Metrô antecipa contratação de supervisão de obras da futura estação Ipiranga da Linha 15-Prata

Extensão do ramal de monotrilho ainda não teve a licitação de obras civis lançada, o que deve ocorrer ainda em 2022
Monotrilho da Linha 15 (iTechdrones)

O Metrô de São Paulo decidiu englobar no serviço de supervisão das obras civis das estações Boa Esperança, Jacu Pêssego e pátio Ragueb Chohfi também a extensão até Ipiranga, que ainda não foi licitada.

No sábado, a companhia publicou aviso de licitação para contratar uma empresa que acompanhe a execução da ampliação da Linha 15-Prata, mas somente nesta quarta-feira, 2, os documentos do edital foram disponibilizados.

Desta vez a empresa inverteu o que normalmente faz, já antecipando a contratação da supervisão das obras do trecho entre Vila Prudente e Ipiranga. Em outros projetos, o Metrô costuma lançar a licitação após a escolha da empresa que fará as obras e em alguns casos os trabalhos até são iniciados sem existir um acompanhamento terceirizado.

A medida parece sensata já que o edital de obras civis da futura estação Ipiranga deve ser publicado em breve, como já anteciparam executivos da companhia.

Track-switch da Linha 15 próximo a Vila Prudente (iTechdrones)

A licitação de supervisão da expansão da Linha 15 tem data de entrega das propostas marcada para o dia 28 de março, às 10h.

Segundo o Metrô, a Linha 15-Prata terá 26,54 km de extensão, 18 estações e dois pátios quando estiver pronta. O novo pátio Ragueb Chohfi “será utilizado principalmente como estacionamento de trens, podendo abrigar outros serviços menores e de apoio”, diz a companhia.

Além das obras de expansão, a Linha 15 está na reta final para contar com mais 960 metros de vias, chamadas pelo presidente do Metrô, Silvani Pereira, de “rabichos” e onde serão instalados dois aparelhos de manobra de trens.

Com eles em operação, será possível reduzir o intervalo entre trens para pouco mais de 2 minutos e assim tornar o ramal de monotrilho mais capaz de suportar a demanda, estimada em 480 mil passageiros em 2024.

Ainda falta ao Metrô licitar mais quatro estações: Érico Semer, Márcio Beck, Cidade Tiradentes e Hospital Cidade Tiradentes. No entanto, esse trecho depende de intervenções viárias para ampliação do canteiro central a fim de receber as colunas do monotrilho.

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  1. Creio que após esta licitação e a prioridade de acordo com um planejamento de vanguarda do Metrô / CPTM, é a de também estender e agrupar a Linha 5-Lilás que hoje faz terminação na Chácara Klabin, um local inadequado para esta finalidade, assim como já esta sendo feito com à Linha 15-Prata que hoje é terminal na Vila Prudente de forma concomitante para se evitar um colapso de superlotação, as tornando Terminal no Ipiranga da CPTM um “Hubber”, a fim de descongestionar a Linha 2-Verde, a qual será uma das linhas mais concorridas de São Paulo quando sua extensão estiver concluída até Guarulhos, tratando-se de uma solução lógica até esta nova Estação Ipiranga na Linha Integradora 710 reunificada da CPTM antes que a Linha Prata chegue à região de Cidade Tiradentes, é a única que possui três linhas regulares, e atualmente a central que vai de Santo André até o Brás se encontra subutilizada, ao contrário das provenientes da Zona Leste, que se encontram totalmente saturadas, as quais deveram ser totalmente reformadas inclusive com atenção especial a drenagem, e com acesso a plataforma da linha central que hoje não existe e ampliada em uma atitude sensata, e deveriam ser priorizadas antes de se iniciar quaisquer outras novas linhas do Metrô, pois sua alta demanda crescente reprimida será retomada pós pandemia, exige esta ação prioritária.

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