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Metrô posterga licitação do projeto básico da Linha 19-Celeste

Sessão pública de entrega de propostas, que deveria ocorrer em 6 de abril, foi adiada para o início de maio
Os trens da Linha 19-Celeste serão semelhantes aos usados na Linha 4-Amarela (GESP)

O Metrô de São Paulo adiou por um mês a licitação que contratará a empresas responsável por realizar o projeto básico da Linha 19-Celeste, que ligará o município de Guarulhos ao centro da capital paulista em sua primeira fase. O certame, que havia sido lançado no dia 15 de fevereiro, tinha como data prevista para entrega de propostas a segunda-feira, 6 de abril. Agora, a sessão pública foi alterada para 6 de maio.

A companhia não explicou os motivos, mas dias atrás foram respondidas nada menos que 106 perguntas de empresas interessadas em participar da licitação. Normalmente, o Metrô acaba por postergar licitações cujos detalhes são grandes, justamente para dar tempo para que os potenciais participantes possam avaliar as condições do edital. No entanto, os problemas causados pela pandemia do coronavírus podem ter influenciado, diante das restrições de deslocamentos e aglomerações públicas implementadas pelo governo.

Na lista de obras de linhas de grande capacidade do governo do estado, a Linha 19-Celeste estaria atrás apenas da expansão da Linha 2-Verde até Penha e da retomada da Linha 6-Laranja. Com 17,6 km de extensão contando apenas suas 15 estações, o ramal de metrô subterrâneo poderá transportar cerca de 630 mil passageiros por dia no trecho Bosque Maia-Vale do Anhangabaú.

O tempo de viagem estimado é de 27 minutos e a meta de intervalo mínimo é de 90 segundos com uma frota de 47 trens. Essas composições seguirão o padrão visto na Linha 4-Amarela, ou seja, bitola internacional (1.435 mm), sistema de sinalização CBTC e padrão de automação GoA4, que permite que os trens circulem sem operador.

Todas as 15 estações (Bosque Maia, Guarulhos, Vila Augusta, Dutra, Itapegica, Jardim Julieta, Jardim Brasil, Jardim Japão, Curuçá, Vila Maria, Catumbi, Silva Teles, Pari, São Bento e Anhangabaú) terão plataformas laterais e portas de plataforma. O pátio de manutenção Vila Medeiros, ficará localizado próximo a confluência entre as rodovias Dutra e Fernão Dias, segundo diretrizes preliminares do projeto funcional.

Com conexões com as linhas 2-Verde (Dutra), 11-Coral (Pari), 1-Azul (São Bento) e 3-Vermelha (Anhangabaú), o novo ramal deverá aliviar a rede metroferroviária na Zona Leste e Zona Norte além de retirar milhares de veículos particulares e ônibus das ruas.

Na visão da gestão Doria, a Linha 19-Celeste será construída e operada pela iniciativa privada, mas a modelagem da concessão só será feita após a conclusão do projeto básico, que tem prazo de 25 meses para ser entregue por completo. Estima-se que seu custo total atinja a cifra de R$ 15 bilhões em valores atuais.

O trajeto da Linha 19-Celeste
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Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

Um comentário

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  • A estação Pari devia ser o novo um novo ponto de integração da CPTM aliviando a Luz e o Brás, sendo terminal das Linhas 7 Rubi e 10 Turquesa e sendo estação de “passagem” da Linha 11 Coral.

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