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Greve de ônibus em Guarulhos faz Linha 13-Jade operar com intervalo menor

CPTM acionou plano de emergência que reduziu intervalo de 20 para 10 minutos no ramal, ampliando 34% o número de passageiros
Movimento na Linha 13-Jade nesta sexta-feira, 10 de maio. Dia de greve de ônibus em Guarulhos | Foto: Gustavo Bonfate

Com a greve de ônibus que atingiu Guarulhos e cidades no entorno, e que afeta linhas municipais e outras 119 metropolitanas, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM, reduziu os intervalos na Linha 13-Jade, em caráter emergencial. Com isso, a ligação ferroviária que liga a capital até o aeroporto internacional registrou um número maior de passageiros.

De acordo com a assessoria da empresa, até o começo da tarde desta sexta-feira, 10 de maio, foram registrados 34% a mais de passageiros transportados. A média de usuários que utilizam a Linha 13, que é de 13 mil passageiros por dia teria então subido para cerca de 18 mil.

Para conseguir oferecer mais viagens, a operadora reduziu o intervalo entre as composições de 20 para 10 minutos no período de maior movimentação. Além disso, a empresa ainda incrementou o quadro de funcionários. “A força-tarefa da CPTM engloba também toda a frota disponível para operação e reforço da equipe de colaboradores das estações”, diz nota da companhia. A opção sobre trilhos erá viável, já que a ferrovia acessa outras linhas da própria CPTM e do Metrô de São Paulo.

Movimento na Linha 13-Jade nesta sexta-feira, 10 de maio. Dia de greve de ônibus em Guarulhos | Foto: Gustavo Bonfate

O volume transportado pela Linha 13, no entanto, é pequeno em comparado ao número de passageiros que foram afetados com a paralisação no serviço de ônibus. A prefeitura estima que cerca de 370 mil usuários utilizam o transporte sobre pneus na cidade, mas este dado pode ser maior, já que este volume diz respeito apenas aos serviços municipais.

Ainda assim, a Linha 13 teve um carregamento distante do projetado, que é mais de 100 mil passageiros com um intervalo projetado de oito minutos entre os trens. Mas para tanto, a ferrovia terá que ser ampliada, ou pelo menos que seu ponto final ou inicial seja no Brás, e em todos os horários, medida que está nos planos da empresa, mas sem data certa para se tornar realidade.

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