Metrô de São Paulo encomendará 63 novos trens em 2022

Número vem da soma das 44 composições destinadas à expansão da Linha 2-Verde além de 19 trens de monotrilho para reforçar a frota da Linha 15-Prata
Trens que operam na Linha 2-Verde (Jean Carlos)

O Metrô de São Paulo se prepara expandir sua frota de trens como há tempos não se via. A companhia deve dar luz verde para receber 63 novos trens em duas encomendas em 2022 a fim de reforçar as linhas 2-Verde e 15-Prata nos próximos anos.

A novidade, trazida pelo diretor de engenharia e planejamento do Metrô, Paulo Meca, nesta semana em entrevista à ABIFER, é que ambos os processos deverão ser resolvidos ainda no ano que vem.

O primeiro escopo já está bem adiantado e envolve um novo lote de trens Innovia 300 de monotrilho para a Linha 15. O governo já havia mencionado que 19 composições serão fabricadas nos próximos anos a fim de complementar a atual frota de 27 trens e dar conta da demanda que será trazida pela expansão do ramal até Ipiranga de um lado e Jacu Pêssego do outro.

A questão, nesse caso, se resumia a chegar a um acordo com a Alstom, que assumiu a Bombardier, fornecedora do modelo. Quando assinou contrato com o consórcio CEML, o Metrô fez um pedido de 54 trens Innovia 300, mas apenas metade foi construída até agora.

Segundo Meca, a companhia está finalizando o ajuste de cronograma para que a nova leva de 19 trens comece a ser fabricada.

Não se sabe ainda se a Alstom irá montar os novos monotrilhos em Hortolândia, como da primeira vez, ou se concentrará toda a produção em Taubaté, unidade que será responsável por fornecer os trens da Linha 6-Laranja e a nova frota da ViaMobilidade Linhas 8 e 9.

Alstom assumirá a tarefa de produzir mais 19 trens Innovia 300 para a Linha 15 (Jean Carlos)

A princípio, o reforço de modelos Innovia 300 só deverá ser necessário daqui a cerca de dois ou três anos, quando as novas fases de expansão estiverem próximas de serem entregues e também por conta do amadurecimento da operação do ramal.

Novos trens de bitola de 1.600 mm

Já a encomenda de 44 trens para a Linha 2-Verde marca a retomada de pedidos de composições equipadas com alimentação de energia por terceiro trilho e bitola de 1.600 mm, padrão que foi abandonado nos novos projetos. Desde a introdução da Frota H, concluída no final de 2011, o Metrô não recebe um trem novo para as suas linhas de maior porte.

Segundo Meca, a nova frota deve ter o edital publicado até março ou abril, dependendo apenas de autorização do governo federal para um financiamento feito pelo Banco Mundial.

Apesar da prioridade em reforçar a Linha 2, que ganhará mais 8 km até 2026, a frota de trens deve permitir o aumento do número de trens disponíveis nas linhas 1 e 3, mesmo que seja pelo repasse de unidades mais antigas.

Algumas perguntas serão respondidas quando o edital for publicado como se haverá passagem entre os vagões, como ocorre nas novas frotas, e a adoção de nível de automação GoA4, que permite trens sem operador, como na Linha 4-Amarela e na Linha 15-Prata.

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  1. Entende muito de Metrô. Nem a Linha 15, tão pouco a linha 4 rodaram um dia sequer sem operador desde as inaugurações.

    1. Se for pra prestar um serviço confiável que o cidadão pode contar, não vejo problema algum, muito pelo contrário. Mas continuar sustendo uma estatal que só sabe fazer greve?

  2. Esperamos que os novos trens da linha verde sejam os mais modernos possíveis, padrão linha amarela e que todos os 44 fiquem exclusivamente na linha verde.

  3. E quanto aos 8 trens que vão ficar faltando para a linha 15? Não faltam ser entregues 27 trens? Como assim só vão ser fabricados 19?

    1. 54 trens é o número para 18 estações.

      Serão 14 em 2024/25 e até o momento ninguém deu previsão das 4 estações para Cidade Tiradentes.

      Quando se iniciar o longo processo de licitação da construção das 4 últimas, aí sim podemos esperar os 8 trens finais do monotrilho.

      1. Faz sentido, a minha preocupação era de talvez pq a Bombardier foi vendida poderia afetar o contrato e não entregarem os trens já comprados.

  4. que maravilha com uma licitação dessas teremos dinheiro de sobra no caixa 2 para fazer campanha para presidente e mostrar que o estado de São Paulo é um ” país” maravilhoso sem problemas dentro do Brasil

  5. E como toda obra do PSDB em São Paulo os trens podem vir mas ou não tem trilhos para rodar ou só serão entregues em 2030 após 3 ou 4 aditivos nos contratos

  6. O estado de São Paulo está aproveitando seu dinheiro em caixa pela boa administração para investir um mobilidade urbana. A compra se justifica pelas linhas já existentes e em expansão. Bem diferente do VLT de Cuiabá, onde trens foram comprados sem a obra pronta e 0,5 Bi de reais foram jogados fora porque o modal foi abandonado. Esperar o quê da quadrilha petista e seus aliados? Enquanto São Paulo tem dinheiro em caixa para investimentos pesados em mobilidade urbana, o governo federal precisa de pedalada com precatórios para comprar deputados para reeleição, sem quaisquer discussões sobre modais de transporte neste país. Apenas São Paulo neste país investe maciçamente em mobilidade urbana.

    1. o VLT de cuiabá só foi pra frente graças a um suborno da CAF para técnicos do ministério das cidades que fizeram um relatório fraudulento onde recomendaram VLT ao invés de corredor de ônibus (q seria mais que suficiente). depois que descobriram a fraude e q era mais viavel largar o VLT do que termina-lo.

      a CAF para quem nao sabe, foi a mesma que participou do trensalão tucano e está envolvida em escandalos de corrupçao mundo afora. no Brasil nao seria diferente.

      e o governador do MT envolvido na questao era do PMDB, já que a obra era de responsabilidade do governo estadual.

  7. Não existe trem sem operador. O primeiro trem do Metrô de SP lá na década de 70 já era automático, esse negócio de trem GOA4 é só pra multinacional vender projetos mais caros.

    Pra segurança dos passageiros, os trens devem continuar com funcionários para conduzir os trens em casos de falhas! E mais, retirar cabine obriga os funcionários ficarem em pé o dia inteiro, é gravíssimo essa situação e ninguém está olhando o que os funcionários da L4-Amarela passam. Aqueles seguranças que foram treinados para conduzir trem estão todos com os joelhos estourados por ficarem em pé se equilibrando no vai e vem das composições. São obrigados ficarem em pé para manter a “postura”. VERGONHOSO!

    Que sistema tecnológico é esse que acaba com a saúde dos metroviários? Não dá pra fechar os olhos e achar que está tudo lindo, bonito e viçoso.

  8. Na primeira foto o trem da direita (H) pertence à frota da linha 3 – vermelha, apesar da foto ser no pátio Tamanduateí, da linha 2 – verde.
    E na legenda diz que são trens que operam na linha 2 – verde, o que está incorreto.

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