Praia Grande negocia extensão do VLT da Baixada Santista com governo do estado

Projeto prevê integração com Santos, São Vicente e futura ligação ao túnel Santos–Guarujá

VLT da Baixada Santista é operada por concessionária ligada à Comporte (GESP)

A ampliação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Baixada Santista deve receber em breve a inclusão de Praia Grande no projeto de mobilidade regional.

O município iniciou tratativas para integrar o VLT à sua malha, enquanto novas fases do sistema seguem em desenvolvimento em Santos, São Vicente e Guarujá, segundo o jornal A Tribuna.

A proposta para Praia Grande contempla um trecho de 5,3 km, ligando a cidade ao Terminal Tude Bastos. A Secretaria de Parcerias em Investimentos autorizou a realização de estudos para viabilizar a extensão, que passará a servir um dos principais eixos urbanos do litoral sul paulista.

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Em Santos, a segunda etapa do VLT tem previsão de início de operação até dezembro, com investimento total de R$ 612 milhões. O termo aditivo ao contrato de concessão garantiu o aporte de R$ 395 milhões para a obra. Com a expansão, a malha passará a ter 19,5 km, com capacidade projetada para transportar até 35 mil passageiros por dia.

VLT Baixada Santista (EMTU)

A terceira fase do projeto, em São Vicente, será executada em duas etapas e contempla novas estações. O investimento estimado é de R$ 500 milhões, com conclusão prevista até 2028. Mais de 150 mil moradores da Área Continental de São Vicente devem ser beneficiados com o acesso ao sistema.

O plano de integração do VLT prevê conexão com o futuro túnel imerso Santos–Guarujá, que terá faixa exclusiva para transporte sobre trilhos. A definição do traçado do VLT em Guarujá ocorrerá após a homologação do leilão do túnel, ampliando o alcance da rede de mobilidade entre os municípios da Baixada Santista.

A expansão do VLT é considerada estratégica para a mobilidade urbana da região, promovendo alternativas ao transporte rodoviário e conectando áreas de alta densidade populacional. A integração com grandes projetos de infraestrutura, como o túnel Santos–Guarujá, poderá impactar o fluxo diário de passageiros e a dinâmica dos deslocamentos metropolitanos.