Destaques Linha 5 Metrô de São Paulo

Metrô e Bombardier concluem modernização da antiga frota de trens da Linha 5-Lilás

Afastados da operação desde 2017, oito trens da Frota F foram entregues à ViaMobilidade que já os colocou em testes
Trem da Frota F: Metrô liberou composições para a ViaMobilidade reforçar o serviço na Linha 5 (STM)

O secretário Alexandre Baldy utilizou mais uma vez seu perfil em rede social para divulgar que o Metrô e a Bombardier concluíram o processo de modernização e adaptação dos trens da Frota F para o padrão CBTC. As oito composições estavam fora de serviço na Linha 5-Lilás há três anos, quando a mudança no sistema de controle dos trens motivou a companhia a trocá-los pela nova Frota P, que já havia sido homologada para operar com CBTC.

Segundo o responsável pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos, “A modernização do sistema de controle dos 8 trens Alstom Metropolis, conhecidos como Frota F, foi concluída! Todos os trens estão liberados pelo Metrô e agora passarão por período de testes e ajustes pela ViaMobilidade, concessionária da L5-Lilás. Com isso, a frota da linha está completa com 34 trens que serão usados de acordo com a estratégia de operação da concessionária“.

A ViaMobilidade não perdeu tempo e escalou a Frota F para realizar viagens de testes na Linha 5 nesta semana, como mostra um vídeo da STM em que é possível ouvir novamente o característico som de partida do modelo Metropolis.

A demora em devolver os trens à operação nunca foi explicada pelo governo, que em vários momentos previu que eles voltariam ao serviço sem que isso ocorresse de fato. Uma das últimas manifestações falava no final do ano passado, mas embora algumas composições fossem vistas circulando pelas vias, elas acabaram não sendo entregues. Como em vários problemas e atrasos enfrentados pelo Metrô, também os trens da Frota F estavam sob responsabilidade da empresa canadense Bombardier. O grupo passa por uma crise sem precedentes e precisou se desfazer de vários ativos como seus aviões comerciais e regionais além da própria divisão ferroviária, vendida para a Alstom.

Por falar em Alstom, os trens Metropolis foram os primeiros do Metrô com alimentação por catenária e bitola internacional. Os oito trens estrearam na Linha 5 em 2002, quando o ramal operava com baixa demanda, mas o volume de passageiros subiu de tal maneira que pouco antes de saírem de cena, sete composições eram usadas no limite para atender os passageiros.

Nos últimos meses, eles se tornaram imprescindíveis para a ViaMobilidade, por conta do aumento na demanda da Linha 5, que já transportou mais de 600 mil pessoas por dia antes da pandemia do coronavírus. Para conseguir manter o serviço no horário de pico, a concessionária coloca em operação 25 dos 26 trens da Frota P, ou seja, sujeita a que uma falha qualquer cause transtornos aos passageiros, como a que ocorreu inclusive na manhã desta terça-feira, 09 de junho.

Trem da Frota F ao lado de outro da Frota P: composição está fora de serviço desde 2017

Com os oito trens da Frota F, a ViaMobilidade poderá implementar estratégias mais eficientes, com trens de estratégia partindo de pontos com mais demanda e assim equilibrando a oferta à demanda. Em tempos em que é preciso manter um distanciamento social maior, essas composições devem contribuir enormemente para amenizar essa dificuldade.

Leia no Lulica
O que esperar ao mudar-se para a “terra da rainha” 26/8/2020

About the author

Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

7 Comentários

Click here to post a comment
  • Bombardier eh uma pessima empresa que atrasou enormemente todos os projetos que se meteu no estado de Sao paulo ! deveriam ser multados, presos e banidos do Brasil !! 3 anos para trocar sinalizaçao em 8 trens ?? brincadeira de pessimo gosto !! Canada deveria ter vergonha desta empresa !

    • Seu comentário possui tons de xenofobia e não condiz com a realidade. Engraçado que:

      Alstom tem contrato para o sistema CBTC nas linhas 1,2 e 3 desde 2009;
      Bombardier tem contrato para instalar portas de plataforma na linha 5 desde 2011;
      As empresas que irão construir a expansão da Linha 2 Vila Prudente-Dutra tem contrato desde 2014;

      Esses atrasos no cumprimento de contratos são culpa das empresas apenas? Todas deveriam ser fechadas? E quem iria construir o metrô? Você?

      Acha que é tão rápido e simples instalar, testar e homologar equipamentos de CBTC em uma linha já existente?

      O metrô de Nova Iorque levou 6 anos para instalar equipamentos de CBTC em uma de suas linhas existentes. Paris levou 9 anos para realizar a instalação do CBTC em uma de suas linhas antigas.

Airway