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Trem Intercidades entre São Paulo e Campinas será licitado em 2020, diz governo

Primeiro trecho terá edital da Parceria Pública Privada (PPP) colocado em consulta pública este ano com dois serviços previstos
Trem Intercidades deve começar a sair do papel em 2020, promete governo (Pexel)

Em entrevista coletiva com veículos de imprensa do interior do estado, o governador João Doria afirmou nesta quarta-feira (22) que o Trem Intercidades (TIC) terá sua primeira licitação lançada em 2020. O trecho em questão é que vai da estação Barra Funda, em São Paulo, até Campinas, passando por Jundiaí e outras cidades hoje sem serviço por trilhos como Louveira, Vinhedo e Valinhos.

Já o trecho até Americana, que vinha sendo estudado, ficará para depois. A Rumo Logística, concessionária de cargas que controla as vias na região, deve assinar no dia 5 de julho um aditivo do contrato com o governo federal que prolonga a concessão em troca de permitir o compartilhar das vias com trens de passageiros.

Nós dependíamos do governo federal sobre um aditivo contratual, que sairá agora no mês de julho e era premissa para que o governo pudesse licitar o Trem Intercidades. Já temos um estudo de modelagem avançada, e no final do ano colocaremos o edital de consulta pública para ser avaliado, um projeto de PPP [Parceria Público-Privada], para que no primeiro semestre do ano que vem o projeto seja licitado. É um projeto de R$ 5 bilhões mas que faltava o essencial: poder fazer. E agora podemos“, afirmou aos jornalistas presentes no Palácio dos Bandeirantes.

Embora os detalhes do projeto só sejam conhecidos nos próximos meses, o governo adiantou que haverá dois serviços, um expresso, com parada apenas em Jundiaí e com tempo de viagem estimado em uma hora, e outro parador que atenderá nove estações, incluindo Louveira, Vinhedo e Valinhos, cidades entre Jundiaí e Campinas. As três estações não citadas podem ser Francisco Morato, Franco da Rocha e Perus, se o critério for o de movimento da Linha 7.

A estação terminal em São Paulo será Barra Funda, que conta com uma plataforma sem uso atualmente. Nos primeiros estudos, o TIC pararia numa nova estação que seria construída para integrar as duas paradas existentes hoje com o nome “Água Branca” e que também contaria com a Linha 6-Laranja, do Metrô.

TIC para o Vale do Paraíba

O governo do estado diz que o fato de utilizar as vias existentes vai tornar o projeto mais barato e rápido por evitar desapropriações e licenciamento ambiental. Mas não ficou claro ainda se o serviço terá velocidade de fato para atrair o público que hoje se desloca de automóveis para a capital paulista.

Doria afirmou ainda que também pretende licitar em 2020 o trecho do TIC que ligará São Paulo ao Vale do Paraíba e também o Ferroanel, ferrovia que usará uma área prevista no Rodoanel Norte para evitar que trens de carga passem pela região central da capital.

O projeto do Trem Intercidades conta com apoio do Bird (Banco Mundial) que está produzindo a estruturação financeira baseada em modelagens técnicas e jurídicas possíveis. O governador garantiu que já há grupos no exterior interessados em participar da licitação.

Traçado do TIC entre São Paulo e Campinas terá cerca de 102 km

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Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

5 Comentários

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  • Tomara que saia mesmo, mas é aquela coisa de “só acredito vendo”.

    Mas fico bem frustrado do trem não chegar até Americana como no projeto original, é um absurdo os interesses de uma empresa privada estarem acima dos interesses da população, contrato com tal empresa foi muito mal negociado, da impressão que o estado está nas mãos da mesma.

    • Felipe na entrevista do gov. ficou clara que nesse primeiro momento e so ate Campinas, mais depois sera licitado o outro trecho ate aquerida Americana. do nobre dep Wanderlei Macris o outro trecho e mais complicado pois tem desapropriações, mais vai sair tambem .

  • Acho que tá na hora da CPTM fazer uma integração tarifada fixa em Morato. Os deslocamentos dentro da RMSP não devem sofrer esse tipo de coisa, mas quem vem de Jundiaí e estações de fora da metrópole deve pagar 2 tarifas, mesmo no parador.
    O serviço direto pode ter tarifas progressivas, mas o traçado de ponta a ponta pode custar tranquilamente $17,20 que será coerente.
    E vamo ficar de olho nesse ferroanel. Ele é de vital importância pro férreo da capital e pros projetos de TIC.

  • Estou assustado com o valor. Quase R$ 50 milhões por quilômetro. Deve demorar quase 10 anos para recuperar o valor investido. Em termos de custo de oportunidade, acredito que seja uma péssima escolha. Deve ter inúmeros outros investimentos com uma taxa de retorno melhor como, por exemplo, empresas de saneamento, pedágio, etc.

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