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A polêmica do “Shopping Trem” no Metrô e CPTM

Comércio ambulante é combatido pelo operador privado enquanto empresas do governo fazem vista grossa para o problema
Ambulante na Linha 8 da CPTM: trabalho quase livre

O roteiro já é conhecido por quase todos os passageiros principalmente das linhas da CPTM. Basta fechar as portas da composição para que o “Shopping Trem” comece a funcionar. O apelido, dado pelos próprios ambulantes, é uma das muitas frases de efeito usadas pelos vendedores informais que inundam os trens tanto do Metrô quanto da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

O fenômeno, no entanto, varia de intensidade. Se é mais raro em algumas linhas do Metrô e da CPTM ele é realizado de forma descarada em outros ramais como a Linha 12 e a Linha 8. Trens com passagem livre entre os vagões são os preferidos porque permitem que o ambulante se desloque sem dificuldade por eles, mas isso não é problema nos trens da Série 2000. Mesmo com portas entre os carros, esses vendedores já conseguiram abri-las sem que isso provoque algum tipo de reação da empresa.

Mas ao menos em uma linha o “mercado” encolheu para o comercial ilegal. Prestes a ser assumida pela Via Mobilidade, concessionária privada que passará a operá-la no dia 4 de agosto, a Linha 5-Lilás já não é mais um dos locais de trabalho preferidos de marreteiros. O site circulou pela linha nesta semana e notou apenas um ambulante e atuando de forma mais discreta.

A razão para isso é a presença de inúmeros seguranças da empresa, “irmã” da Via Quatro, operadora da Linha 4-Amarela e onde o comércio ambulante é raro. Mas afinal por que essa atividade informal é tolerada pelo governo e combatida pelo operador privado? Por que mesmo com a polícia ferroviária e seguranças terceirizados a CPTM não consegue o mesmo resultado? Ou o Metrô e seus respeitados seguranças de preto idem?

Uma frase dita por Clodoaldo Pelissioni, secretário dos Transportes Metropolitanos, em entrevista recente ao site explica bastante. Perguntado sobre o problema, Pelissioni se resumiu a responder ser “um problema social”. Ou seja, impedir isso, embora seja uma atividade ilegal, não faria bem para a imagem do governo afinal estamos num período de crise econômica com milhões de desempregados.

Já para empresas privadas trata-se de competição comercial. Se deixar que o comércio ambulante prospere a Via Quatro estará prejudicando seus clientes, as lojas e lanchonetes estabelecidas nas estações.

Preço de aeroporto

No meio disso temos os passageiros que naturalmente consomem e bem os itens oferecidos pelos marreteiros. Chocolates, fones de ouvido e outros produtos têm preços bem mais baixos do que em lojas que pagam impostos criando um argumento de venda irrecusável. Para completar, para muita gente o ambulante é um trabalhador desempregado que ao menos está procurando uma saída para sobreviver.

O problema nessa visão simplista é que o mercado informal é na realidade extremamente atraente comparado a um emprego de baixa qualificação mesmo dentro da CLT. Basta uma conta simples para constatar que nem é preciso muito trabalho para gerar uma receita considerável. Pegue-se o exemplo de um chocolate qualquer vendido a R$ 2,00 num trem e que pode custar para o ambulante no máximo R$ 0,60 em uma loja de atacado. Que nosso vendedor hipotético ganhe líquido R$ 1 por unidade vendida, já considerados alguns “custos”. Se ele passar 5 minutos em um vagão e venda duas unidades são R$ 2,00, que vezes 12 chega-se a R$ 24,00 por hora. Digamos que ele só trabalhe seis horas por dia então teremos R$ 144 ao final do seu expediente. Vendendo apenas nos dias úteis ele terá conseguido uma receita líquida de R$ 3.168,00 ou 332% a mais que o salário mínimo.

Seguranças da Via Mobilidade já inibiram a presença de vendedores do “Shopping Trem” na Linha 5-Lilás

Seria fabuloso se esse indivíduo não deixasse de pagar impostos e recolher sua contribuição previdenciária como trabalhadores registrados e empresas fazem. E aqui estamos imaginando ingenuamente que essas iniciativas são pessoais e não orquestradas por grupos organizados. Aí então o problema é ainda mais grave.

No entanto, o outro lado da moeda, as lojas autorizadas a vender nesses recintos, também não são um bom exemplo. Vamos agora imaginar um passageiro consciente, que prefere não alimentar o comércio ambulante e opta por consumir “oficialmente” nas dependências das estações. Pois se ele comprar uma garrafa de água num dos quiosques da estação Pinheiros da Linha 4 poderá pagar nada menos que R$ 4,00. Sim, preço digno de aeroporto, onde os valores são conhecidamente exagerados. O mesmo produto num desses mercados de bairro sai por no máximo R$ 1,50, ou seja, 63% mais barato.

Bom senso

Como se vê, não se trata apenas de um “problema social” como acredita o governo, e sim de uma questão puramente mercadológica. Existe uma enorme demanda por produtos e serviços dentro da rede metroferroviária afinal estamos falando de milhões de pessoas que passam algum tempo do seu dia circulando por ela. Oferecer uma solução para elas é mandatório, mas isso não significa cobrar absurdos afinal essa estratégia só vai alimentar a outra ponta, o comércio informal.

O melhor seria que o governo concedesse a exploração comercial das estações como um todo para grupos maiores, capazes de negociar de forma mais forte por produtos com fornecedores, assim como fazem os supermercados. Com uma estratégia assim seria possível oferecer preços realistas o que eliminaria a “vantagem” do comércio informal. Passageiros sairiam ganhando e o governo e empresas também sem falar na arrecadação de impostos. Quem sabe assim o “Shopping Trem” possa funcionar mesmo com as portas do trem abertas.

Veja também: Concessão da Linha 15-Prata é remarcada para 31 de julho

Estação Luz da Linha 4: quiosques com preço de aeroporto (CMSP)

About the author

Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

42 Comentários

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  • Apoio 200% o comércio informal nos trens. O site falou, falou, falou, mas o único “grande” problema apontado é a não arrecadação de impostos. Impostos esses que serão investidos no que? Em bolsa-paletó? Contas na Suíça?
    Continuo investindo no Shopping Trem mesmo se por alguma hipótese o preço fosse mais elevado do que no comércio regular.

    • Apoio Shopping trem porque quando bate aquela fome ou sede são eles que nos salvam e é melhor os ambulantes vende de uma forma honesta do que ele está roubando e matando um pai de família

    • Talvez apoie 200% pois é comerciante ou tem familiares, entendo o seu ponto de vista, mas não o torna correto. A necessidade de emprego é uma coisa, a perturbação das pessoas principalmente em trens lotados no qual ficam ambulantes esbarrando nos outros, gritando anunciando seus produtos e as vezes passando três vezes pelas mesmas pessoas que não irão adquirir seus produtos é claramente outra questão. É necessário entender que a venda ambulante é mal vista pela maioria dos usuários desses transportes pois isso perturba e na maioria das vezes são produtos completamente inúteis à necessidade de compra.

      Por outro lado o Metrô e CPTM deveriam também diminuir aluguéis para os seus vendedores legais para que estes vendam seus produtos mais barato e com isso sejam mais atrativos que o comércio ilegal, gastariam menos com “segurança” e teriam mais para se desenvolver e ampliar suas linhas ou mesmo arrumar a estrutura de suas estações como no caso da estação Paulista da linha amarela que é talvez a mais mal-feita já que os passageiros devem atravessar no meio dos outros para embarcar ou ir rumo a linha verde.

    • pra mim o problema principal nao é a arrecadação de impostos e sim o incomodo que causa na viagem dos usuarios uma pessoa gritando dentro do vagao e colocando os produtos sobre as pernas dos outros, invasivo demais, pior do que telemarketing de vendas ativas. Alem de grande parte desses comerciantes serem agressivos e ter envolvimento com o crime, é uma venda intimidadora.

    • Então o problema é você querer “se vingar” do Governo não pagando os impostos (ou contribuindo com gente que não paga os impostos).

      Desculpe-me a sinceridade, mas o vagão de trem não é lugar de comércio ambulante de produtos de origem duvidosa. Como eles têm lucro vendendo, por exemplo, um chocolate pelo preço que é cobrado no atacadista de doces?

      Além disso, sou contra esse incentivo involuntário ao mercado de trabalho informal. Lá na frente, quando for se aposentar ou precisar de algum auxílio por acidente, essa pessoa estará desamparada e sem nenhuma perspectiva de melhorar de vida.

    • Isso apoia mesmo, deve ser um dos pobres que colaboram com esta irregularidade, fazendo sujeira nos trens.A maioria das mercadorias são roubadas, são barulhentos e mau educados. Não vejo a hora de criarem uma lei para que esta pratica seja um crime.

  • Toda empresa estatal é ineficiente e assaltada pela corrupção, tem que se privatizar absolutamente todas. Metrô com 40 anos de experiência consegue passar vergonha comparando com a ccr que opera há apenas 7 anos.

  • Gente, eles não compram em atacado. Os bandidos roubam as cargas nas estradas e obrigam os moradores da favela a vender por preços mais baixos para financiar o tráfico e comprar armas. Quando você compra algo assim no metrô/trem você financia isso também.

    • Amigão vc não conhece o conceito do “fifo” mais vc pode conhecer ele principalmente em sto amaro, “fifo” e produto perto do vencimento, exemplo as balas fini nos comércios em geral ela custa R$1,50 nos ambulantes R$1,00 pq nessa lojas de atacados o fini perto do vencimento custa no maximo R$0,40 assim ele consegue fazer aquelas promoções de 3 por R$2,00 tranquilamente

  • Quem tá vendo o problema de forma simplista é o site. Se o comércio ambulante é mais atraente que uma CLT de baixa qualificação, isso só mostra como os empregos estão cada vez mais precários no país. Isso sim é preocupante. A condição de vida de um vendedor ambulante é precária. A de um trabalhador da CLT é ainda mais. Um cidadão de bem não merece se sujeitar a essas condições pra sobreviver. Responsabilizar o indivíduo que está na margem da sociedade por estar exercendo uma atividade ilegal em um país onde a lei e o estado não o olha por ele é cruel, é síndico, é nojento.

  • O problema disso não é social e um problema do próprio governo que fechou os olhos e cruzou os braços e falte de vergonha . Se vcs olharem pro passado o governo anterior tinha o combate e apreensão dos produtos o que mudou de lá pra cá nada .

  • Uma vez liguei no número que está no trem para denúncias, até que foi rápido o atendimento, estava na linha da CPTM 11 coral, sentido Guaianazes, achei um absurdo, o trem cheio e, com tantos ambulantes sentido donos do pedaço, importunando a todos com a seus vai e vem fora, a gritaria, bom o que mais me revoltou foi ter relatado tudo isso para a atendente e, a mesma disse que eu teria que indentifica-los. Como assim eu disse a mesma, para que serve aquelas inúmeras câmeras de segurança, por isso que digo, Brasil um País sem Leis, País onde hoje em dia, o errado virou o certo..

  • Sério que tem gente que apoia 200% comércio ilegal em local proibido de produtos de origem provavelmente ilegal ou sem garantia de qualidade? Com o adendo de incomodar outras pessoas que estão em um transporte público que, como o próprio nome diz, se destina ao transporte (e não ao comércio)! Realmente, brasileiro merece o país que tem!

    • A maior parte dos produtos alimentícios possuí o mesmo nível de qualidade que qualquer bem industrializado em um supermercado (do contrário todos ficariam ficariam desconfiados). Os produtos eletrônicos no máximo são chineses (e quem paga $5 em um fone de ouvido sabe que ele não é original da samsung). As regras básicas do capitalismo ditam que ou vc opta por qualidade ou por quantidade e no caso do “Shopping Trem” vc tem as duas relativamente servidas ao retirar os impostos da equação. Esse é um caso básico do estado chorando por causa de sonegação de impostos (abusivos, diga-se de passagem).
      Quanto a questão do incomodo, bem … eu não poderia considerar o resto da viagem muito mais confortável e isso não é necessariamente devido aos ambulantes. Esses caras gritam demais, é vdd, mas acredito que a maior parte das pessoas já se adequou a utilizar fones de ouvido para evitar o problema da poluição sonora generalizada nos trens.
      O brasileiro já paga muitos impostos em qualquer instância, até mesmo trabalhando, comprar de ambulantes é uma minúscula excessão. Isso pra depois descobrir que grande parte das licitações de empresas ligadas ao governo foram compradas (talvez inclusive as dos comércios das estações), verbas foram desviadas e políticos foram corruptos.
      Então quer saber de uma coisa ? Não, o brasileiro não merece o lixo do país que tem, o brasileiro já pagou o suficiente durante muito tempo e deveria ter coisa muito melhor. Digo isso de consciência limpa e não me importo de voltar comendo Kit-Kat na viagem.
      Acho engraçado ver que isso é um problema sério, mas abrir os olhos pra o quanto da nossa arrecadação é ultilizada pra pagar juros de dívidas públicas (impagáveis) para bancos internacionais a gente deixa pra lá …

  • Vocês realmente frequentam os trens? Que ambulante é esse que vende 2 chocolates a cada 5 minutos? Porque eu sou passageira e 90% das vezes que um ambulante entra no vagão ele sai sem vender nada. Matéria exagerada, com números exagerados e que deu um panorama simplista da situação, puxando sardinha pro seu lado.

  • Correto era ter policial ferroviário a paisana nas composições para apreender essas mercadorias e expulsar essa cambada! Eles fazem o que fazem pq não tem efetivo policial para isso, são raras as vezes que se vê PF dentro dos trens. Eles fizeram da estação Santa Terezinha (Linha 8) a nave-mãe deles, fumam maconha, urinam, fazem o que querem! Isso sem contar na cracolândia instalada na linha férrea, entre as estações general miguel costa e antonio joão, uma vergonha! Cadê o Ministério Público?

  • Olá, Ricardo.
    Admiro sua coragem em tocar num tema destes aqui no Blog, pois é um assunto muito delicado. Eu, sinceramente não tenho uma opinião formada a respeito. De um lado existe sim um caos social em nosso Brasil, e se olharmos preliminarmente esses vendedores estão apenas trabalhando, mas não temos como saber a procedência e origem destes produtos vendidos assim com valores tão baixos. Eu já prestei serviço como um auxiliar em Logística para uma grande empresa alimentícia, sendo que eu agendava entregas para os clientes desta empresa. Os produtos entregues nesses clientes eram chocolates, balas, doces e etc, mas de vez em quando tínhamos relatos de motoristas que tinham as cargas roubadas nas estradas por aí afora, sendo que muitos destes motoristas passavam por violência física e até psicológica! É claro, que não podemos de forma alguma dizer que os produtos destes ambulantes são produtos conseguidos ilegalmente! Acredito que muitos destes ambulantes conseguem comprar legalmente os seus produtos para revender de forma honesta! Outra questão seria com relação ao incomodo que esse tipo de abordagem pode causar aos passageiros, mas isso é muito relativo e particular, pois de minha parte eles também não me incomodam em nada não, mas também entendo aqueles que pensam diferente! Não sou totalmente contra os ambulantes, mas entendo que tenha que haver sim uma regulamentação, pois regras são necessárias para que não vire bagunça! Esse problema existe também em muitos terminais urbanos da Capital Paulista. Os vendedores ambulantes montam tantas barracas de vendas que chegam até a atrapalhar o fluxo de passageiros nas plataformas dos terminais da SPTRANS. Bom, enfim, é um assunto mesmo muito delicado!!!

    • Jura que você acredita que os produtos vendidos a este valor tenham sido adquiridos de modo legal? Nem acho que alguns vendedores saibam do modo como o produto chega a eles … Você confia na qualidade dos produtos vendidos por ambulantes? O que mais vejo em páginas de usuários de transporte público é gente reclamando que comprou gato por lebre.

      • O comercio ambulante na linha 5 continua igual, isso de funcionarios da via mobilidade estarem evitando o comercio e balela, esta a mesma coisa e na linha amarela tem pedinte tem ambulante tem cantor so nao tem mais pq a linha e pequena e o publico e elitizado.

      • Olá, Celso, tudo bem?!
        Eu, na verdade emiti uma opinião procurando apenas não generalizar. Como você mencionou, temos todo o motivo do mundo pra suspeitamos da procedência e da qualidade destes produtos, tanto que eu nunca comprei esses produtos justamente por causa destas dúvidas que tenho!
        Abraços

    • Olá, André, obrigado. Realmente é um assunto delicado e polêmico, como frisei no título. Mas precisamos discuti-lo porque do jeito que está é pura hipocrisia. O governo buzina a toda hora que “comércio é ilegal etc”, mas ele continua existindo. Os passageiros precisam dos produtos, gostam de ter acesso a eles de forma mais em conta então isso é uma oportunidade e não um problema. Mas precisa de organização e que seja feito de forma correta. Quis mostrar os dois lados da moeda embora alguns não tenham notado isso. Vender de forma legal nos quiosques mas por preços abusivos não é solução. Vi outro dia uma abordagem da Polícia Ferroviária na Linha 10 extremamente desagradável. O rapaz estava a bordo do trem sentado e foi levado para a plataforma e instado a abrir a mochila. Nem sei se era um ambulante ou não porque o trem partiu. Em outra ocasião, um ambulante novamente na Linha 10 foi de Ipiranga até Brás explicando seu trabalho para um passageiro (e todos ouvindo), que alguns seguranças faziam vista grossa enquanto outros o perseguiam, mas que apesar de perder um pouco da mercadoria ainda ganhava mais de R$ 2 mil por mês e que era mais do que recebia num antigo emprego. De qualquer forma, é muito estranho você andar numa linha e quase não ver isso e seguir para outra e vê-la com inúmeros vendedores trabalhando tranquilamente.

      • Ricardo, entendi sua intenção e abordagem neste artigo aqui no Blog. É que esse tipo de assunto se trata de uma atividade ilegal ou marginalizada pelo Governo do Estado de São Paulo, e grande parte das pessoas sempre irão te taxar de elitista ou de conivente com o Governo do Estado de São Paulo, mesmo que sua análise tenha sido com as melhores das intenções possíveis. Embora eu acredite realmente que sua intenção tenha sido de fazer uma crítica construtiva e imparcial muita gente discordará disto!! Bom, enfim, sei que você sempre nos traz uma abordagem imparcial com muita prestação de serviço aqui no Blog! Parabéns pelo seu trabalho!
        Mudando de assunto, se possível, gostaria que você verificasse a operação que a Via Mobilidade tem feito com os seus agentes na estação Santo Amaro da linha 5 Lilás do Metrô nos horários de pico. Eles fizeram um esquema com muitos agentes para organizar melhor o fluxo de passageiros na plataforma da estação! Estes agentes utilizam coletes amarelos e tem feito um bom trabalho pelo que vejo, pois notei uma pequena melhora na organização do local! É claro que ainda está muito longe do ideal, mas já é um começo!
        Abraços

  • Ninguém faz vista grossa coisa nenhuma, o Sr está sendo leviano nas suas afirmações, pois pelo visto não sabe nada à respeito do que se passa na ferrovia. Pergunte ao seu governador, onde está o dinheiro para os investimentos em segurança, manutenção, e as demais áreas?
    O Sr sabia que a Viaquatro causou um prejuízo de mais de 1 bi para o estado, e foi retirado esse dinheiro da CPTM e do Metrô, no ano passado? Não claro que não sabia…
    Privatização é um crime contra a nação! O maio exemplo foi a Vale do rio Doce, vendida por 3 bi, mas só em recursos minerais valia mais de 100 bi, coisa de bandido mesmo.
    Ou o Sr tem um vínculo com esse partido, cujo o lema é a privatização, ou o Sr é um dos mais ignorantes que eu ja vi.
    Lamentável!
    Por causa de pessoas como o Sr é que os jornais, a mídia, estão desacreditados, perderam a sua credibilidade!

  • Apoio também o comercial , que por ali é bem acessível a quem viaja já onde paramos em estações e um absurdo um pão de queijo se quer .
    Não estão roubando ninguém , compra quem quer , ainda tem gente q fala q temos o Brasil que merecemos enquanto os donos da vez ganham encima de todo mundo que anda por trem ou tem comercio em estação.

    • Sou totalmente contra, a maioria destes ambulantes irregulares são ex presidiários, a maioria não paga a condução para estar ali praticando este comercio irregular, todos eles pulam a estação.A maioria das mercadorias são roubadas, e só você ir perguntar a um mercado próximo a qualquer estação da linha 8 que eles te dirão que os itens mais furtados são chocolates e itens que são vendidos nos trens, eles são barulhentos e mau educados, os guardinhas da CPTM nada fazem. Não vejo a hora de criarem uma lei para que esta pratica seja um crime.

  • Eu apoio totalmente os “marreteiros”, conheço vários deles aqui da linha 8-Diamante e sei a procedência dos produtos. Só compro amendoim e balas halls e no máximo salgadinho; quando estou indo para o trem nem passo nos mercados pra comprar minha bala que é de lei, sei que lá vai ter alguém vendendo e vai trazer na minha mão e sem precisar pegar filas.

    Ótimo artigo, mas esse é um assunto muito delicado pra falar; com muitas opiniões adversas.

  • O produto para entrar no Brasil tem imposto, para ir pro lojista atacado, tem imposto, para chegar no vendedor informal tem imposto, e quando compramos na loja tem imposto, o problema nao é essa quantidade de impóstos, o problema e que meu dinheiro e o dinheiro do vendedor assim como o dinheiro do lojista vai pra puta que pariu, então também apoio o comercio nos trens, pois mesmo chegando até mim p um preço mais baixo, ja foi cobrado impostos sobre o produto la de traz. compro e consumo sim. E se tiver num dia bom ainda dou uma nota a mais pra quem quer que seja p/ ajudar. A pururuca produzida em guarulhos sai a R$0,57 centavos vendendo a R$ 1,00 real no trem ja tem quase 100% de lucro, ai o produto vai pra loja e é vendido a R$2,00 reais, ” mais na loja física tem os vendedores, tem o aluguel, tem a luz… etc”. Ai o produto encarece um pouco, levando isso em consideração é ate compreensível e aceitável a matéria da CPTM. O que estimula a gente a comprar o pruduto mais barato e que passamos 40 minutos e até 1H no trem, isso E o vendedor vem na sua frente e te vende o produto sem mais impostos. Ou seja acaba se tornando mais barato, e sabendo que ja foi pago impostos tanto na primeira compra das matérias primas, como na produção, porque tenho que comprar na loja que custa R$2,00 reais se posso comprar sem mais impostos durante minha viagem para a casa.

  • Quer a procedência eu te falo, Bras, Mercadao, Atacadão, Roldao, e lojas que vendem para outras loja, a diferença do shooping trem e que nao tem loja física.

  • Não concordo com o comércio ambulante, mas não condeno também. Como o próprio post diz: Essas pessoas são desempregadas e essa foi a forma de conseguirem se virar. Fora que esses produtos são sempre muito mais baratos do que nas lojas, já que não levam o peso dos impostos (abusivos, na maioria das vezes) no valor final. E daí que é ilegal? Ninguém tá matando nem roubando. Se o governo fosse mais justo com o cidadão comum e com o pequeno empresário, situações como essa seriam praticamente nulas. Se o governo quer que o “Shopping Trem” acabe, que facilite a vida do trabalhador, dando oportunidades e condições dignas pra todas as classes, além de baixar os impostos. Fazendo isso, não precisa punir ninguém nem criar leis severas. Todo mundo sairia ganhando.

  • Tá ai o problema do Brasil: As pessoas acham que por “motivos sociais”, está permitido passar por cima das leis.
    Enquanto as pessoas acharem que as leis não servem para todos, incluindo os poderosos, a gente continua na mesma bosta de país que estamos.

  • Eu não consumo coisas compradas em transportes públicos, nunca consumi. Além de não saber a procedência e local de armazenamento, muitos que compram ainda largam restos de alimentos e embalagens, sujando o transporte público, prejudicando outros usuários e restos de alimentos que servem de alimentos para insetos.Em tempo, já fui marreteiro de feira livre.

  • Condeno totalmente o comércio dentro da CPTM e do Metrô porque ele é considerado irregular, independentemente da procedência da mercadoria, o comércio é proibido. E todo mundo sabe que não é nada adquirido em atacados, é distribuído por quadrilhas que roubam as mercadorias em estradas e usam esse comércio pra financiar o tráfico de drogas ou você acha coincidência que eles entrem em bando dentro dos trens e fiquem se comunicando o tempo todo por whatsapp? Já vi uma quadrilha fazendo a distribuição da mercadoria dentro do trem, já vi até troca de dinheiro. São quadrilhas organizadas que agem todas em conjunto em locais determinados. Eu utilizo muito a Linha 1 azul e esse comércio estranhamente funciona só entre Tucuruvi e Sé e da Liberdade em diante não tem nada. Na Linha 3 Vermelha eu só ando da Sé até o Brás ou o Tatuapé e ainda vejo menos comércio do que no trecho que faço na Linha 12 Safira que é aonde existe a maior demanda e a maior oferta. Esses indivíduos andam inclusive armados para arrombar as portas dos trens para poder circular. É simplesmente absurdo o que acontece e o grau de irritação é extremamente exagerado, não adianta dizer que fone de ouvido resolve porque não resolve absolutamente nada. Já chega dessa palhaçada. Que o governo extermine esse comércio ilegal e arrume outras maneiras de gerar emprego e renda pra população. E o imposto nunca é roubo, o roubo é o desvio do imposto, ou você acredita que vive sozinho nesse país?

  • Mas se o Secretário Estadual dos Transportes admite essa atividade dentro do Metrô e da CPTM, parece que então a atividade deixa de ser irregular. É nitido que ambas as Companhias não tomam providência por pura omissão, pois se o Metrô alardeia ter mais de mil seguranças e mais de três mil câmeras e não reprime a atividade que ocorre sem nenhum acanhamento, inclusive com eventos de violência contra os empregados daquela, como poderia essa mesma Companhia impedir o assédio sexual que ocorre sorrateiramente, como querem que as mulheres acreditem?

  • São vários os problemas a serem tratados:
    1- Esse tipo de “comércio” sem autorizacao do Metrô/CPTM, não é permitido.
    2- A forma como esses “vendedores” abordam as pessoas incomodam a maioria, falando alto, jogando as coisas no colo até de quem não vai comprar.
    3- Problema de desemprego não se resolve agindo de maneira irregular.
    4- A origem das mercadorias são duvidosas, principalmente aquelas de produtos/acessórios eletrônicos. Provavelmente sem nota fiscal, muitas vezes “pirata”, que financiam o crime organizado e o “vendedor” desconhece isso.
    5- Todos os “vendedores” sabem que estão agindo de maneira irregular e alguns ainda se voltam contra os funcionários, ofendendo e até agredindo, quando estão no exercício legal das suas funções.
    6- Essa atividade incentiva a mendicancia, muitos adultos exploram crianças, solicitando doações alegando necessidades.

    Não posso julgar aqueles que realmente buscam seu sustento, mas lembrar que toda situação tem dois lados.

    Não significa que o serviço privado funciona melhor que o público e vice-versa. Mas antes dessas atividades serem comuns, quem sempre combateu foi o serviço público. Agora defendem que o privado funciona melhor. Pergunta em que condições estes empregados trabalham.

  • Achei um tanto infausta a análise. De fato, muitos dos “marreteiros” podem realmente ter uma renda líquida parecida com a que citou, entretanto, desconsiderar o risco associado ao próprio ato de vender nas dependências do Metrô me pareceu um tanto deliberada. Afinal, é notória que a abordagem dos seguranças do Metrô (e CPTM) é muitas vezes acompanhadas de agressões e violência. Além é claro, de toda a exposição envolvida e outros possíveis conflitos.
    Assumir esses riscos não são algo simples e dificilmente teriam motivações puramente “mercadológicas”, mas sim, ao meu ver, fundamentam-se na necessidade advinda de um país em crise e são, certamente, frutos dos incontáveis problemas sociais existentes.
    Isso não significa que patrocino o comércio nos trens, afinal é ilícito, só não é condenável. Assim me reservo somente a observa-los e, vez ou outra, me irritar.

    Enfim, essa é só a minha análise, mas de qualquer modo, gostaria de agradece-lo pelo blog e pelo ótimo conteúdo que produz, sou um acompanhante ferrenho! Obrigado!

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