Área de manutenção da Linha 6-Laranja já conta com estruturas do primeiro prédio

Construído onde existia uma pedreira, Pátio Morro Grande será usado para abrigar os 22 trens do ramal a ser operado pela LinhaUni
As colunas do Bloco A, principal prédio de manutenção da Linha 6 (iTechdrones)

Enquanto as atividades de escavação dos túneis da Linha 6-Laranja seguem suspensas para recuperação dos tatuzões, a Acciona, construtora responsável pelas obras do ramal, segue avançando em outros canteiros. O maior deles, o Pátio Morro Grande, traz novidades, como mostra o vídeo do canal iTechdrones, gravado neste final de semana na região Norte da capital paulista.

A área de manutenção, e que também abrigará o CCO (Centro de Controle Operacional) da Linha 6, fica localizada numa antiga pedreira que precisou ter um enorme volume de água drenado antes de as obras recomeçarem. Agora, cerca de 18 meses após a construtora espanhola assumir o projeto, surgem as primeiras estruturas do complexo.

Trata-se do principal prédio de manutenção, conhecido como Bloco A, e que já conta com várias colunas instaladas. Essas estruturas estão sendo fabricadas no próprio local, numa área que no futuro pode ser usada para a lavagem dos trens.

Chama a atenção também a enorme montanha de rochas cuja função não pode ser apurada pelo site. Pode ser material retirado da escação do túnel de ligação com as vias operacionais, por exemplo.

Por falar em túnel, é possível notar a marcação de outra entrada prevista no projeto. Segundo a ilustração abaixo, divulgada pela Move São Paulo, a antiga concessionária do ramal, seriam quatro saídas de túneis, mas é prudente esperar por alguma mudança nos planos.

Projeção de como ficará o pátio Morro Grande
Projeção de como deverá ficar o Pátio Morro Grande

Atingir um estágio avançado de construção no Pátio Morro Grande é crucial para que a LinhaUni, futura operadora do ramal, possa receber os primeiros trens a serem fabricados pela Alstom em Taubaté (SP). Além disso, o edifício do CCO também é outro componente vital para que sistemas e equipamentos possam ser instalados a tempo de ocorrerem os testes de operação.

Com a meta de iniciar os serviços em outubro de 2025, a Linha 6 precisará de vários meses de simulações para ter condições seguras de operação comercial. Ou seja, o imenso pátio na Zona Norte deve avançar bastante até o final do ano que vem.

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