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Metrô e CPTM lançam “operação monitorada” a partir desta terça-feira, 24

Estratégia iniciada pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos pretende manter oferta mínima de serviço nas linhas da rede metroferroviária diante da quarentena em vigor no estado
Estação Sé do Metrô: Metrô e CPTM vão reduzir operação em até 35% (CMSP)

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos anunciou nesta terça-feira, 24, a implantação da “operação monitorada”, uma série de ações para manter a oferta de serviços diante dos desafios impostos pela pandemia de coronavírus. Com o início da quarentena decretada pelo governo do estado, a operação das 13 linhas metroferroviárias serão afetadas em diferentes níveis, segundo informações repassadas pela pasta.

Pelo plano, haverá uma redução de até 35% na oferta de trens e ônibus além da redução da operação nas estações. Trata-se de uma tarefa complexa por conta das metas estabelecidas, que envolvem manter o serviço funcionando, evitar aglomerações e dar conta disso com um quadro de funcionários reduzido. Além de ter dispensado empregados com mais de 60 anos após intimação da Justiça, Metrô e CPTM também tem casos de pessoas que estão afastadas com atestados. A CPTM, inclusive, conseguiu trazer 40 funcionários de áreas administrativas para atuar nas estações.

Outra medida, iniciada no fim de semana, foi ampliada, a de fechar acessos secundários de várias estações. A lista mais recente inclui os seguintes acessos:

– Linha 1-Azul

São Bento – nível B (Ladeira Porto Geral e Boa Vista), Armênia – Sul (terminal) e Luz – Sul (Washington Luiz).

– Linha 2-Verde

Brigadeiro – Leste, Trianon-MASP – Oeste (Pq. Trianon e MASP).

– Linha 3-Vermelha

Anhangabaú – Falcão, República – Arouche e Marques de Itu, Sé – acessos Anita e Catedral, Corinthians – Itaquera: Passarela Sul e Bresser – Acesso Norte.

– Linha 4-Amarela

São Paulo Morumbi – Acesso Sul fechado (Rua Francisco Morato – Sentido Centro), Butantã – Acesso Bianor fechado (R. Eng. Bianor), Faria Lima – Acesso fechado Crea (Rua Teodoro Sampaio), Fradique Coutinho – Acesso Pinheiros Fechado (Rua dos Pinheiros, nº623), Oscar Freire – Acesso Oscar Freire (Avenida Rebouças – altura do número 1.089), Paulista – Acesso Angélica fechado e Higienópolis Mackenzie – Acesso Ouro Preto fechado (Rua Visconde de Ouro Preto).

– Linha 5-Lilás

Largo treze – Acesso Oeste fechado (Rua Padre José Maria – Saída Poupatempo Lado Par), Adolfo Pinheiro – Acesso B fechado (Av. Adolfo Pinheiros – Lado Ímpar), Alto da Boa Vista – Acesso B fechado (Av. Adolfo Pinheiros- Lado Par e Av. Santo Amaro-Lado Par), Borba Gato – Acesso C fechado (Av. Adolfo Pinheiros- Lado Par), Brooklin – Acesso B fechado (Av. Santo Amaro – Lado Ímpar), Campo Belo – Acesso B fechado (Av. Santo Amaro – Lado Ímpar), Eucaliptos – Acesso B fechado (Av.dos Imarés – Lado Par) e Moema – Acesso B fechado (Av. Sábia e Av. Ibirapuera – Lado Par).

Entrada do acesso secundário de Alto da Boa Vista, um dos que foram fechados por conta da redução de funcionarios e passageiros

CPTM

Luz – Acesso da Rua Cásper Líbero

Linha 15-Prata pronta para voltar

A STM também garantiu que a Linha 15-Prata, sem funcionar desde o dia 29 de fevereiro, está pronta para retomar a operação parcial, porém, alegou que o quadro de funcionários reduzido inviabilizou essa intenção. Enquanto isso persistir, o serviço Paese, com ônibus gratuitos, será mantido. “As investigações continuarão (sobre partes, peças e trens), além das intervenções na via para adequar de acordo com os apontamentos feitos em investigação até o presente momento pelo consórcio CEML, que tem como integrantes a Bombardier e as construtoras OAS e Queiroz Galvão”, afirmou em nota. Não há prazo também para a retomada total do ramal.

Boatos

O posicionamento da Secretaria dos Transportes Metropolitanos ocorre dias depois que vários boatos se espalharam pelas redes sociais apontando que estações estariam sem funcionários e que havia um plano de reduzir significativamente o serviço. Por meio de seus canais, o governo classificou essas informações como “fake news”. Nesta segunda-feira, vários empregados não teriam comparecido ao trabalho, ocasionando problemas durante a operação. Dias antes, um funcionário da manutenção foi afastado sob suspeita de ter contraído o coronavírus, o que foi confirmado pelo Sindicato dos Metroviários que afirma que existem outros casos na companhia.

Já a CPTM foi vítima de um vídeo que alegava que um passageiro do “metrô” teria morrido dentro de um trem com sintomas do coronavírus. Segundo a empresa, o homem passou mal na Linha 11-Coral e foi atendido na estação Corinthians-Itaquera, seguindo depois em direção à estação Aeroporto Guarulhos, da Linha 13-Jade.

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Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

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