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Após quase duas décadas, CPTM consegue acabar com gargalo na Linha 7-Rubi

Trecho de vias refeito entre Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista impedia que trens pudessem atingir 70 km/h. Redução do tempo de viagem foi de 2 minutos, diz companhia
Correção de vias da Linha 7 após quase duas décadas de problemas (CPTM)

Uma das grandes mazelas herdadas pela CPTM dos tempos da CBTU são os trechos de vias com restrições de velocidade. Por conta da malha centenária e que não foi projetada para o transporte de passageiros de grande demanda, além de problemas de conservação, quase todos os ramais da companhia não conseguem operar em velocidade normal em alguns trechos. Chama a atenção, no entanto, o fato de que alguns desses problemas persistirem por anos a fio sem que a CPTM os resolva.

No último domingo, no entanto, a companhia de trens metropolitanos conseguiu resolver um gargalo que estava perto de completar 20 anos. Um trecho de via entre Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista, da Linha 7-Rubi, foi refeito pela equipe da própria CPTM em 20 dias de trabalho, eliminando uma restrição de velocidade que impedia que os trens pudessem circular a 70 km/h. A melhoria, segundo a empresa, permitiu que o tempo de viagem fosse reduzido em dois minutos.

Não se sabe a razão desse problema ter passado anos até ser resolvido, mas a baixa demanda da extensão da Linha 7 pode explicar o aparente desinteresse de gestões anteriores em corrigi-lo. Vale ainda ressaltar que a solução adotada, que dispensou a contratação de uma empresa privada, simplificou e barateou a solução. Espera-se que esse exemplo seja estendido a outros trechos críticos da rede mesmo que isso cause alguma inconsistência no serviço por algumas semanas.

Modernização

A modernização da Linha 7-Rubi tem se intensificado nos últimos anos graças à substituição dos velhos trens pela Série 9500, fabricada pela Rotem, obras em alimentação de energia e a reconstrução da estação Francisco Morato, que está na reta final. É um cenário bastante diferente de uma década atrás, por exemplo, quando o ramal era considerado o mais precário da CPTM.

Além de receber investimentos, a Linha 7 também fará parte da concessão do Trem Intercidades à iniciativa privada. O projeto deve ser licitado no primeiro semestre de 2021 caso não surjam novos imprevistos. No pacote, a futura concessionária ficará encarregada de implantar dois serviços regionais, um expresso entre São Paulo e Campinas, com parada em Jundiaí, e um parador, o Trem Intermetropolitano, com nove estações entre Francisco Morato e Campinas.

Nesse cenário, a Linha 7 -Rubi ficará restrita ao trecho Brás-Francisco Morato e deve ter seu intervalo e tempo de viagem reduzido já que a concessão prevê intervenções em pontos críticos do atual traçado.

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About the author

Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

4 Comentários

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  • A CPTM tem feito um bom trabalho nessas quase três décadas. É lógico que há muito pra melhorar, mas quem andou de CBTU, ou quem anda de SuperVia, sabe como funciona.

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