Após falhas e até colisão entre trens, monotrilho tem redução de panes

Levantamento com dados da companhia aponta redução significativa de ocorrências em março. Ramal ampliou em 40% número de passageiros nesse período
Monotrilho da Linha 15-Prata

Com operação plena desde janeiro deste ano no trecho entre a Vila Prudente e a Vila União, o monotrilho da Linha 15-Prata ganhou além de novos horários e mais passageiros, falhas que afetaram e até paralisaram a operação, o que gerou críticas por parte de alguns usuários sobre o meio de transporte escolhido para atender uma região importante da cidade.

Segundo levantamento feito com base na funcionalidade “Direto do Metrô” no site da operadora, que informa as ocorrências do sistema metroviário, como avarias em trem, interrupções na operação, entre outros problemas, nos meses de janeiro e fevereiro, a Linha 15 teve panes em um terço dos dias. Foram 26 ocorrências constatadas, 13 em cada um dos primeiros meses de 2019.

Em um dos dias, em 10 de janeiro, a operação precisou ser interrompida, segundo a empresa, por conta de “falha no Sistema de Controle de Trens”. No dia 29 de janeiro, duas composições bateram na futura estação Jardim Planalto.

Na época, o Metrô em um comunicado, disse que “por ser o monotrilho um novo meio de transporte, inédito em São Paulo, a Linha 15- Prata tem apresentado complexidades em sua operação.”.

Metrô “acertou a mão”

O número de panes, no entanto, caiu nos meses seguintes, seguindo a mesma métrica.  Foram 5 ocorrências no mês passado contra duas registradas em março. Dos problemas registrados em abril, duas delas foram relatadas como “interferência na via“, duas como “falta de energia elétrica” e uma falha em uma composição.

Número abaixo do registrado por exemplo, em abril na Linha 1-Azul, quando foram registrados 22 ocorrências e 10 na Linha 3-Vermelha. Mas é importante ressaltar que as duas ligações metroviárias possuem um número maior de trens e de passageiros.

Velocidade abaixo do esperado

Se o número de falhas diminuiu, a velocidade dos trens não cresceu. Em muitos trechos da linha o passageiro tem observado as composições rodando a até 60 km/h, abaixo dos 80 km/h que era esperado como velocidade máxima.

Apesar disso, o número de passageiros que utilizam o primeiro monotrilho de grande porte no Brasil só aumenta. Se em janeiro circulavam 37 mil pessoas em dias úteis em março essa média atingiu 61 mil viagens ou quase 40% a mais, com picos de até 72 mil pessoas por dia.

Gráfico com número de passageiros da Linha 15
Passageiros transportados por dia, segundo o Metrô
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  1. Esse Blog vai virar um segundo “viatrolebus” com muito posts e poucas informações?

  2. não entendi o que o Braga quiz dizer mais as poucas falhas que ocorreram depois da posse da nova administração do monotrilho prova que o estado não tem competencia para cuidar de tudo por tanto vamos fazer logo a concesção das linhas do metro e da cptm o mais rapido possivel e vamos acelerar São Paulo

    1. E o que vc diz do seu querido ídolo João Doria estar louquinho para enfiar guela abaixo do povo aquela porcaria de BRT, no lugar do monotrilho?

        1. Sim acelera São Paulo, acelera para interesses pessoais…

          Quero muito, mas muito mesmo que você esteja certo, amarei ficar de queixo caido em tal situação.

    2. ” monotrilho prova que o estado não tem competencia para cuidar de tudo”.

      Ainda mais, quando o governador é um cara sem competência para tal e cheio de interesses pessoais por trás.

    1. Vai ser BRT,infelizmente já era, só tão enrolando.

      Acredito que essa mudança já tinha sido definida por Doria e seus “cumpadres” já durante a campanha eleitoral.

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