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Metrô abrirá mais 18 pontos comerciais em suas estações

Atualmente, três linhas operadas pela companhia possuem 340 pontos em 58 estações. Com medida, empresa quer ampliar receita não-tarifária
Metrô teve receita de R$ 233 milhões com atividades que não envolvem o pagamento de tarifa (foto)

Em 2018, o Metrô obteve uma receita de R$ 233,5 milhões que não teve relação ao serviço de transporte de passageiros. O total, que representou cerca de 11% das receitas tarifárias, foi originado de ações como publicidade, telecomunicações e desenvolvimento imobiliário, além é claro do aspecto mais visível para os usuários, as lojas e quiosques das estações e terminais de ônibus ligados à elas.

Com um público diário de 3 milhões de pessoas, é natural que um sistema de transporte sobre trilhos aproveite ao máximo esse potencial de consumo, algo que apenas recentemente passou a ser uma prioridade na companhia. Embora o Metrô já tenha feito algumas iniciativas nesse sentido há bastante tempo, como na concepção da estação São Bento, da Linha 1-Azul, já construída com vários espaços comerciais, e sobretudo com a parceria com a iniciativa privada para a construção e operação de shoppings centers, ainda há muito a ser explorado.

O setor de varejo, por exemplo, o das lojinhas e quioques, faturou no ano passado R$ 68 milhões com o aluguel desses espaços em 340 pontos de venda. Agora, o Metrô quer ampliar essa receita um pouco mais com uma nova licitação de 18 novos pontos comerciais com tamanho entre 5 m² e 45 m² que poderão abrigar lojas de variados segmentos como cosméticos e perfumaria, farmácia, calçados, acessórios de celulares, moda, vestuário e alimentação.

A licitação foi publicada no Diário Oficial no dia 1º de junho e os leilões serão feitos pela Bolsa Eletrônica de Compras (BEC), do governo do estado. Serão realizados 18 leilões em dias diferentes, a partir do dia 14 de junho, se estendendo até o dia 10 de julho.

A expectativa da companhia é obter ao menos R$ 2,7 milhões de receita por ano com as novas áreas, um aumento de 4% baseado no valor arrecadado em 2018. É bom lembrar, no entanto, que a empresa acaba de conceder parte dos seus terminais de ônibus para a iniciativa privada. Embora vá receber uma participação na receita desses empreendimentos, isso só ocorrerá após cinco anos após a assinatura do contrato.

Estação Luz da Linha 4: ViaQuatro tem aproveitado o espaço nas estações para montar quiosques (CMSP)

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Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

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