Com uma queda brutal na arrecadação tarifária, o Metrô de São Paulo lançou mais uma licitação para conceder espaços comerciais em suas estações. Desta vez, no entanto, se trata de um pregão eletrônico dividido em 15 lotes, a maioria deles na Linha 1-Azul, mas cuja área mais expressiva fica na estação Tatuapé, da Linha 3-Vermelha.

Por falar em área, o espaço útil desta licitação será bem menor do que oferecido nas 14 estações da Linha 2-Verde. Serão apenas 143,4 m², um pouco mais de um décimo da área útil da primeira concessão. Os boxes comerciais ficam localizados nas estações Jabaquara, Vila Mariana, Vergueiro, São Joaquim, Tiradentes, Portuguesa-Tietê, Carandiru, Jardim São Paulo-Ayrton Senna e Tucuruvi, na Linha 1- Azul, e Bresser-Mooca, Belém e Tatuapé, na Linha 3- Vermelha.

Na estação Vila Mariana, por exemplo, serão quatro espaços com área somada de 25 m² junto ao terminal de ônibus. O lote com maior área e melhor localização parece ser o que ficará no mezanino da estação Tatuapé, com quase 41 m² e onde o Metrô espera receber um valor mensal de aluguel de ao menos R$ 78 mil. Vale lembrar que a empresa também concedeu áreas no terminal Sul de ônibus que contarão com a Praça Unitah, empreendimento comercial que está sendo montado no local.

Comparado à concessão da Linha 2-Verde, o pregão deverá arrecadar valores bem mais modestos. Ao todo, o aluguel das áreas pode proporcionar no mínimo R$ 215 mil por mês, além do lance inicial. Somados, os 15 lotes devem gerar pelo menos R$ 13,5 milhões ao Metrô num prazo de cinco anos, a duração total do contrato.

Metrô já havia concedido áreas para exploração comerciais em terminais, incluindo Tatuapé (Praça Unitah)

Apenas como referência, a empresa que fez a melhor oferta de parcela fixa inicial na Linha 2, o Consórcio Ductus Empreendimentos, pagará R$ 10,584 milhões para a companhia, além da parcela mensal que prevê participação nos lucros.

Menos dependência da tarifa

A gestão atual tem acelerado projetos que visam ampliar as receitas não-tarifárias a fim de depender menos da sua principal fonte de faturamento, mas sobre a qual não possui autonomia. Em 2019, por exemplo, essa receita foi de R$ 247 milhões contra mais de R$ 2 bilhões de recursos vindos da tarifa, ou 12,2%. Como comparação, em 2015 essa proporção era de apenas 9%.

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