dia 15 de abril, dois consórcios enviaram propostas para a realização das obras de construção do novo túnel entre Paulista e Consolação.

Os consórcios participantes são o TDEC-TER-SOM (Teixeira Duarte Engenharia e Construções SA, Terracom Construções Ltda, Somafel Engenharia e Obras Ferroviárias do Brasil) e o consorcio CTS – LINHAS 2 E 4 (Constran Internacional Construções SA, Telar Engenharia e Comercio SA, Sprail Serviços Ferroviários SA).

Na fase inicial, as empresas dos dois consórcios tiveram sua idoneidade comprovada. Em seguida foram apresentados os valores por parte das proponentes. O consórcio TDEC-TER-SOM apresentou uma proposta comercial no valor de R$ 70.984.408,37 enquanto o concorrente, consorcio CTS – LINHAS 2 E 4 apresentou a proposta na ordem de R$ 55.666.607,22. O valor apresentado pelo CTS é 21,57% mais barato que o da concorrente, uma diferença significativa.

O orçamento dessa licitação feita pelo Metrô de SP é sigiloso, portanto não é possível saber se as ofertas atenderam ou não as expectativas da companhia. Tendo em vista que o critério para seleção da empresa é o de MENOR PREÇO, a obra ficaria nas mãos do Consorcio CTS – LINHAS 2 E 4. Não há previsão de quanto o contrato será assinado, mas supõe-se que nos próximos dias ele será devidamente formalizado.

Novo túnel entre projetado entre as estações das Linhas 2 e 4 (CMSP)

Conclusão

Mais uma das licitações que estava sendo postergada está perto de ter seu contrato assinado. Isso mostra que a recente onda de adiamentos por parte do Metrô foram apenas formalismos, muito prevalente causados pela implantação da Fase Emergencial e o megaferiado que praticamente paralisou as atividades nos setores de contratação durante uma semana. Com essa obra milhares de passageiros serão beneficiados e a “marcha dos pinguins” deverá ficar só na memória.

Vale lembrar que o site preparou um artigo detalhado sobre quais serão as principais intervenções previstas no novo corredor de integração entre as duas estações. O novo túnel terá um comprimento de 90 metros e deverá vencer um desnível de 5 metros. O prazo para a conclusão do empreendimento é de 43 meses a partir da assinatura do contrato.

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    1. São 4 anos para todo o processo, algo comum no mundo inteiro.

      Não é só chegar e construir, existe todo um levantamento de dados (incluindo as fundações dos prédios afetados pela obra), elaboração de projetos, instalação temporária de equipamentos de instrumentação para medir movimento do solo (e evitar desabamentos), montagem de canteiros, etc, para depois iniciar a obra. Mesmo depois de concluída, há um prazo para testes, correções, comissionamento e aceitação da obra por parte do Metrô e da Via Quatro e um período em que a construtura fica mobilizada durante a fase de funcionamento inicial para garantir reparos dentro do período inicial da garantia da obra.

    1. O aditamento é algo comum e inevitável em obras. Ou você acha justo pagar valores defasados para as empresas. O aditamento também existe para corrigir os valores de acordo com a inflação do período, dado que os contratos são assinados com vale em um valor estimado numa data fixa com a inflação do momento. Mas os custos de construção vão variar por conta da inflação. Por lei, os aditamentos não podem ultrapassar 25% do valor total da obra.

  1. Até onde conheço todos os contratos têm cláusula de reajuste a qual também dentre outros fatores considera a inflação no período. O aditamento é para ser usado em casos excepcionais, por exemplo, por vício oculto, mas em Pindorama virou prática comum com a anuência de ambas as partes. Não vamos tratar as empreiteiras e a contratante como fossem virgens imaculadas.

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