Vista da rua já dá prévia de como será grande a Estação Ipiranga da Linha 15-Prata
Fotos mostram pela primeira vez com clareza os diferentes níveis da futura estação, que terá integração direta com a Linha 10 e cobertura com painéis solares
As obras da Estação Ipiranga da Linha 15-Prata já permitem reconhecer a forma que o edifício terá quando estiver pronto. Imagens produzidas pelo colaborador do site, Thiago Nonato, revelam detalhes que os recentes registros aéreos não mostravam com tanta clareza, incluindo os diferentes pavimentos da estação e parte dos grandes espaços destinados à circulação dos passageiros.
Em alguns pontos, a tela de proteção instalada ao redor da estrutura está aberta ou permite enxergar o interior. É possível distinguir o mezanino, um amplo pavimento intermediário que ocupará praticamente toda a extensão do edifício, e, logo acima, o nível das plataformas.
A cobertura definitiva ainda será instalada sobre esse último pavimento. Com isso, o grande volume de concreto atualmente visível ganhará uma estrutura metálica que se estenderá por quase todo o comprimento da estação.
Os projetos em três dimensões obtidos pelo MetrôCPTM ajudam a identificar os espaços que começam a aparecer na obra. O mezanino concentrará boa parte da circulação dos passageiros, além dos bloqueios, bilheteria e acessos às plataformas por escadas fixas, escadas rolantes e elevadores.
Ipiranga terá duas plataformas laterais, com as vias do monotrilho passando pelo centro. Acima delas ficará a grande cobertura metálica, um dos elementos mais característicos do projeto.
Mezanino
Ligação com a Linha 10 aparece na estrutura
Outro detalhe já perceptível nas imagens é uma grande abertura na extremidade do pavimento intermediário. É nesse setor que o projeto prevê a passarela de integração com a Estação Ipiranga da Linha 10-Turquesa.
A conexão chegará diretamente ao mezanino da Linha 15 dentro da área paga. Na configuração definitiva, quem desembarcar dos trens metropolitanos poderá atravessar a passarela e acessar o monotrilho sem precisar sair para a rua.
A outra ponta dessa ligação, entretanto, continua sendo uma incógnita. A estação da Linha 10 precisa ser reconstruída para receber a integração definitiva, obra que ainda não saiu do papel. O atraso levou o governo a estudar uma solução provisória para permitir a transferência entre as duas linhas quando a estação do monotrilho entrar em operação.
A estrutura da Linha 15, por sua vez, já está sendo preparada para receber a futura passarela.
Plataforma
Estação produzirá parte da própria energia
A cobertura também será um dos principais diferenciais de Ipiranga em relação às demais estações da Linha 15.
Além de elementos destinados à entrada de iluminação natural, o projeto prevê a instalação de 522 módulos fotovoltaicos sobre a cobertura, com potência aproximada de 208 kWp.
A estimativa apresentada pelo Metrô de São Paulo é de geração de aproximadamente 25 MWh por mês, energia equivalente a uma parcela significativa do consumo de uma estação típica do monotrilho.
As fachadas também terão brises verticais, alterando bastante a aparência da estrutura atualmente envolvida por telas de proteção. O resultado previsto no projeto é um edifício predominantemente horizontal, com a grande cobertura metálica projetada sobre as fachadas.
Base do aparelho de mudança de via da Linha 15 (Thiago Nonato)
Mudança de via depois da estação
Uma das novas imagens mostra ainda uma estrutura separada do corpo principal da estação. Trata-se do prolongamento operacional das vias depois de Ipiranga.
Nesse trecho será instalado o aparelho de mudança de via que permitirá aos trens ultrapassarem a plataforma e passarem de uma via para a outra antes de iniciarem a viagem no sentido oposto.
A estrutura é necessária porque Ipiranga será o terminal da Linha 15 quando a extensão de aproximadamente 1,8 km a partir de Vila Prudente entrar em operação.
